Esta é a televisão que transmite em directo da Praça do Sol em Madrid do movimento espanhol inspirado na nossa Geração à Rasca.
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domingo, 22 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Ando sem paciência para blogar, mas...
(Mas o facto de cá em Portugal não ter havido problemas com a polícia, para mim é o que faz ter orgulho de ser português. Onde tem havido violência os problemas não foram resolvidos, por isso nós estamos bem)
terça-feira, 3 de maio de 2011
Considerações sobre o anúncio do acordo com o FMI
As minhas primeiras impressões sobre o anúncio do Primeiro-ministro da proposta de acordo com a "Troika" foram as seguintes:
1 - A montanha pariu um rato. Tanta notícia nos meios de comunicação e afinal estavam errados. O inferno estava mesmo à porta e afinal... continuamos no purgatório.
2 - O Governo só deu as boas notícias. Como é seu apanágio. Ou o "Socras" tem aversão patológica às más notícias ou a estratégia eleitoral não o permite. Quem dará as más notícias? A "Troika" obviamente.
3 - O PSD veio logo gabar-se de ter contribuído para melhorar o PEC. Podiam ter atingido o mesmo objectivo sem terem provocado a queda do Governo, mas enfim... estratégias...
4 - Temos que reconhecer que o Governo é extremamente poderoso. Conseguiu atrasar o começo da segunda parte do Barcelona - Real Madrid. É obra!
5 - O que esteve ali o Teixeira do Santos a fazer? Manter o casamento de aparência.
6 - Não me lembro de o Primeiro-ministro ter desmentido o aumento do IVA, nem de mais algum imposto. Será por aí que passará a solução? Fiquei com o sabor na boca de que tudo vai passar por engenharias financeiras.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Sobre a morte do Bin Laden
Não tenho muito a dizer sobre a notícia da morte do Bin Laden. A primeira coisa que senti foi pena. Tinha sentido o mesmo em relação ao Jonas Savimbi. Por pior que a pessoa tenha sido em vida, sinto tristeza pela morte de alguém assim.
Que legado deixam? Morte e destruição. Terão tido oportunidade para se arrependerem dos seus pecados? No caso do Bin Laden, ele estava convencido que estava certo. Mais dramático ainda! Custa-me compreender esta forma de pensar. Considerar que outro ser humano merece morrer dá-me tristeza. Como é que o Bin Laden se considerava um homem religioso se o fruto da sua fé é morte?
Igualmente triste é a reacção dos nova-iorquinos. Pela mesma razão. É uma reacção tipicamente hollywoodesca que vimos nos filmes. Mais, é uma reacção igualzinha à dos seus inimigos. Quando é que eles vão perceber que não são nem mais nem menos que os outros povos? Até quando é que vão considerar-se os senhores do mundo só porque ajudaram a Europa a vencer as duas guerras mundiais?
Voltando ao Bin Laden. Este sentimento de pena cresce quando penso que aquele homem violentamente morto já foi uma criança, já dormiu tranquilamente num colo, já sorriu e teve toda a esperança no olhar.
Outro aspecto negro desta história é a certeza que tenho que esta guerra, em que ele era uma parte, não vai terminar tão cedo. Tenho dúvidas sobre se ele ainda comandava a organização como fizera antes dos ataques. A Al Qaeda parece ter uma estrutura pouco rígida. Existe uma inspiração inicial na criação das células terroristas, talvez algum treino, mas cada célula é autónoma na estratégia, planeamento e execução. Eliminar o líder não desorganiza nada. A seguir a ele, dezenas de outros membros estão prontos para assumir a posição. Neste aspecto há uma diferença muito grande com o caso do Jonas Savimbi.
Por outro lado, tenho dúvidas sobre se vão acontecer represálias tão cedo. Por causa desta autonomia extrema das células, pode acontecer que nenhuma esteja preparada para agir de imediato. Pode acontecer, isso sim, um crescimento no recrutamento de operacionais.
Enquanto os Estados Unidos e os seus aliados não mudarem de atitude para com o resto do mundo vamos continuar com esta guerra. O que aconteceu na Líbia é só um exemplo.
