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domingo, 13 de março de 2011

Um domingo diferente

Hoje fui de manhã ao museu do Chiado com umas amigas minhas e respectivas famílias. Por isso fui ontem à missa e mais uma vez dei por mim a pensar como é que os escuteiros aguentam o frio de inverno com aqueles calções.

Tinha ido há uns anos à primeira parte da exposição sobre o Columbano Bordalo Pinheiro com as mesmas amigas, dessa vez sem família. Estava marcado regresso ao museu por ocasião da segunda parte. Foi interessante o reencontro com uma delas que desde então não via.

Tivemos a sorte de apanhar uma visita guiada. O que não gostei foi do apertado controlo dos empregados, senti-me como se estivesse a cometar algum crime por ali estar. O visitante não tem culpa de o Estado tratar mal os seus funcionários. Enfim, era cedo e as pessoas têm o direito a estarem menos bem-dispostas de manhã.

Revi o retrato do Antero Quental, um dos meus preferidos.

Também gostei de um retrato do irmão Rafael, mas não encontrei imagem dele. E não tenho tempo para mais, a minha mãe chamou-me para jantar. Deixo aqui o último auto-retrato do Columbano que deixou incompleto.



segunda-feira, 7 de março de 2011

Eu que não gosto do Carnaval...

... hoje fui mascarado para o emprego.


Querem saber qual foi a minha máscara? Foi de automobilista. Ai, pois é! Fui de carro para o emprego pela primeira vez. Correu bem. O tráfego não era muito e orientei-me razoavelmente com as duas rotundas por onde tive que passar.

Mascarei-me de condutor de domingo, como é Carnaval ninguém leva a mal.

Como talvez lá para os santos mudaremos de instalações, não devo voltar a levar o meu Tartarugus. Correndo bem, vivi bastante nervosismo hoje antes do regresso.

Enfim... palermices...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O meu carro está possuído ou como os 12000 passos foram para o galheiro

Estou a gozar um resto de férias do ano passado e por isso tenho tempo para treinar a condução. Resolvi implementar um programa de aprendizagem por mim baptizado por “12000 passos”. Inspirado nos 12 passos dos dependentes em álcool, drogas ou qualquer vício, resolvi treinar a condução passo a passo, mas 12 pareceram-me poucos. Cada passo devia ser pequeno e com segurança.

Ora ter um carro tem um problema, precisa de vez em quando ir a uma bomba de gasolina. Resolvi ir lá hoje. Assim que o raio do carro se viu mais alimentado resolveu ter vontade próprio e sem eu dar por isso estava a entrar na ponde Vasco da Gama. Medo! Voltar para trás não podia. Por mais que olhasse, não encontrei nenhuma saída. Lá tive que ir até ao fim. Contrariado, mas à alerta.

Cheguei ao outro lado e rapidamente saí da autoestrada assim que pude. Fui virando sempre à direita. Alguma vez viria algum sinal a avisar a entrada para a ponte. E não é que veio sob a forma de uma rotunda? Nunca na vida pensei ficar tão contente com a aproximação de uma rotunda como hoje! Se não tivesse a conduzir, teria batido palmas e saltado. Sabem, tenho terror a rotundas, mas já me disseram, que quanto mais se quer evitar, elas aparecem.

E pronto, lá tive que pagar a portagem. Felizmente tirei a carteira do bolso a tempo e foi fácil. Conduzi com calma, sempre dentro dos limites legais. Vários veículos me ultrapassaram, mas desde a vez nas aulas em que uma bicicleta me ultrapassou, e eu ia num bmw, que nada me preocupa nesse aspecto. Mais, à ia e à vinda tive mesmo que fazer uma ultrapassagem! Ainda há que ande mais devagar!

Cheguei a casa se grandes problemas graças a algumas aulas que tive na zona de saída da ponta. A adrenalina de vez em quando ainda me fez tremer o corpo um bom bocado depois desta aventura inusitada. E a cabeça está vai não vai para doer.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ontem...

... vi-me aflito para conseguir chegar aos 20 euros de compras no Continente para ter um desconto de 5 no Cartão.

Nem para consumista sirvo...

Cada vez desço mais baixo... para fazer o valor comprei uns rebuçados à pressão.

O meu supermercado habitual é o Lidl, vou ao Continente só para pequenas coisas ou calças de ganga.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Plano

Como disse aqui há uns dias que havia duas coisas que estavam a alterar a minha percepção do tempo. A primeira foi a operação ao quisto, que por sinal já está melhor, já não tenho os pontos (tirados ontem, os segundos). Tive complicações e isso complicou-me a vida com a segunda coisa.

Resolvi comprar um carro. Já está feito. Foi isto que fez-me alterar a forma como o tempo tem passado. Terei feito bem? Terei escolhido mal? Precipitei-me? Irei morrer ou matar alguém porque tomei esta decisão? Porque foi me meter nesta alhada?

