Uma das razões porque tenha andado mais “silencioso” deve-se à desinspiração. Para este estado contribuiu um certo grau de perplexidade originado no fim-de-semana passado. Descobri um blog que falava do Climagate. Nunca tinha ouvido falar deste assunto, mas, por um lado, ando um pouco alheio aos noticiários, por outro, parece que isto é escândalo recente.
A minha perplexidade assume contornos de choque. Pergunto-me: mas afinal existem alterações climatéricas causadas pelo Homem, ou não? Se não podemos confiar no que os cientistas afirmam, então não podemos acreditar em ninguém. Ao perceber isto, constato outra coisa: vivo num mudo do lálálá. Por natureza sou crédulo e sempre, sempre, acreditei que haviam certas informações que me eram transmitidas e que podia confiar que eram correctas. Eu sempre achei que o que os professores me ensinavam era verdade, sobretudo no que diz respeito à ciência. Se me disseram que a poluição estava a destruir o planeta, eu acreditei. Quando saí da escola, continuei a acreditar no que os cientista diziam. E agora vejo que eles têm coragem de adulterar dados para condicionar a opinião pública e política mundial. É como se o meu mundo ruísse.
Como é que cheguei a este ponto? Como é que a civilização ocidental chegou a este ponto? Será este mais um tijolo do edifício do relativismo teorizado no início do século XX? Tudo é relativo. Não há faróis neste noite escura e as luzes que vêmos desorientam. Não podemos confiar na política, na justiça e agora na ciência. Quem não é político é enganado por eles. Quem não é doutorado em Direito e nas leis, é enganado, preso ou destruido. Que não estuda ciência é enganado e manipulado.
Atenção. Eu não endeusava estas áreas, pelo menos conscientemente, mas tinha a justiça e a ciência como referencias de estabilidade e credibilidade. Bem diz o Alma Peregrina num texto recente que o Homem é por natureza tendente para o Mal. De onde vem, então, esta ideia que estas áreas eram credíveis? A minha resposta é: dos séculos anteriores onde o Positivismo e outras correntes deste género formaram o pensamento da sociedade. Antes sabia-se que o Homem tendia para o Mal, agora o Homem é a medida de todas as coisas, é o centro e o motor da História. E assim acabamos por viver numa confusão total.
Tenho duas amigas, que não se conhecem, mas que acabam por afirmar o mesmo. Uma diz muitas vezes que queria ir viver para uma pequena casa de xisto numa larga rua. A outra disse-me hoje que queira ir para um bunker. Eu vejo-me forçado a desejar ir viver para um ermo (ermitério ou num local afastado), pois não me sinto bem a viver num mundo onde a mentira é a norma.
Por favor, quero ter uma vida tranquila sem estar sempre a estudar e a preocupar-me sobre se o que me é dito é verdade, se está correcto ou se estão a querer manipular-me! Não suporto uma constante desconfiança. Não tenho paciência para alimentar teorias da conspiração. Até porque acho que tudo isto é desperdício de energias. Quando me falam de uma entidade chamada “eles” que governam o mundo, que conspiram e procuram criar uma ditadura universal, penso que caso existam (e tenho dúvidas) não escaparão ao julgamento divino, que no fim o Calvário, a Cruz e a consequente Ressurreição prevalecerão. Os seus esforços serão infrutíferos. A minha fé diz-me que no fim será a vontade de Deus a prevalecer. Se esta gente toda anda com maquinações, conspirações e tramóias, o seu pecado não ficará impune.
Aqui ficam os blogues que originaram em mim esta reflexão:
http://citadino.blogspot.com/
A minha perplexidade assume contornos de choque. Pergunto-me: mas afinal existem alterações climatéricas causadas pelo Homem, ou não? Se não podemos confiar no que os cientistas afirmam, então não podemos acreditar em ninguém. Ao perceber isto, constato outra coisa: vivo num mudo do lálálá. Por natureza sou crédulo e sempre, sempre, acreditei que haviam certas informações que me eram transmitidas e que podia confiar que eram correctas. Eu sempre achei que o que os professores me ensinavam era verdade, sobretudo no que diz respeito à ciência. Se me disseram que a poluição estava a destruir o planeta, eu acreditei. Quando saí da escola, continuei a acreditar no que os cientista diziam. E agora vejo que eles têm coragem de adulterar dados para condicionar a opinião pública e política mundial. É como se o meu mundo ruísse.
Como é que cheguei a este ponto? Como é que a civilização ocidental chegou a este ponto? Será este mais um tijolo do edifício do relativismo teorizado no início do século XX? Tudo é relativo. Não há faróis neste noite escura e as luzes que vêmos desorientam. Não podemos confiar na política, na justiça e agora na ciência. Quem não é político é enganado por eles. Quem não é doutorado em Direito e nas leis, é enganado, preso ou destruido. Que não estuda ciência é enganado e manipulado.
Atenção. Eu não endeusava estas áreas, pelo menos conscientemente, mas tinha a justiça e a ciência como referencias de estabilidade e credibilidade. Bem diz o Alma Peregrina num texto recente que o Homem é por natureza tendente para o Mal. De onde vem, então, esta ideia que estas áreas eram credíveis? A minha resposta é: dos séculos anteriores onde o Positivismo e outras correntes deste género formaram o pensamento da sociedade. Antes sabia-se que o Homem tendia para o Mal, agora o Homem é a medida de todas as coisas, é o centro e o motor da História. E assim acabamos por viver numa confusão total.
Tenho duas amigas, que não se conhecem, mas que acabam por afirmar o mesmo. Uma diz muitas vezes que queria ir viver para uma pequena casa de xisto numa larga rua. A outra disse-me hoje que queira ir para um bunker. Eu vejo-me forçado a desejar ir viver para um ermo (ermitério ou num local afastado), pois não me sinto bem a viver num mundo onde a mentira é a norma.
Por favor, quero ter uma vida tranquila sem estar sempre a estudar e a preocupar-me sobre se o que me é dito é verdade, se está correcto ou se estão a querer manipular-me! Não suporto uma constante desconfiança. Não tenho paciência para alimentar teorias da conspiração. Até porque acho que tudo isto é desperdício de energias. Quando me falam de uma entidade chamada “eles” que governam o mundo, que conspiram e procuram criar uma ditadura universal, penso que caso existam (e tenho dúvidas) não escaparão ao julgamento divino, que no fim o Calvário, a Cruz e a consequente Ressurreição prevalecerão. Os seus esforços serão infrutíferos. A minha fé diz-me que no fim será a vontade de Deus a prevalecer. Se esta gente toda anda com maquinações, conspirações e tramóias, o seu pecado não ficará impune.
Aqui ficam os blogues que originaram em mim esta reflexão:
http://citadino.blogspot.com/