Que legado deixam? Morte e destruição. Terão tido oportunidade para se arrependerem dos seus pecados? No caso do Bin Laden, ele estava convencido que estava certo. Mais dramático ainda! Custa-me compreender esta forma de pensar. Considerar que outro ser humano merece morrer dá-me tristeza. Como é que o Bin Laden se considerava um homem religioso se o fruto da sua fé é morte?
Igualmente triste é a reacção dos nova-iorquinos. Pela mesma razão. É uma reacção tipicamente hollywoodesca que vimos nos filmes. Mais, é uma reacção igualzinha à dos seus inimigos. Quando é que eles vão perceber que não são nem mais nem menos que os outros povos? Até quando é que vão considerar-se os senhores do mundo só porque ajudaram a Europa a vencer as duas guerras mundiais?
Voltando ao Bin Laden. Este sentimento de pena cresce quando penso que aquele homem violentamente morto já foi uma criança, já dormiu tranquilamente num colo, já sorriu e teve toda a esperança no olhar.
Outro aspecto negro desta história é a certeza que tenho que esta guerra, em que ele era uma parte, não vai terminar tão cedo. Tenho dúvidas sobre se ele ainda comandava a organização como fizera antes dos ataques. A Al Qaeda parece ter uma estrutura pouco rígida. Existe uma inspiração inicial na criação das células terroristas, talvez algum treino, mas cada célula é autónoma na estratégia, planeamento e execução. Eliminar o líder não desorganiza nada. A seguir a ele, dezenas de outros membros estão prontos para assumir a posição. Neste aspecto há uma diferença muito grande com o caso do Jonas Savimbi.
Por outro lado, tenho dúvidas sobre se vão acontecer represálias tão cedo. Por causa desta autonomia extrema das células, pode acontecer que nenhuma esteja preparada para agir de imediato. Pode acontecer, isso sim, um crescimento no recrutamento de operacionais.
Enquanto os Estados Unidos e os seus aliados não mudarem de atitude para com o resto do mundo vamos continuar com esta guerra. O que aconteceu na Líbia é só um exemplo.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Dois assuntos diferentes para uma destinatária específica
Cristina, ouvi hoje esta notícia, penso que lhe interessará se um dia se dedicar a alguma figura história abrangida por esta legislação.
Num comentário à minha publicação da Vigília Pascal, referiu que não conhecia o filme do Bruce Willis. Enquanto procurava o trailer descobri que afinal ele está disponível no youtube. Aqui está:
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quarta-feira, 30 de março de 2011
Sobre a crise política
Por mais que se ponha as culpas, que as tem, no Sócrates e PS pela situação actual, não posso deixar passar a culpa que a Oposição tem no estado actual do país. O Sócrates foi estúpido a gerir este assunto do PEC4, deve ter pensado que ainda estava com a maioria absoluta. É claro que vai dizer, ou já tem dito, que esperava que os outros partidos separassem o interesse nacional do seus interesses particulares.
Tanto de uma forma como de outra enganou-se. O senhor para além da colecção de Planos de Estabilidade e Crescimento colecciona inimigos. Na vida do dia-a-dia a máxima "cá se fazer, cá se pagam" funcionou em pleno com ele. Surgiu a oportunidade e o PSD resolveu tirar-lhe o tapete. Naturalmente vai vencer as próximas eleições (e lá vou eu egoisticamente perder a qualidade de programas da RTP e rádios associadas, pois com a sua previsível privatização o serviço público vai se perder, prejudicando sobretudo a RTP2 e as rádios).
Pois eu penso que foi péssimo para o país esta crise. A Oposição podia ter tentado ser menos vingativa. Bem sabemos que nos partidos há pouca consciência cristã. Já aqui disse que há ano e meio com o resultado das eleições alguém da Oposição devia ter-se coligado ao PS, provavelmente muita instabilidade teria sido evitada e quem sabe... talvez os mercados não tivessem tantos motivos para nos massacrarem.