Para piorar as coisas não disse à minha mãe que ia comprar o carro até ao dia em que dei o sinal. Até esse dia o tempo ainda pareceu mais estranho. Tive medo que ela me dissuadisse, que o medo dela me dissuadisse. Já isso acontecera antes. Mas eu tinha que comprar a porcaria do carro. Porquê? Porque a porcaria da empresa em que trabalho vai mudar de instalações e os transportes públicos da minha zona para lá levarão uma hora e meia nos dias normais e duas ou mais nos piores. Teria que apanhar duas camionetas para fazer uma distância que por carro devo levar vinte minutos a andar devagarinho. É só por causa disso. Eu até suporto os problemas das viagens de comboio com o meu pai de férias, o que me obrigou foi mesmo o emprego. A empresa não é má de todo. Se eu for ao mercado, com as minha habilitações e idade, vou ganhar pouco mais que metade do que actualmente ganho. Custa-me admitir, mas sou um vendido. Trabalho pelo dinheiro e não pelo que faço. Estará isto perto da prostituição? Não vou levar o texto para aí.

Esta decisão tem me desgostado a vários níveis. Já falei de um. Outro é que estou a aburguesar-me, no sentido do Hermann Hesse. Tenho telemóvel. Tenho internet e um portátil. O que me faltava? Um carro. E preparem-se: quero ter uma vivenda. Nem mais. Andei com a sonhar em ter um iphone por causa de um passatempo da TMN. Poderei descer ainda mais? Nos primeiros tempos até estar adaptado ao carro e ao acto de conduzir deverei ir todos os dias para o trabalho nele. Lá se vai a caminhada matinal. Está claro que vocês devem estar a dizer neste momento: ora, vai caminhar noutra hora. Pois claro, mas eu sendo um burguês não deixo de ser complicado.

Os últimos dias têm sido complicados. Descobri mais uma coisa: eu vivo a um ritmo diferente do habitual, da sociedade. Descobri isto por causa do seguro. Tive só dois dias para arranjar um seguro. Ora eu gostaria de ter mais tempo para ver as simulações, para comparar preços e coberturas. Mas o vendedor disse-me que tinha que levantar o carro hoje e só deu-me os dados do carro na quinta-feira. No início da semana cheguei a comentar com os meus colegas que as matrículas deviam estar atrasadas por causa do final do ano e do aumento do IVA em Janeiro. Esperava ter uma semana para isto, até porque nunca tinha feito um seguro. Tanta coisa para aprender e para ter em atenção. Só consegui ter o seguro garantido ontem pouco antes de ir para o médico tirar os pontos. Estive várias vezes para dizer no facebook: se o arrependimento matasse... Outra preocupações foi a condução. Não tenho prática e até quinta-feira não tinha lições agendadas. É impressão minha ou fiz tudo ao contrário?

Com tudo isto tenho andado com pouca vontade para escrever nem dar sinais de vida aqui.

Ora porquê que intitulei este texto de plano? Na noite de quinta para sexta tive um sonho interessante e revelador. Sonhei que estava no programa da Casa dos Segredos. Acho que era um dos concorrentes. Estranho. De repente apercebo-me que havia alguém sendo atacado por um espírito, estava possesso. Como podem saber pelo que tenho dito aqui não sou crente em espiritismos e possessões. Uma coisa é crer intelectualmente outra é presenciar um fenómeno que não explicamos. Ao contrário de sentir medo, lembro-me de ter pensado que não acreditava nessas coisas e aproximei-me. Agarrei a pessoa, acho que era uma mulher, mas isso é irrelevante. Agarrei-a e dizia para comigo: Jesus está comigo, Jesus está comigo. Não senti medo. Ontem, num dos dias mais complicados que tive (bem se vê a vida calminha que tenho tido) disse várias vezes esta frase. Jesus está comigo.

Esta noite que passou foi muito melhor. Dormi bem e de manhã na meia hora sagrada cheguei ao seguinte raciocínio: temos que estar preparados para imprevistos. Ter um plano, uma ideia geral sobre como as coisas devem correr, pois quando aparecem imprevistos o que temos que fazer é comprará-los com o tal plano e fazer ajustamentos. Ter um plano em que entre a possibilidade de ajustamento é melhor que não ter nenhum. Na vida da fé isso pode-se aplicar. O plano é ser misericordioso como Deus, amar como Deus. Os imprevistos são os pecados, a falta de amor e de misericórdia. Se tivermos o plano bem presente no nosso espírito, os imprevistos não nos desorientam. Não somos dominados por eles, nem vencidos. Dizer que Jesus está comigo é olhar para o plano, é receber coragem, é saber que não estou sozinho. Deus não faz as coisas por mim, mas está comigo. Com este episódio aprendi isto e a relativizar um pouco as dificuldades.

Mas se para comprar um carro vivi um turbilhão destes (e não estive a maçar-vos com detalhes) então não quero pensar se algum dia for casar... mas desconfio que não corro esse risco...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Notícias deste que vos escreve

Talvez vos tenha passado pela cabeça que o reino anda meio abandonado, só com serviços mínimos. Pois tenho andado com pouca disposição para escritas aqui. Volta e meia tenho fases destas.

