Tem uma imagem simpática. É um comunista à moda antiga. Representa a imagem romântica do comunista operário que teve a oportunidade de ser dirigente. Quando fala há uma carga, uma autoridade moral que dão-lhe credibilidade. É um comunista que sorri, a quem falha a voz, que dança.
A desvantagem é ser comunista. Representa uma ideologia definida, imutável, granítica. Tem boas intenções e ideais, mas na prática a política comunista acabaria por se auto-destruir levando a sociedade consigo.
O valor do partido comunista está nessa característica de combate e de imutabilidade. São importantes para lutar os governos que se esticam para fora do Estado Social. É um candidato melhor do que o Bloco de Esquerda para uma coligação com o PS, mas há muitos anti-corpos.
Conheço pouco os dirigente comunistas, mas um possível dirigente futuro será o Bernardino Soares, apesar da péssima imagem que tem, resultante das afirmações que proferiu sobre o regime da Coreia do Norte.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Análise, provavelmente errada, de algumas figuras políticas nacionais VIII
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Conhece o Papa?
Análise, provavelmente errada, de algumas figuras políticas nacionais VII
As qualidades como político também são desvantajosas. Ele iniciou no jornal O Independente um estilo de jornalismo que vive muito da exposição dos podres dos detentores de poder. Isso levou ao ponto actual em que o bom nome de quem quer que seja está na corda bamba.
Ele é um camaleão. Já foi o Paulinho das feiras, o defensor dos agricultores e reformados. Já foi o homem de estado quando esteve no Governo. Comparar os dois registos dão uma ideia de como ele se ajusta à situação. Isso pode despertar no espírito do eleitor uma desconfiança: será que ele defende esta proposta e mais aquela porque acredita ou por que é eleitoralmente vantajoso?
O sucesso eleitoral das últimas eleições deveu-se a uma estratégia simples: massacrar a campanha com dois ou três temas. Foram eles o subsídio de reinserção, a agricultura e (acho eu) a educação.
Sendo o CDS-PP o partido mais conservador, tem conseguido comandar alguns dos assuntos da actualidade política. Pelo menos durante o mandado da Manuela Ferreira Leite no PSD.
Duvido que o Paulo Portas chegue alguma vez a Primeiro Ministro, nem a Presidente, mas a Ministro em coligação com o PSD, ou mesmo com o PS, não me admirava.
No CDS-PP há outra figura que está em crescimento. É o Nuno Melo. Fala bem. Tem boa imagem. E beneficiou muito com a comissão de inquérito ao caso BPN. Ele poderá vir a ser líder o partido quando o Paulo Portas deixar a política.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Análise, provavelmente errada, de algumas figuras políticas nacionais VI
Paulo Rangel
A mudança geracional no partido está em curso. A geração fundadora está a dar lugar à seguinte (ou seguintes). Juntamente com Pedro Passos Coelho temos como provável líder Paulo Rangel e mais uma série figuras que circulam muito pela blogosfera.
Paulo Rangel, como já disse, deverá ser presidente do partido no futuro, se se mantiver neste rumo actual. Vem da área do CDS e por isso representa a direita assumida do PSD. Não parece ser liberal, mas sim de uma direita conservadora de costumes e liberal de economia. Poderá ser cada um por si, mas com instituições fortes. Talvez represente o que de mais próximo do Salazarismo pode estar um democrata.
A favor dele está a sua coragem e audácia. Genuinamente o actual governo teria uma oposição muito mais enérgica, mas desconfio que uma parte deste massacre sobre o Primeiro Ministro tenha origem nesta área que onde Paulo Rangel se insere.
Rui Rio
Conseguiu criar um imagem de seriedade e competência nestes anos que esteve à frente da Câmara do Porto. Não sei se conseguirá chegar a Primeiro Ministro, apesar de estar distante do Futebol Clube do Porto, não deixa de estar conotado com o regionalismo nortenho. Que para mim não tem mal nenhum, mas muitos poderão não gostar. Para ultrapassar isso ele teria que passar uma temporada em Lisboa.