Eu se tivesse alguma influência em Belém faria todos os possíveis para que o Presidente amanhã decidisse propor um Governo de vários partidos, mesmo que forçasse o Sócrates a renunciar à liderança do Governo. Sei que já vai tarde, mas termos um novo Governo dentro de semanas é muito melhor que tê-lo só lá para Julho. Como estarão os juros nessa altura? Terá o Estado dinheiro para se financiar? Se houver rotura de tesouraria isso poderá implicar incumprimento dos compromissos com os funcionários público. Antes de isso acontecer teremos cá o FMI a governar. E o que se vê de resultados na Grécia e na Irlanda? Andam pior do que estavam.
Por favor, senhores políticos, deixem-se de tretas e entendam-se para o bem de todos nós! Se continuam assim, não tarda muito começam a surgir desejos de um ditadura. É isso que querem? Ganhem juízo e sentido de serviço público!
quinta-feira, 24 de março de 2011
Notícias de Portugal, hoje, pelo mundo
Estes foram as capas ou os sites que consegui encontrar com referências aos assuntos nacionais. Bem se vê a importância da queda do Governo se compararmos com o falecimento da Elizabeth Taylor, ela é primeira página muitos dos outros jornais que não apresento aqui.






Ontem de manhã ouvi uma entrevista a um jornalista inglês que foi correspondente para jornais ingleses. É curiosa a forma como somos vistos pelos estrangeiros e é muito português procurar ver notícias de nós lá fora.
RTP - ENTREVISTAS MANHÃ 1
Vale a pena ouvir. Retive a expressão: "Os portugueses são anarquistas mansos."






Ontem de manhã ouvi uma entrevista a um jornalista inglês que foi correspondente para jornais ingleses. É curiosa a forma como somos vistos pelos estrangeiros e é muito português procurar ver notícias de nós lá fora.
RTP - ENTREVISTAS MANHÃ 1
Vale a pena ouvir. Retive a expressão: "Os portugueses são anarquistas mansos."
quarta-feira, 23 de março de 2011
Ah, já me esquecia
Os Partidos da Oposição conseguiram derrubar o Governo sem se comprometerem com Moções e afins. O Presidente também não teve que mexer um dedo...
O calculismo eleitoralista venceu sobre o interesse nacional. Digo eu...
O que se estava à espera, aconteceu.
Não escrevi nada sobre a situação política por vários motivos:
- Preguiça;
- Pouco para dizer;
- O que teria a mencionar, já outros teriam dito;
- Preguiça (oops, já tinha dito) Desânimo;
- Pouco talento para comentários;
- Ideias pouco claras sobre o assunto.
Continuo sem saber bem o que pensar. Reconheço que a situação do Primeiro Ministro não podia continuar, mas... não foi ele que deu o tiro de partido para este desfecho? Não teria sido mais fácil ele ter cumprido os rituais das instituições? Falar, antes de apresentar o PEC à Europa, com o Presidente e com os Partidos da Oposição? Pelo menos com o PSD?
Não resisto a fazer a piada que muita gente deve estar a fazer agora: Ena, o Sócrates cumpriu a sua primeira promessa!!! Talvez lhe tome o gosto.
Por outro lado com o chumbo do PEC o que nos vai acontecer nos próximos tempos?
Eleições. Novo Governo. Os mercados de catanas em riste (antes, durante e depois das eleições) apontadas às canelas do país. Medidas de austeridade para fugir às catanas ou para sarar as catanadas. E isto leva-me ao que me motivou a escrita deste texto.
Seria bom que alguém (não eu) listasse para memória futura as medidas deste PEC para compararmos com as medidas que virão no futuro (PEC ou Orçamento para 2012 ou Plano proposto pelo FMI/BCE/Alemanha). Desconfio, mas costumo estar errado, que o que nos espera vai ser bem pior.
O que preferia eu? Preferia que o Sócrates saísse, mas que a Assembleia arranjasse uma solução alternativa. Duvido que isso aconteça. Porquê? Porque os partidos da Oposição não quiseram coligar-se com o PS depois das eleições de 2009 ou coligar-se entre si.