Desta vez tenho razões concretas para andar um pouco afastado. Devo vos dizer que de há duas semanas para cá o tempo adquiriu uma duração diferente para mim. Tomei duas decisões que tornaram a sua passagem lenta. De uma delas só falarei quando se tornar irreversível. Até lá poderei andar para trás, coisa que começo a desejar, mas não devo fazê-lo. No entanto esta incerteza tira-me alguma tranquilidade de espírito.

A segunda decisão concretizou-se no dia da greve geral, há oito dias. Eu tinha um quisto sebáceo na omoplata esquerda. Há quatro anos infectou, mas não rebentou. No último ano cresceu e resolvi tirá-lo. Neste oito dias tive noites melhores e noites piores, pois não posso dormi para o lado esquerdo, meu preferido, nem de barriga para cima. Uma chatice. Uma pequena coisa que acabou por limitar-me ligeiramente as rotinas. Hoje estou melhor, praticamente não doeu. Entretanto um ponto infectou, mas acho que já está a passar. Enfim há coisas muito piores, mas eu não seria um típico ser humano do género masculino se não andasse de rastos...

Hoje só estou a publicar a esta hora porque passei o dia todo a escrever nas minhas ficções. E também vi um filme que falarei no post de amanhã.

sábado, 16 de outubro de 2010

Saltimbanco – Cirque du Soliel

Pronto, já regressei do espectáculo. Gostei. É um dos mais antigos da companhia em digressão. Os artistas são competentes e os números também. Tem bastante humor, ainda eficaz ao fim de dezoito anos de estrada.

Das quatro vezes que o circo veio a Portugal, só à primeira vez é que não fui. Já conhecia pela televisão e felizmente os espectáculos que vieram têm sido pouco transmitidos.

Os números com trapézio e elásticos foram espectaculares. Aqui ficam alguns vídeos. O primeiro é do duo de trapézio, um dos mais bem conseguidos do ponto de vista da imaginação e ousadia. Durante a apresentação só perto do fim é que percebi que elas tinha cabos de segurança. Realmente tinha achado estranho quando começam a balançar os colegas no chão terem retirado o colchão. No vídeo é lá para o minuto cinco.



A forma como este número acaba foi espectacular. Infelizmente não encontrei um vídeo de melhor qualidade.



Como é habitual, as duas partes principais de palhaços contam com a participação de espectadores. Neste número há mímica, humor, está claro, e beatbox. Aqui ficam os vídeos.











Para além do espectáculo fui vendo, antes e no intervalo, as pessoas e os técnicos do circo. Quanto aos técnicos senti alguma inveja. Eles não sobem ao palco, mas fazem parte do espectáculo. Já é a segunda vez que sinto este desejo que participar numa organização daquelas, a um grupo assim. Todos têm um papel a desempenhar. Acho graça aos operadores de holofotes que antes do começo sobem lá para cima e só saem no fim.

Desde criança que sempre gostei de circo, sobretudo a parte dos malabarismos e acrobacias. Os números com animais nunca me cativaram. É por isso que gosto tanto do Cirque du Soleil. A minha mãe diz que em pequeno eu dizia que queira ser palhaço. Não me lembro desse desejo. Lembro-me sim e querer ser trapezista, mas gordinho como era, e ainda sou, com pouco gosto pelo exercício físico não passei do sonho.

Por fim quero falar do reverso da medalha. Ao olhar para as pessoas, senti-me sozinho. Fui sozinho, não tenho com quem ir a estas coisas. Vi poucas pessoas sem companhia enquanto o espaço ia enchendo. Vi casais, famílias com crianças. Na fila à minha frente estava uma família com pais, filho adolescente e, acho eu, avós. Dei por mim a sentir tristeza por não ter o meu pai ao meu lado, tal como aquele miúdo tinha. Não consegui lembrar-me da última vez em que estivemos assim, se calhar nunca aconteceu. Chegámos a ir ao circo no Coliseu dos Recreios, quando era criança. Um dos males da doença dele é eu já tr dificuldade em lembrar-me como ele era antes. Tenho medo de vir a esquecer definitivamente.

Quando cheguei a casa, a minha mãe estava pouco disponível para ouvir-me falar do que vira e rira. Tem um peso tal em cima, que por vezes não consegue ver para lá disso.

Enfim, dei por bem gasto o dinheiro do bilhete, mas a minha vida não mudou por causa do espectáculo...

Vim aqui só para dizer...

... que vou estar esta tarde ali. Ah ah ah ah ah ah (riso algo alucinado)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Snow Patrol - Run

Ontem no Rock in Rio Lisboa esta banda actuou e esta música não podia faltar (eu assisti, e aqui confesso a infracção, através de um site que transmite vários canais nacionais).