Vejo-o como um candidato forte à Presidência da República depois do segundo mandato de Cavaco Silva.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Análise, provavelmente errada, de algumas figuras políticas nacionais V
Recém eleito presidente do PSD, neste momento tem uma boa imagem. Representa uma esperança de mudança, uma alternativa. É lutador e persistente. Sabe o que quer e tem paciência.
Por outro lado, é fruto da juventude partidária, conhece e tem do seu lado a máquina partidária. Tanto pode ser bom como mau, mas a experiência diz-nos que deverá ser mais mau do que bom.
Tem a fama de ser liberal. Ser liberal tem má fama num país maioritariamente de esquerda, que sonha com um líder/governante forte, um Pai, que decida tudo e encha a barriga de pão. Ser liberal, neste contexto, é o pior que pode acontecer. Pedro Passos Coelho quer o Estado com um peso muito menor do actual. Diminuindo o Estado, a responsabilidade individual aumenta, por um lado, por outro os mais desprotegidos, impreparados e inadaptados ficarão à mercê dos poderosos e aproveitadores. O país terá que crescer em maturidade para viver num regime liberal. Portugal como nação quer ser liberal de costumes e conservadora de economia.
Outra desvantagem do líder do PSD é a sua semelhança com o Sócrates. Ambos quando começaram tinham boa imagem. Ambos trabalharam para chegar ao poder. Ambos entram para o leme dos seus partidos num contexto de crise e má imprensa dos Governos da altura. Todas estas semelhanças, juntando a teimosia, o que parece, dão má imagem ao Pedro Passos Coelho.
Para piorar, não há garantias que o partido se mantenha unido muito tempo, a não ser que lhe cheire a poder.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Análise, provavelmente errada, de algumas figuras políticas nacionais IV
Para mim é difícil apontar sucessores pois não ando atento às notícias. Dos nomes que conheço posso apontar o do Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.
É um político aparentemente mais consistente que o José Sócrates, mas não tem tão boa imagem. Tem um ar musculado, tanto física como politicamente. Aparente ser mais de esquerda do que o secretário geral do partido. Isso pode ser uma vantagem e uma desvantagem.
Não se quase nada do António José Seguro, mas parece-me, é um palpite, que por ele passará o futuro do partido.
domingo, 18 de abril de 2010
St. Vincent (Annie Clark)
Record Club: INXS "Need You Tonight" from Beck Hansen on Vimeo.
Record Club: INXS "New Sensation" from Beck Hansen on Vimeo.
Por outro lado é raro ver cantoras tão boas que tocam guitarra fazendo solos.
Aqui fica um programa de rádio com uma entrevista e actuação ao vivo. Vale pena ver (desconfio que os 42 minutos do vídeo desencorajem os meus visitantes, mas aqui fica na mesma) por ela e pelo interessante que é ver os músicos a tocar com pedais, loops e efeitos.
Terceiro Domingo da Páscoa - ano C
No Evangelho várias perspectivas são apresentadas. Numa primeira conclui-se que o homem não pode ou faz sem a ajuda de Deus. Os apóstulos tinham passado a noite a pescar, mas sem suscesso. A nível da Igreja, tudo o que ela tentar sem o Espírito Santo nada conseguirá. A noite de pesca simboloza as épocas de maior afastamento da Igreja de Deus, ou a nível pessoal. Jesus vem, vem sempre, basta estarmos abertos à Sua orientação. No fundo é Ele que faz, por nosso intermédio.
Ao reconhecermos o nosso Senhor na nossa vida tudo muda. No Evangelho depois desse reconhecimento vem a Eucaristía. É aí que vivemos Jesus com mais profundidade. Com mais plenitude.