Enfim, baralhar e dar de novo...
sábado, 12 de março de 2011
Sobre a Manifestação Geração à Rasca
Apesar de pertencer à Geração Rasca, a que teve que levar com as PGAs, com o fim do cavaquismo, não sou de manifestações. Defeito de personalidade. Sou demasiado introvertido. Mas até que simpatizo com a causa desta Geração à Rasca. Não me dei ao trabalho de ler o manifesto, mais um defeito meu, mas fui apanhando aqui e ali ecos dele e do que as pessoas andam a falar e a pensar.
No fim do cavaquismo vivi muitas dificuldades para entrar no mercado de trabalho. Felizmente tive sorte até hoje, o que não quer dizer que continue a ter. Não há empregos garantidos, excepto para os políticos. Por isso compreendo a frustração e o sentimento de abandono dos que se manifestaram.
Não esperava ver tanta gente na rua. As máquinas partidárias de esquerda devem ter dado uma ajuda, pelo menos vi cartazes claramente do Bloco de Esquerda. Felizmente acho que a maioria não estava ali por iniciativa do partido.
Admitamos que em todos o país manifestaram-se trezentas mil pessoas. É significativo. Basta? Talvez não. O Governo anda a fazer colecção de PECs, tendo acrescentado mais um na véspera desta manifestação. E a minha pergunta é a seguinte (com maiúsculas para ser mais clara): E AGORA?
Fizeram uma manifestação histórica, mas isso mudará alguma coisa? Os participante poderão contar aos netos um dia, se os tiverem, que estiveram lá, mas isso pouco ajudará para que o seu futuro mude de aspecto, visto deste ponto da História.
Esta manifestação só terá o resultado que as pessoas desejam, se amanhã as mesmas pessoas voltarem àquelas ruas, avenidas e praças. Amanhã, depois e nos dias seguintes. Vêem-nos a fazer isso? Eu não. Sabem a liberdade de manifestação é muito bonita, mas se não tiver consequências é o mesmo se não existisse.
As ditaduras modernas permitem a livre expressão, mas as populações continuam oprimidas. A democracia só funciona se os Governos fizerem o que os eleitores querem e não imporem as suas ideias e visões para o futuro do país. O que temos visto em Portugal? Uns faziam o que queriam porque o português médio era inculto, tinha pouca preparação para saber o que era melhor para o país. Outros armaram-se do alto da sua competência técnica criaram os fundamentos para o estado actual das coisas. As pessoas viveram tempos de ilusória prosperidade. Outros atiraram-nos com os erros dos antecessores que pioraram a situação. Como resposta os actuais prometeram uma solução e executaram outra que nos levou ao estado actual. Houve democracia nisto? Se o povo elege um governante que prometia baixar imposto e depois ele sobe-os, o que isso significa? Que a Democracia não existiu.
Para terminar proponho aos manifestantes e aos outros todos que procurem formas novas de protesto. que encham os murais do Facebook do Presidente e dos poucos políticos que tiveram coragem ou interesse eleitoralista com as frases que levaram à rua. Que façam propostas.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Ainda sobre o Festival da Canção
Deixo aqui um link ao uma notícia do Blitz sobre a vitória dos Homens da Luta no Festival da Canção. Recomendo a sua leitura e sobretudo o visionamento do vídeo. É uma entrevista ao actor que dá corpo a um dos Homens da Luta.
Só há uma senão nesta história toda. Uso este link como podia usar outros. Anda meio mundo a comentar os assobios, as vaias no final do programa como se fosse uma reacção do poder instituído contra o decisão do "Povo". Estou certo que esse meio mundo não costuma ver o Festival da Canção. Desde que o sistema de eleição é constituído por júris distritais e pelo televoto que no final há vaias e apupos.
domingo, 6 de março de 2011
E luta continua, CAMARADAS!!!!
E Os Homens da Luta venceram o Festival da Canção de 2011. Por este exemplo podemos ver em que estado está o país. Os portugueses não anda nada contentes, mas em vez de fazerem uma revolta violenta, o que fazem? Isto:
Aqui fica a apresentação inicial da cantiga
Pelo que pude ler ontem à noite talvez a Eurovisão desclassifique esta música por ter uma mensagem política. Não sei, mas é possível.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Uma solução para a crise
Que tal sermos uma colónia efectiva da Alemanha? Para além de resolvermos os problemas da crise e ficávamos livres deste governantes que temos.