Eu tenho uma relação especial com ela porque nunca fui muito interessado em compreender as letras e por vezes a minha compreensão da língua fica a desejar. Por isso, numa fase de romantismo eu escutei esta música, que gosto bastante, e percebi no refrão que o vocalista dizia Laura, Laura em vez de louder, louder. E pensei: "uau, que bonita música para dedicar a uma Laura", desejei conhecer uma. Ainda não aconteceu. Se um dia fizesse uma serenata a uma Laura, esta música seria usada, devidamente adaptada.

Aqui fica, com a letra e tudo.


terça-feira, 11 de maio de 2010

Estive lá

Hoje, logo cedo, quando acordei não esperava ter o dia que tive. Comecei o dia bastante amargurado, com o céu mental bastante nublado. Rezei, como sempre faço de manhã e iniciei o dia.

No trabalho um colega disse que ia à missa no Terreiro do Paço com a mulher dele. Perguntou-me se ia. Pensei um pouco e resolvi ir, se não chovesse.

Não choveu.

Saímos do trabalho às cinco e chegámos ao Campo das Cebolas com o papa-móvel a chegar aos Restauradores. Tivemos sorte com a escolha do local. Havia um écran gigante e ainda se conseguia ver um pouco da estrutura do altar, incluindo a cátedra. Por isso posso dizer que vi o Papa, mesmo que ao longe. Faz lembrar aquela passagem dos Actos dos Apóstolos que a multidão procura os Apóstolos e alguns só se contentam em apanharem um pouco da sua sombra. Para mim bastou-me vê-lo lá longe, estivemos juntos.

Durante os minutos de reflexão depois da homilia veio-me uma conclusão à mente. O dia de hoje foi comandado por alguém, que não este que vos escreve. Eu tinha nas últimas semanas pensado em estar presente na missa, mas como a empresa não fechou, nem mostrou qualquer sinal de nos pôr à consideração irmos ou não, eu fui me conformando e não importando em acompanhar pela televisão. Por isso ao acordar de manhã não pensava em ir ao Terreiro do Paço. Achava que não tinha tempo de ir depois do trabalho. Mas Jesus quis que eu fosse. Só posso concluir isso.

Foi uma celebração bonita. O tempo passou rápido. Não me custou nada ter ficado duas horas em pé, virado para o sol. A música, os cânticos embalaram e entusiasmaram-me. Recebi um livrinho com todos os passos da celebração. Gostei. Vi no écran dois cantores da minha paróquia e no final o meu pároco. Esteve um ambiente muito bom, pacífico e alegre. O Espírito Santo esteve ali unindo-nos.

E depois gostei do Papa. Aos poucos, à medida que vou conhecendo a sua história e personalidade, vou gostando mais dele. Revejo-me mais nele do que o anterior, apesar de João Paulo II ter sido quem foi. Eu sou mais do género do Bento XVI, recatado, tímido, com gosto por música, pela intelectualidade. Achei incrível a forma como ele lê o português, fluente, com ritmo e sem enganos. Já não posso dizer o mesmo de mim. A maneira como leu em latim foi quase musical, belíssima. Notou-se que estava feliz e bem-disposto.

Que mais posso dizer? Foi um dia incrível.

No final estive a metros de conseguir um autografo do Nuno Gomes. Ele dirigia-se para o autocarro do Benfica que, pelos visto, o trouxera com uma grupo de crianças do clube. Uma curiosidade engraçada. Também lá estava um autocarro do Sporting.

Já cá em casa, achei tocante e carinhoso o que aconteceu em frente à Nunciatura e estou certo que o Papa estava bastante sensibilizado com o gesto dos nossos jovens. Foi bonito.

sábado, 1 de maio de 2010

No dia em que aderi ao Facebook...

… o mundo não acabou, mas que não me sinto lá muito bem é verdade.

Pois é, mais uma machadada na minha imagem de entidade alternativa e que não vai em modas.

Por outro lado, arrisco-me, a acreditar no que é pedido no registo, a ser expulso de lá, já que estou registado com nome Jota El (eu queria em minúsculas, mas não consegui) e não com o meu nome civil.

Depois de explorar aquilo um pouco cheguei à conclusão que estou um pouco à margem do espírito da aplicação e por isso mantenho-me um pouco à margem da moda. Mais, sou assim como que subversivo. Imagino que não irei ter muitos contactos, menos do que aqui.

Meti-me nisto por convite de uma amiga e colega de trabalho. Percebi logo o que quer dizer rede social. Com essa amiga vieram logo os outros amigos/contactos dela. Em poucos minutos, se eu quisesse, poderia ter establecido dezenas de contactos. Que consequências isso teria? Parece-me que em todos os contactos, quando alguém escreve algo no “seu mural”, vai aparecer essa mensagem. Se a minha amiga escrever algo eu vou receber, mas também todos os contactos dela. Já não tenho a certeza se os contactos dos contactos dela, também receberão. É de loucos, mas óptimo para quem quiser divulgar alguma coisa: livros, música, eventos. É por isso que se chama rede social.