O Evangelho de hoje tem duas partes. Na segunda vê-mos a reabilitação de Pedro. Ele negara Jesus três vezes, agora fez três declarações de amor. Declarações do amor possível. Jesus pergunta três vezes se Pedro O ama. Na primeira pergunta se ele O ama acima de tudo e de todos. Pede um amor total, absoluto. De seguida faz a mesma pergunta, mas sem comparações. Pede uma resposta de amor já sem ser absoluto. Por fim pergunta se Pedro é Seu amigo. Jesus faz um percurso desde o amor absoluto até ao amor possível e humano. A resposta de Pedro sempre foi a mesma, ele sempre disse o máximo que podia. Ele sabe das suas limitações. Estou certo que a sua resposta representava o máximo que no momento ele conseguia e deve ser bem mais do que muitos de nós conseguimos. Deus espera de nós uma retribuição total ao Seu Amor, mas aceita e vive intensamente o pouco que nós Lhe podemos dar.
Ao fim de cada resposta de Pedro, Jesus pede para ele apascentar o Seu rebanho. A leitura de hoje termina com mais um pedido destes. Penso que o Evangelho de São João foi escrito para uma comunidade que estava ainda um pouco afastada da comunhão com a cátedra de Pedro. Em todo Evangelho vê-se o “confronto” entre os ensinamentos e influência de João Baptista e os que Jesus pregou. Penso que a comunidade onde nasceu este Evangelho era muito influenciada pelo espírito do Baptista, provavelmente estava sob influência do partido judaizante do cristianismo. O mesmo com o qual Paulo se confrontou. Por isso esta relevância para o primado de Pedro.
sábado, 17 de abril de 2010
Análise, provavelmente errada, de algumas figuras políticas nacionais III
Tem a seu favor o cuidado com a imagem. É um bom orador, provavelmente um dos melhores do últimos anos. É determinado, não cede facilmente. Tem vontade e ambição.
O discurso é bonito, mas falta-lhe substrato. O que a sua governação tem feito tem si à custa de muito esforço da sua vontade. O mesmo se aplica à história de vida. A imagem actual é de alguém que não gostava das condições em que nasceu, não gostava de ser como era e lutou, lutou e continua a lutar para mudar, mas luta para mostrar que mudou, não mudando.
Ele tentou repetir o tempo do cavaquismo e conseguiu somente igualar (talvez superar) o lado negativo. No fundo, por baixo do fato Armani, continua ser aquele José de fato com ténis, que tem circulado na net (mesmo que aquela fotografia seja falsa, neste caso diz a verdade, ou parte dela pelo menos).
Vejo como mais negativo o autoritarismo, a teimosia, o primado da imagem sobre o conteúdo.
No entanto acabo por ter pena dele. Tenha feito por merecer ou não, parece que existe uma entidade qualquer que o quer derrubar a todo o custo. Começou por ter uma boa imprensa. Nos primeiros tempos de governo houve episódios de trapalhadas, que no tempo do Santana Lopes levaram-no à queda do Governo, mas não saiu beliscado deles. Foi depois. Não me lembro porquê, talvez por a imprensa ter necessitado de um novo alvo, a boa imprensa acabou e tem sido desde então um massacre.
O povo português tem um gosto especial pelo trágico, pelo desgraçadinho, mas não me parece que ele vá ter outro mandato como Primeiro Ministro. Está demasiado desgastado.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Análise, provavelmente errada, de algumas figuras políticas nacionais II
Manuel Alegre
Tem como ponto positivo o seu passado e ser escritor. Não é um tecnocrata, nem um político de máquina partidária. Apela à tradição portuguesa, ao sonho, ao nosso lado lírico. É independente, excepto das suas convicções.
Por outro lado, não é positiva a sua colagem à esquerda mais radical. Apesar de Portugal ser um país de esquerda, ainda traumatizado com a ditadura de Salazar, para chegar a Presidente da República é preciso ser mais abrangente e conquistar o centro. A idade também não ajuda.