E assim era mais uma boa desculpa para eu empenhar-me na aprendizagem da língua.
Se a Alemanha não estiver disposta a isso, proponho o Reino Unido.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Quanto mais campanha para Presidência fazem mais desejo um Rei
Não tenho uma opinião fundamentada, nem formada, sobre em que regime político desejaria viver. Se República, se Monarquia. O que eu quero, é ser bem governado.
No entanto não me revejo nos candidatos às eleições de domingo. Tenho alguma simpatia pelo Fernando Nobre, mas não acredito que ele vença. Por outro lado, tenho dúvidas que me sentisse representado nele por causas das questões relacionadas com a Vida (aborto e eutanásia).
Por outro lado, que necessidade temos que o Chefe de Estado mude? O que é que o actual fez no seu cargo que valha a pena existir alguém nele? Controlou o Governo? Cooperação Estratégica. Controlou a Assembleia? Perdeu várias batalhas legislativas: estatuto dos Açores, casamento dos homossexuais. Guiou a Nação para um futuro melhor? Estamos numa crise quase tão má como a de inícios de oitenta.
O Presidente Sampaio teve azar no segundo mandato e teve que dissolver a Assembleia derrubando o Governo de Santana Lopes. No seu consulado o pais entrou no pantano, gastou a rodos e nada do que ele fez evitou a situação em que estamos.
O Presidente Soares foi o mais monárquico de todos, sobretudo no segundo mandato. Fez a vida negra ao Primeiro-ministro Cavaco. Do Presidente Eanes lembro-me do entre e sai de Governos.
Se tivéssemos um Rei como seria? Ele teria que ser uma figura menos política e mais presente. Seria um zelador das tradições o que seria provavelmente desagradável para a maioria sociológica de esquerda. Ainda estamos com uma imagem da monarquia do século XIX , essa é claramente bafienta e tão apetecível como a actual República.
Por isso o que fazer no próximo domingo? Sinto a obrigação de ir votar em homenagem aos que no passado deram a vida para que votar fosse um direito. Mas não estou certo em quem votar. Escrever “quero um rei” não é ainda o que desejo. Votar em branco é uma tentação. Talvez vote no Fernando Nobre, apesar das dúvidas, quem sabe se o ajuda a ter uma boa votação?
Uma coisa é certa o Cavaco quase de certeza que vai ser eleito...
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Então foi assim... 2010
Jantei um comer igual ao da Consoada, mas desta vez o molho tinha um pouco mais de sal. Foi melhor. Lavei a louça e estou a escrever isto ao mesmo tempo que ouço o que se passa na Fox através da do site estádio de futebol.
Então isto era suposto ser um balanço do ano. Tenho pouca vontade de pensar e lembrar-me o que se passou. A nível da política o que se passou foi amplificado pelos media, mas esta também foi usada pelos políticos.
O ano começou, a nível político, com a novela do financiamento da Madeira. O Governo ameaçou demitir-se. Depois veio o Orçamento, o PEC e o PEC II. No Verão o que se passou? Ah, a data fatal de 9 de Setembro. O Presidente demite, não demite o Governo. Veio a data final e ficámos na mesma. Pouco depois ficámos pior, vieram os mercados, os juros, a dívida pública. Veio a novela da aprovação do Orçamento e as medidas de austeridade. E o FMI, vem? Não vem? Isso fará parte do balanço do ano que daqui a pouco começa.
Que mais aconteceu? A tragédia da Madeira. A tragédia da selecção. Incêndios, mas isso não é novidade. Algumas cheias no Outono. A cimeira da NATO mais o medo dos confrontos, que não aconteceram. O Benfica foi campeão, mas provavelmente não chegará ao bi. O Mourinho é o maior. O Ronaldo foi pai e está a fazer uma época espectacular.