O facto de estar registado com pseudónimo vai impossibilitar que pessoas do meu passado me encontrem. Esta é outra característica do Facebook. Ajuda ex-conhecidos a reencontrarem-se. No registo é pedido para se pôr a escola secundária, a faculdade e a empresa. Eu só coloquei as escolas secundárias mais tarde. Naturalmente fui à procura da minha escola. Há um grupo, mas não encontrei ninguém que eu possa dizer que conheço. Já tinha dito que não me lembro de quase nada e confirmei mais uma vez.

Nem quero meter-me em jogos. Já estou metido em jogos suficientes.

Neste momento a informação pessoal que está lá é só a que já aqui coloquei: escolas por onde andei e religião. No futuro, se Deus quiser, poderei anunciar lá a publicação de livros ou outra qualquer iniciativa minha, se valer a pena... claro (se mantiver um só contacto, não deve valer a pena).

quinta-feira, 11 de março de 2010

Olhem só para o que me havia de dar!

Deu-me para procurar no Google alguma referência à escola onde estive mais tempo: Escola Secundária dos Anjos.

O meu percurso escolar foi atribulado. Fiz a 1ª e a 2ª classes na escola de Caneças. A 3ª e a 4ª classes foi na Escola Municipal nº 1 em Lisboa. A preparatória foi na Escola Preparatória Luis António Verney em Marvila, por não haver lugar na Escola Preparatória Nuno Gonçalves.

O 7º ano foi dos mais estranhos. Não havia vaga na Escola dos Anjos e fui colocado no Externato Marquês de Pombal na Morais Soares. Só no 8º ano é que fui colocado na Escola Secundária dos Anjos. Estive lá até ao final do 11º. O 12º foi na escola Secundária da Cidade Universitária, porque não ia haver este ano na escola dos Anjos para a minha área.

Na net encontrei algumas referências à minha escola. Uma ex-aluna num blog falava dessas tempos e nos comentários descobri um grupo no HI5. Bateu-me a nostalgia bem forte. E pior é que não me lembro de quase nada desse tempo. Como é possível? Não me lembro de quase nenhum nome dos meus colegas. Perdi contacto com todos eles.

Do que consegui descobrir no HI5 poucos membros do grupo serão do meu tempo. Eu andei entre 87 e 91 na escola. Consegui chegar a estes anos após bastantes contas pelos dedos. Aos poucos tento recordar episódios desses anos. Ao contrário de muitos da minha geração, eu não idolatro os anos oitenta nem os noventa. Não idolatro a minha infância. Vivi grande parte desses tempos criando fantasias e estudando que pouco vivi.

No 8º ano tive um colega que veio do Externato, também, que devia ser autista. Só se interessava pela História da Segunda Grande Guerra e desenhava cenas das batalhas. Uma vez teve um ataque na aula de Trabalhos Manuais agarrou num martelo e todos nós fugimos da sala. Eu gostava de ir nos furos para a secretaria passar o tempo. Estranho, não? Agora vejo que não sabia conviver com os miúdos da minha idade. Preferia os adultos. Tive dificuldades em Português. Acho que cheguei a ter aulas de apoio. Chumbei a Português e a Francês. Foi o pior ano de sempre.

No 9º ano fomos ver o Auto da Barca do Inferno em marionetas no Museu de Arte Antiga. A nossa professora de Educação Visual faltava muito, à semelhança do ano anterior. Feito estúpido não fui ao gabinete de apoio para descobrir as nossas vocações. Tive um método de estudo diferente. Tomava apontamentos num caderno e depois em casa passava a limpo. Foi bom. Acho que continuei a ter apoio em Português. Acho que tive positiva. Agora não me lembro de mais nada deste ano.

No 10º ano fomos ver uma peça de teatro a Algés, fui uma peça de Gil Vicente, acho que foi o Auto da Índia. Senti alguma diferença no ritmo escolar. Tinha mais trabalhos de casa. A minha turma acho que era o 10º A e éramos de manhã. O 10º B era de tarde. Os de manhã tinha Francês como disciplina opcional. E de tarde tinham História. Este pequeno pormenor influenciou muito a nossa vida. De manhã ficámos com uma professora de Matemática exigente, os da tarde tiveram um professor ainda pior, poucos passavam de ano com ele. Eu gostei da professora, tive 15.

No 11º ano mantive a professora de Matemática e voltei a ter 15. Tive um professor de Filosofia interessante e aberto. A professora de Cálculo Financeiro era a Directora de Turma e fazia testes bastante difíceis. Na última aula, estava a selecção de futebol a ganhar o mundial em Riade, a professora despediu-se de nós dizendo que tínhamos sido uma turma boa. Lembro-me de pensar no regresso para casa como iria ser o nosso futuro, se iríamos um dia encontrar-nos. Nesse ano deixei de ir às aulas de Educação Física. Não havia condições mínimas. Só ia quem quisesse e as aulas resumiam-se a jogos de futebol.

Ao ler os comentários no HI5 senti-me mal. Muitos já têm filhos. Têm profissões interessantes. Têm uma vida. E eu? Este blog, vivo com os meus pais. Tenho Alzheimer em casa. Escrevo para a “gaveta” e muitas vezes nem isso. Fomos a geração rasca e à rasca. E eu um falhado, looser (dito em inglês é mais cool).