Sente-se no ar uma necessidade de novos políticos. Manuel Alegre é um histórico.
Fernando Nobre
Tem a seu favor não vir da política. Tem um passado meritório. De todos os políticos no activo ele, que não é político, é único que tem realmente trabalhado para o bem comum, não só nacional, mas mundial. É conhecido e respeitado internacionalmente. Traz uma lufada de ar fresco. É o reflexo da saturação das elites que não estão no poder e nem querem ir para lá, mas querem mudança.
O lado positivo acaba por ser também negativo. O que é que um homem com este currículo vai fazer para a política? Nos dias de hoje a política não é uma nobre arte, não há nobreza nestes meios. Se alguém de fora que lá entrar ou é porque é ingénuo, e não deve ir, ou porque procura sair beneficiado, o que não abona a seu favor. Há uma certa errância nos apoios que tem dado ao longo dos anos, pode ser sinal de inconsistência política.
Seria bom tem um Presidente com este perfil, mas os portugueses só apostam no que conhecem ou em messianismos irresponsáveis.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
New Light Pictures

Análise, provavelmente errada, de algumas figuras políticas nacionais I
Cavaco Silva
Contra ele está a tendência para o autoritarismo. Ele determina. Ele executa. Ele promove a tecnocracia. É muito zeloso dos seus territórios. Basta ver o caso do estatuto dos Açores. Não foi politicamente muito hábil e mostrou esta face de mais negra naquele comunicado ao país em Agosto. Sentiu os seus poderes ameaçados e reagiu de forma estranha para o comum dos mortais.
Vai ficar marcado pelos anos em que governou e agora por ter dado rédea larga ao Primeiro Ministro José Sócrates nos primeiros anos do primeiro mandato presidencial. A cooperação estratégica mais não foi que um cheque em branco à autoritarismo e prepotência do governo em funções. Até ao estatuto dos Açores a governação coincidiu com o que ele queria e defendia. Depois tudo azedou. A história das escutas e do assessor que fornecia “notícias” também marcam este mandato.
Quanto ao futuro parece evidente que iremos tê-lo como presidente no segundo mandato.
domingo, 11 de abril de 2010
Segundo Domingo da Páscoa - Ano C
No Evangelho de hoje temos um novo Génesis. A nova criação, a Igreja, é formada hoje e recebe o sopro do Espírito, tal como Adão recebeu no início. Esta nova criação é o Corpo Místico. O sopro de Jesus vivifica este corpo, dá-lhe vida constantemente. É a este corpo que Jesus dá o poder de perdoar os pecados, de continuar o trabalho Dele, de ser Ele para o mundo.
Por outro lado, só em comunidade é que conseguimos alguma coisa. Antes de estarem unidos pelo Espírito os discípulos estava fechados em casa com medo. Depois tudo mudou.
O episódio de Tomé tem o objectivo de nos falar a nós, que nascemos depois dos acontecimentos. Felizes os que sem terem visto acreditaram. Somos todos nós. E como chegámos à fé? Através da comunidade, que nos disse e continua a dizer, vimos o Senhor Vivo.
Nas outras leituras vê-mos como é que comunidade transmite a fé. Na primeira leitura é através da acção dos discípulos, que continuam a acção de Jesus. Eles tornam-se imagem de Jesus e são membros do ressuscitado.
Na segunda leitura é apresentada a outra forma de como a comunidade transmite a fé. Através da Palavra. Lendo-a, explicando-a, vivendo-a.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Dos caracóis ao Sumol - memórias

Isto fez-me pensar sobre a minha relação com estes bichos. Há muitos anos que não os como. Não tenho problema nenhum em fazê-lo, mas como nunca vamos restaurantes e cá em casa nunca se teve o hábito de os cozinhar...