A nível internacional tivemos os mercados loucos por destruir países. Foram a Grécia e a Irlanda. Portugal, Espanha, Itália e agora a Bélgica estão na lista de espera. Porquê isto? Porque a Alemanha e França estão a pensar mais em si do que na União, que tanto querem governar.
Tivemos o resgate dos mineiros do Chile. A única boa notícia, verdadeiramente boa.
Não tenho muitas notícias sobre música, cinema ou literatura. A saga do Harry Potter está a chegar ao fim. Tivemos mais um cd dos Arcade Fire, o único que ouvi constantemente desde que saiu. Também houve Deolinda, Anaquim e o dvd de Avatar versão extendida.
Foi o ano do reconhecimento internacional do Facebook. Até este que vos escreve lá foi parar. Neste momento o Facebook é o terceiro país mais populoso do mundo.
A nível pessoal o que há a dizer? Abri-me mais ao mundo: Facebook, novo blog com a ficção Silveira. Meti-me neste pesadelo da condução e na compra de um carro. O meu pai está mais ou menos na mesma que há 365 dias. Nesses dias ele andava agitado, passou dias a andar de um lado para outro. Por isso, fico contente por não está pior. A minha mãe está mais cansada. E eu mais deprimido.
Devo ter esquecido coisas muito importantes. Sim, estava a esquecer-me da visita do Papa a Portugal. Foi importante a nível nacional e pessoal.
Está a fazer-se tarde se quero publicar isto antes da meia noite. Por isso, desejo a todos um excelente 2011.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Para quê que serve a Economia (mercado)?
Aqui fica a ligação para um texto muito interessante que propõe uma explicação para a situação actual do país.
Vale muito a pena ler.
Vale muito a pena ler.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Calculismos de patos bravos
Perante esta notícia do jornal i só penso no calculismo do PSD na pessoa do seu presidente. Ele disse (não encontei a notícia por falta de tempo agora) que o partido iria sempre viabilizar o Orçamento, mas tinha que tentar melhorá-lo.
Sem dúvida que o melhorou, os mercados que são parvos é que não entenderam. E nós é que vamos pagar... como sempre...
sábado, 30 de outubro de 2010
Serei eu um básico? Acho que sim...
Ao saber dos resultados da sondagem da Católica para a RTP, DN e JN veio-me à meninge a ideia que, das duas uma, ou os portugueses estão contentes com os políticos ou são mais básicos do que eu. Assim de repente sem pesquisa nenhuma avanço que devem existir uns dez ou quinze partidos e movimentos políticos e estas lusas alminhas escolhem sempre a mesma canalha. Não há pachorra.
Ora vejamos. Desde a entrada de Portugal na CEE tivemos dez anos de governo do PSD, Primeiro-Ministro Cavaco Silva. Depois veio o PS com o Primeiro-Ministro Guterres durante uns seis anos. O PSD coligou-se com o CDS e esteve lá dois anos e meio sob o Primeiro-Ministro Durão Barroso e mais ou menos meio ano com o Primeiro Ministro Santana Lopes. Por fim veio o PS com o Primeiro-Ministro Sócrates quase com seis anos. O PSD esteve lá no poder para todos os efeitos treze anos e o PS doze. O CDS deu uma perninha na última encarnação governativa do PSD.
Vinte cinco anos de progressos económicos fruto dos fundos europeus, que estão a acabar. Talvez seja por isso que estejamos assim, o dinheiro vai acabar e habituámo-nos a ter muito.
Vinte cinco anos de regressão na qualidade dos intervenientes políticos. A fartura de dinheiro terá desviado os competentes para o sector privado e terá estimulado os incompetentes a chegarem a cargos que em situações normais não passariam de sonhos.
Os Portugueses foram tomando várias opções. Uns deixaram de votar e influenciar as decisões do país. Os outros acomodaram-se ao rame-rame do voto no partido de sempre.