Ok, fiquei deprimido.

sábado, 10 de outubro de 2009

Do Amor VI

Como devo ter enlouquecido aqui fica, para terminar esta série de textos, um anúncio:

Procuro companheira

Procuro mulher solteira, disponível para relacionamento sério, da minha geração ou geração imediatamente anterior (entre os vinte e os trinta e tal), que seja católica e não se importe que eu não goste muito das tarefas domésticas.


O meu projecto de vida é ter uma família católica, com filhos naturais ou adoptados, já que não vejo com muitos bons olhos os meus genes. Quero ter abertura familiar para me dedicar à escrita, mas não pretendo exposição mediática. Preferia não ter que sair muito à noite, nem fazer muitas viagens ou andar rodeado sempre de amigos.


Quem esteja interessada prepare-se para um longo periodo de análise... e deixe o seu contacto nos comentários.



(Devo ter mesmo enlouquecido, mas o que tenho a perder? Ok, se calhar perco todos os meus leitores habituais, mas espero que não. Sim, devo ter enlouquecido.)

Do Amor V

Como se tem visto ando à espera da minha princesa encantada. Ora nisso há um problema. Tenho dois caminhos a seguir: esperar por que sei que a outra metade está aí e chegar ou partir à procura.

Como não acredito no destino pré-definido, se não não seria católico, não posso esperar que a minha cara metade apareça com certeza. Por mais que as pessoas digam que o seu parceiro estava destinado a si, que foi o destino que os juntou, que tudo isso seja bastante atractivo, há um facto que estraga tudo: nós somos donos do nosso destino, porque Deus fez-nos livres. Se somos livres de não responder ao amor de Deus como não é que somos livres de escolher o nosso destino?

Por isso só me resta procurar a minha cara metade. Claro... também posso fazer o que tenho feito, que é nada. Nas fases de depressão sinto necessidade de ter uma companheira, mas nas fases boas não. Tenho sim esperança que a encontrar, de que ela esteja ali mesmo ao virar da esquina.

Sinto que já falei demais e no entanto ainda ficou muito por dizer.


Continua

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Do Amor IV

Há uns meses li num comentário do blog do Confessionário de um Padre uma pessoa a falar da assexualidade. Fui investigar na net e descobri alguns sites sobre o assunto. Pelo que li acho que a minha história se enquadra nesse rótulo.

Realmente nunca descobri em mim um desejo sexual forte por alguém. Tive o período de descoberta do corpo que todos temos. Levei muito tempo a desculpabilizar-me disso. Foi preciso ouvir os programas Conversas com Princípio, Meio e Fim da Radio Renascença e ler os respectivos livros para isso acontecer. Há coisas que não sei como são colocadas na nossa mente de que são pecado e que afinal são fases do crescimento.

Uma pessoa assexual é alguém que não sente necessidade de sexo. Podem ter relacionamentos amorosos sem relações sexuais. Podem ter casamentos brancos, por exemplo. Vi testemunhos de quem tinha relacionamentos e que tinham sexo só porque o parceiro queria. É tudo muito estranho.

Há vários rótulos nos assexuais. Há os hetero que se apaixonam por pessoas de género diferente. Há os homo que têm a tendência de se interessarem por pessoas do mesmo género. Há os bi que podem interessar-se por pessoas de ambos os géneros.

Tenho pensado no assunto e parece-me que tenho tido uma vida assexual. Por tendência minha, por condicionamento exterior, mas não sei não poderei um dia encontrar a minha princesa encantada...


Continua

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Do Amor III

Tenho tido... não sei como definir... alguns interesses estéticos por raparigas que se cruzam comigo no autocarro. Pelo menos quando andava de manhã no autocarro. A primeira que me despertou o interesse devia ser uma estudante universitária que estava cá em Lisboa a estudar, mas ao fim-de-semana voltava à terra. Como sei isto? Todas as sexta-feiras ela vinha com uma mochila de viagem, que não usava nos outros dias. Tive pena quando deixei de vê-la no autocarro. Acabei por usar alguns aspectos dela numa personagem que criei para um história minha.

Existiram outras, mas aquela foi a paixoneta platónica mais forte. Cheguei a imaginar-me a ter um livro pronto e publicado e dar-lho, mesmo antes de sair na minha paragem, com uma dedicatória apaixonada.

Actualmente algo parecido está a passar-se, mas sem a componente autocarro. Tenho encontrado uma rapariga no meu trajecto a pé para o trabalho mais ou menos no mesmo sítio. Já consegui perceber para que lado ela vai e também de onde vem. Esta tarefa de tentar descobrir informações de pequenos indícios é apaixonante.

Uma das coisas que me está a causar problemas é como devo encará-la. Ela caminha de uma forma segura, olhando em frente, sinto que olha para mim. E o que tenho feito? Desvio o olhar. O pior é que essa desculpa de que há algo de interessante para ver é fraca, já que a zona onde nos cruzamos não tem nada para prender o olhar.