Uma das últimas vezes que comi caracóis foi numa ida à praia da Caparica, talvez a primeira e última até agora. Eu devia não ter ainda dez anos. Fomos com um casal amigo. O meu pai fora colega de trabalho do pai dessa família. Lembro-me de termos passado a manhã na praia, que não gostei por causa das ondas. Almoçámos numa mata. Voltámos à praia e acabámos o dia num restaurante em Lisboa, no Martin Moniz. Já não existe, aquele largo deve ter sido dos locais da cidade pombalina que mais sofreu alterações no século XX. Nesse restaurante comemos caracóis. Tenho a ideia de ter gostado, sobretudo do molho.
Esta lembrança fez-me recordar outro dia da minha infância de almoçarada. Os protagonistas são as mesmas famílias, mas com a inclusão de outra. Mais um ex-colega de trabalho do meu pai. Este almoço aconteceu porque o meu pai tinha prometido a estes colegas, caso ganhasse o processo judicial contra a antiga empresa, que lhes pagaria um almoço. O dono dessa empresa por altura do PREC resolveu fugir para o Brasil e deixar os trabalhadores com ordenados e subsídios em atraso. O meu pai pôs a empresa em tribunal e recebeu uma indemnização. Acho que os colegas foram testemunhas e por isso o almoço.
O almoço foi num obscuro restaurante na Penha de França, onde comemos carne assada, acho que foi borrego ou carneiro. Depois viemos parar a uma marisqueira no início da Avenida Almirante Reis. Não me lembro se houve caracóis, talvez. Ou tremoços. Ou ambos. Marisco acho que não, pois eu lembraria-me por não gostar. O que me lembro bem foi esse dia ter ficado como marco para um dos poucos excessos que ive até agora. Bebi seis sumóis, provavelmente de laranja. Não sei se havia já de ananás. Lembro-me de pensar nessa época que tive a minha bebedeira de Sumol. Mesmo sem efeitos nem ressaca. Eu sempre fui muito imaginativo...
domingo, 4 de abril de 2010
Go - Jónsi
Aqui fica a música:
Domingo de Páscoa
Dois mil anos depois e num tempo de pressas as palavras não passam de meros sons ou gotas de tinta. Jesus ressuscitou. Re-suscitou. Suscitar, fazer nascer, fazer aparecer. Re-suscitar, voltar a nascer, voltar de novo. Jesus ressuscitado não veio como era, mas veio novo, está novo porque passou pela morte. Ressurreição é vida nova, diferente do que era antes.
Por isso o discípulo Pedro não entendeu e o outro acreditou. Nós podemos acreditar e não entender. Pedro esperava encontrar aquele corpo material, mas Jesus é uma nova vida. Veremos de agora em diante que Jesus vai aparecer onde alguém está ou num grupo, ninguém vai ter com Ele. Porquê? Porque tendo Ele dado a Sua vida por nós, é em nós que Ele vive.
Jesus aparece-nos ressuscitado nas relações de caridade que cultivamos, quando fazemos os gestos Dele.
Pedro na casa de Cornélio não era ele próprio que anunciava a salvação, era Jesus nele que o fez. Pedro não tinha qualquer poder inato para baptizar aquela casa, só Jesus o faz. Só Jesus por intermédio do Seu Corpo o pode fazer. Um tijolo não abriga ninguém, mas um edifício de tijolos protege da chuva e do vento.
Nesta Páscoa o que somos para os outros? Tijolos isolados?
Aleluia!
sábado, 3 de abril de 2010
Sábado Santo

A nossa vida pode ser comparada a este dia. Morremos na Sexta-feira Santa do nosso baptismo e desde lá até ao nosso encontro definitivo com Deus vivemos no Sábado Santo. Trazemos os gérmenes da Ressurreição, mas ainda não estamos lá.
Ainda não completámos a nossa Páscoa.
Somos sementes à espera.
Somos crisálidas metamorfoseando-se.
Ou fetos em gestação à espera da nossa Hora.