Neste momento temos o Bloco de Esquerda a capitalizar com a crise. São verdadeiramente os necrófagos da política, quanto pior o país estiver melhor para eles. Sobrevivem através das causas fracturantes, engordam com o descontentamento, com o desemprego. O PCP gostaria de ser necrófago, mas não tem dentição nem estômago preparado para tal. É mais um herbívoro que tem a sua força no número. Mobiliza o mundo sindical, mas actualmente só o mundo sindical da Função Pública é motivado. Quem trabalho no sector privado nem pensa em greve, o desemprego está mesmo ali à porta.
No Parlamento (lugar onde vão parlar) os partidos presentes estão tão viciados naquela rotina que já não conseguirão transformar-se nem transformar o país. Eu pergunto: os partidos não deviam estar sujeitos aos eleitores? Porquê que os eleitores votam sempre nos mesmos?
Parece-me que o Povo Português culturalmente não aprecia tomar decisões. Preferia ter um Governo lá longe nos gabinetes e ir levando a sua vidinha de sempre. Ninguém se chateava, eles lá e nós cá. Talvez tenha sido por isso que nunca houve nenhuma revolta popular contra o Salazar. Já por si é comodista, com um Governo que o incentivava mais ficou.
E não digo mais pois tenho que ir almoçar. A minha barriga primeiro, né?
Ora vejamos. Desde a entrada de Portugal na CEE tivemos dez anos de governo do PSD, Primeiro-Ministro Cavaco Silva. Depois veio o PS com o Primeiro-Ministro Guterres durante uns seis anos. O PSD coligou-se com o CDS e esteve lá dois anos e meio sob o Primeiro-Ministro Durão Barroso e mais ou menos meio ano com o Primeiro Ministro Santana Lopes. Por fim veio o PS com o Primeiro-Ministro Sócrates quase com seis anos. O PSD esteve lá no poder para todos os efeitos treze anos e o PS doze. O CDS deu uma perninha na última encarnação governativa do PSD.
Vinte cinco anos de progressos económicos fruto dos fundos europeus, que estão a acabar. Talvez seja por isso que estejamos assim, o dinheiro vai acabar e habituámo-nos a ter muito.
Vinte cinco anos de regressão na qualidade dos intervenientes políticos. A fartura de dinheiro terá desviado os competentes para o sector privado e terá estimulado os incompetentes a chegarem a cargos que em situações normais não passariam de sonhos.
Os Portugueses foram tomando várias opções. Uns deixaram de votar e influenciar as decisões do país. Os outros acomodaram-se ao rame-rame do voto no partido de sempre.
Neste momento temos o Bloco de Esquerda a capitalizar com a crise. São verdadeiramente os necrófagos da política, quanto pior o país estiver melhor para eles. Sobrevivem através das causas fracturantes, engordam com o descontentamento, com o desemprego. O PCP gostaria de ser necrófago, mas não tem dentição nem estômago preparado para tal. É mais um herbívoro que tem a sua força no número. Mobiliza o mundo sindical, mas actualmente só o mundo sindical da Função Pública é motivado. Quem trabalho no sector privado nem pensa em greve, o desemprego está mesmo ali à porta.
No Parlamento (lugar onde vão parlar) os partidos presentes estão tão viciados naquela rotina que já não conseguirão transformar-se nem transformar o país. Eu pergunto: os partidos não deviam estar sujeitos aos eleitores? Porquê que os eleitores votam sempre nos mesmos?
Parece-me que o Povo Português culturalmente não aprecia tomar decisões. Preferia ter um Governo lá longe nos gabinetes e ir levando a sua vidinha de sempre. Ninguém se chateava, eles lá e nós cá. Talvez tenha sido por isso que nunca houve nenhuma revolta popular contra o Salazar. Já por si é comodista, com um Governo que o incentivava mais ficou.
E não digo mais pois tenho que ir almoçar. A minha barriga primeiro, né?
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Era uma vez...
… um reino algures no tempo e no espaço governado historicamente por duas famílias. A nação confiava nelas e lá iam tendo pão e diversão.
Por altura dos acontecimentos narrados nesta história as famílias eram chefiadas por líderes de bonito aspecto e de agradável prosa. Tinham sido feitos um para o outro. O povo desconfiava que dali viria boda. Mesmo se nem todos fossem convidados, haveria festa na certa. Já tinha havido uniões no passado, por isso não seria de esperar.