Quando desvio o olhar sinto-me mal. Cobarde, estúpido, sujo. Vejam lá, sujo! O meu estado depressivo não precisava destas coisas.


Continua

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Do Amor II

Só reparei verdadeiramente numa rapariga como alvo do meu desejo no meu primeiro emprego. Ela foi atenciosa para mim e num certo dia trazia uma blusa que no decote tinha uns cordéis que não estavam a apertar muito. Nessa altura percebi que tinha uma falha no meu crescimento. Não passara pelo tempo dos namoricos, da aprendizagem da abordagem, das humilhações e dos sucessos, dos beijos e enlevos. Antes de ter tempo para descobrir uma forma de avançar, descobri que tinha namorado e poucos tempo depois saiu da empresa. Nesse mesmo emprego ainda gostei de outra rapariga, mas acabei por desistir por o encanto ter passado.

Parece-me que só poderei ter um relacionamento amoroso com quem eu tenha uma convivência prolongada. O que vai contra uma formatação que tenho. O meu ideal romântico foi formatado pelo livro Os Maias. Para o mal e a para o bem, este é o livro da minha vida. Estou sempre à espera de encontrar a minha deusa descendo do céu caminhando pelas nuvens. Aquelas inúmeras páginas que separam o primeiro encontro entre o Carlos e a Maria Eduarda à entrada do Hotel e a declaração de amor entre eles, moldou-me a visão do amor romântico de tal maneira que tal tenha me fechado o coração e a visão para outras possibilidades.

Pode ser por isso ou porque simplesmente sou uma pessoa extremamente introvertida, com uma educação fechada, sem amizades profundas, sem convívio com pessoas da minha idade. Pode-se ter ganho um escritor, mas perdeu-se uma pessoa popular, aberta, quem sabe até o fundador de uma grande família.


Continua

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Do Amor I

Influenciado pelas leituras deste domingo, e pelo estado de espírito depressivo das últimas semanas, sinto-me levado a abordar estas temáticas, um pouco como terapia, um pouco como fruto do que tenho pensado neste assunto. Naturalmente que quando falo de amor nestes textos será da vertente humana. Sempre não perdendo de vista o Amor, que é Deus.

Comecemos, então.

Pode-se dizer que não tenho grande conhecimento do amor que não seja do amor de filho e por comparação o dos pais. A minha história amorosa é inexistente. Acreditem que é precisa alguma coragem, ou insanidade, para dizer aqui que nunca namorei. Já devo, noutros textos, ter dado essa ideia, mas agora fica claro. O que fazer? É a minha história.

Durante os meus tempos de escola, já aqui o disse, andei como que noutro mundo. Preocupava-me em passar de ano e mais nada. Viva feliz porque não tinha preocupações. O meu mundo estava habitado pela minha imaginação. Na escola fiz um amigo mais próximo na escola preparatória, continuámos amigos quando mudámos de escola e ficámos em turmas diferentes, mas a nossa amizade não passava de irmos juntos para a escola e brincarmos nos intervalos.

Não tenho grandes recordações desses tempos. Tenho a ideia de que as minhas turmas quase que não tinham raparigas. Por isso elas pertenceram sempre a um universo diferente. Ou eu é que pertenço.


Continua

domingo, 20 de setembro de 2009

Caminhante

No sábado passado apercebi-me que sou um caminhante. Mas antes de explicar isso tenho que dar o contexto dessa descoberta.

Na quinta e sexta-feiras à noite e no sábado o dia todo estive num curso prático de SNC (Sistema de Normalização Contabilística). Não costumo andar de noite e por causa do curso tive que deitar-me muito mais tarde do que o habitual.

Apesar de trabalhar no controlo de gestão, e de ter deixado de fazer contabilidade, é importante actualizar-me. E para o mundo contabilístico-financeiro este ano e o próximo são marcos de grandes mudanças. Para quem não está dentro destas coisas, o que se passa é que a linguagem da contabilidade nacional foi alterada, entando em vigor me Janeiro. O plano de contas (POC) actual foi todo alterado e algumas regras e formas de pensar também. Esta mudança tem por objectivo harmonizar o nosso relato financeiro com o comunitário, foram transportas para o nosso normativo várias normas internacionais. As grandes empresas já tinham algum compatibilidade, agora é extendido para todas. Mas não se aflijam as pequenas empresas, pois para elas não vai ser exigido um detalhe tão grande com para uma empresa maior.

Bem... foi isto que andei a fazer nesses dias. O curso decorreu nas instalações do IPJ do parque das nações. No sábado de manhã, cheguei cedo ao parque das nações e resolvi sair na Estação do Oriente em vez de na paragem perto da Escola Superior de Enfermagem (eu conheço-a por esse nome, mas parece-me que tem outro) e caminhar até ao local do curso. Estava nevoeiro, havia pouca gente e trânsito. Gostei daquela caminhada e percebi que o habitual vendaval na minha mente estava silencioso. Foi como se estivesse em meditação. O meu corpo mexia-se sozinho, sentia o ar fresco a passar pela roupa refrescando-me, via beleza nas linhas arquitectónicas, sentia-me em paz apesar do sono dor últimos dias ter sido mais curto. Lembrei-me que costumo atingir um estado parecido quando vou a pé para o trabalho, apesar de muitas vezes ir a ouvir rádio.