O tempo foi passando e a aproximação entre o casal foi acontecendo. Houve encontros a sós, no maior respeito. Houve desentendimentos. Houve pazes. Houve namoro na presença de alguém mais velho.
Finalmente por razões de conveniência e prudência iniciaram-se preparativos para a boda. Como condição para a efectiva união das duas famílias pelos laços da durabilidade e fiabilidade, o casal teria que gerar um rebento antes da conclusão do processo.
A nação ficou expectante. Perante o olhar atento de todos iniciaram-se os encontros. Um dos elementos do casal deslocava-se aos aposentos do outro para providenciarem o tão desejado fruto da sua união. Muitos populares e coscuvilheiros rondavam o palácio e conseguiam, alguns, penetrar nos corredores até perto dos aposentos. Aí viam o visitante entrar. Aí viam o visitante sair. Nada mais conseguiam apurar.
Os dias foram passando. Os encontros sucediam-se. Chegou o tempo de começar-se a saber se ia haver procriação ou não. A nação fervilhava de boatos e adivinhações. Algumas vozes clamavam por moralidade, onde já se viu os nubentes usufruírem das delícias sem a correspondente efectivação?
Certo dia um dos elementos do casal deixou o outro a esperar. Por razões que só lhe dizem respeito esperou algum tempo, mas teve que ir embora. Ficara subentendido que voltariam à habitual fruição no dia seguinte, mas isso não aconteceu. Desentenderam-se e a nação ficou horrorizada com o desenlace. Não ia haver rebento, as duas famílias não iriam unir-se em boda.
Membros de destaque de cada família ficaram com as gargantas seca de tanto esgrimirem acusações à outra parte. Vossas Excelências nunca desejaram este fruto. Não, Vossas Excelências é que estiveram de má fé. Vossas Excelências não cederam nada. Qual quê, Vossas Excelências impuseram posições não conformes.
O debate durou tempo demais sem necessidade. Havia quem desejasse fazer o rebento no lugar de um deles, até estava disposto a secretamente aceitar posições fora do comum, para o bem da nação, mas por uma ou outra razão ficaram fora da corrida. Ou eram conhecidos por não tomarem banho ou tinham assumido pouco tempo antes publicamente que não queriam intimidades com o elemento fecundador.
O rei doente que pouco tinha conseguido fazer para ajudar à geração deste rebento, nas vésperas de uma corrida às termas para rejuvenescer-se (era esse o seu secreto ensejo) deu um murro na mesa. Agravando a sua debilitada saúde exigiu uma solução. O rebento tinha que ser gerado.
E por isso, dias depois surgiu a notícia que o casal tinha usado inseminação artificial. Iria haver rebento. E a nação, como ficou?
Bem, isso é outra história...
Moral da história: O PS e o PSD não se entenderam para gerar o orçamento, mas este nascerá de qualquer forma, nem que seja em tubo de ensaio. Houve excitação sensual entre eles, mas não houve conclusão eréctil e libidinal, porque chegou-se à conclusão que tinham os mesmo órgãos reprodutores. A reprodução terá que ser feita através de barriga de aluguer ou um deles descobre-se hermafrodita. De qualquer das formas o rebento, o orçamento, será um pequeno grande ditador e a nação algures no tempo e no espaço sofrerá, talvez com menos pão e diversão mais cara.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Venha o diabo e escolha
Para descobrir as diferenças: As várias candidaturas à presidência:
Cavaco Silva
Manuel Alegre (primeira parte, o resto vejam no youtube)
Fernando Nobre (para o resto vejam no youtube)
Francisco Lopes (PCP)
Defensor Moura (não encontrei o discurso de anúncio de candidatura)
E agora a candidatura que se impõe
Mauel João Vieira
Cavaco Silva
Manuel Alegre (primeira parte, o resto vejam no youtube)
Fernando Nobre (para o resto vejam no youtube)
Francisco Lopes (PCP)
Defensor Moura (não encontrei o discurso de anúncio de candidatura)
E agora a candidatura que se impõe
Mauel João Vieira
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