Será esta a paz dos peregrinos quando vão a pé para Fátima ou outro qualquer santuário?

Por outro lado parte dessa clareza mental devia ser da responsabilidade da cafeína, já que bebi um capuccino da marca do Dia ao pequeno almoço. Tem menos café que um café normal, das vezes que bebi não tive as mesma sensações que no café normal e consegui sentir sono perto a hora de almoço no sábado. Se não fossem os conservantes e o açúcar passava a beber sempre deste capuccino.

E assim estraguei um texto que poderia ser sério, de reflexão religiosa, mas prefiro ser honesto. Talvez tenha sido da cafeína. No regresso caminhei para casa e voltei a sentir-me bem e a cafeína já há muito que devia ter deixado de fazer efeito.

Sim, devo ser um caminhante. Ultimamente são raras as vezes em que não tenho a mente numa vertigem. A caminhar é uma, a escrever e a trabalhar. O que deixa mal um dos momentos mais importantes do dia: o da oração. Será preciso dizer mais?

Sobra-me a tristeza...

sábado, 5 de setembro de 2009

Meu querido diário

Hoje acordei antes do despertador, que programara para mais tarde meia hora. Hoje fui trabalhar, mas não fui a pé com tem sido habitual neste Verão. Fui no autocarro, que por sinal começou hoje a funcionar aos fins-de-semana. Fiz minha meia hora sagrada antes do pequeno almoço.

Hoje tive que ir trabalhar porque o report à empresa mãe, na França, estava atrasado. Fui eu trabalhar e o meu chefe. Não sei bem o que aconteceu neste mês, talvez eu tenha me desleixado e ele tenha vindo de férias tarde demais.

Às dez, quando o chefe chegou, telefonei à E porque, numa das dez empresas que constituem o grupo, não via o apuramento do IVA. Afinal esta empresa é trimestral. A maluca da colega estava a comer Nestum com mel, polvilhando por cima com açúcar e a meio ia pôr mais. E depois admira-se de não conseguir emagrecer.

Trabalhei das oito e meia até à uma. Consegui fazer aquilo a que me propunha e por isso o prazo não será atrasado por minha causa.

Quando regressava a casa optei por uma via que obrigava a mudar de autocarro. O meu passou à minha frente lá à frente no cruzamento. Pouco depois apanhei a alternativa. Quando estava a chegar à paragem inicia-se uma discussão entre uma mulher e um homem que se deslocou para fora do veículo. O homem tinha um aspecto miserável e insultava a mulher muito alto. Seria alcoólico? Seria louco? Enquanto esperava pelo outro autocarro, a discussão continuou. O homem provocava a mulher insultando-a. Ela chegou a bater-lhe com a mala e depois com o cinto. Havia um rapaz que a acompanhava (filho ou irmão) que tentava separá-los e foi sempre muito correcto com o homem, não partindo para a violência. A mulher é que estava de cabeça perdida. Tiveram que vir seguranças e empurrar o homem, que mesmo longe gritava insultos e provocações. Sem dúvida que não jogava com o baralho todo. Várias pessoas rodearam a mulher. Depois alguém disse que o autocarro estava para sair e foram à sua vida. O meu veio e entrei. Olhei para fora e vi quatro polícias de cassetete. Vieram tarde. Como é que isto começou? Não sei, mas imagino que alguém deve ter tocado sem querer no outro e o outro achou que era de propósito. Ou que um tocou com intenção.

Anotação mental: nunca, mas nunca mesmo, deixar que um toque inicie uma discussão. Há com cada maluco por aí... se provoco, peço desculpa. Se não provoco, peço desculpa igualmente. (Já cheguei a pedir desculpas quando alguém me pisa)

Almocei, mais tarde do que é costume aos sábados. Depois vi dois episódios do Dexter que gravei nestas duas semanas (saltei as cenas de sexo com o fast-foward, pois ainda me perturbam) e o episódio desta semana do Serviço de Urgência (não me lembro se escrevi no blog da minha indignação com a RTP por ter saltado da temporada onze para a derradeira, décima quinta). Depois fui à farmácia. Estava vazia. Lanchei e rezámos os terço. Vim para a net. Cuidei das minhas personagens no Cantr II.

E agora escrevo aqui...

Como vai ser o resto do dia? Devo navegar até ao jantar. Devo ignorar o jogo da selecção e o debate entre o Socrates e o Jerónimo. Talvez volte para o portátil (há muito coisa por fazer com os vídeos das férias) ou ocupe o meu tempo a ler o Eldest. Devo ir dormir entre as dez e as onze, amanhã acordo cedo.