Mostrar mensagens com a etiqueta futebol. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta futebol. Mostrar todas as mensagens

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Besiktas 2-4 Fenerbahce

Aqui está um jogo bem disputado, os portugueses falharam os golos e o brasileiro marcou 4. Típico!


É engraçado ouvir os comentários em turco, só percebem os nomes portugueses e algumas palavras de futebulês.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Em contra-ciclo

Eu sou benfiquista, mas estou afastado o futebol.

No final da adolescência passei por uma fase em que acompanhava os jogos do Benfica pela televisão com entusiasmo. Por azar nunca foi campeão nessa época. Cheguei a um ponto em que ficava de rastos com as derrotas. Desisti.

Outro motivo é a ética distorcida que existe no futebol. Não me agradava ver a minha equipa ganhar com falta simuladas, com jogadores violentos, com polémicas, com dúvidas sobre a honestidade dos intervenientes. Desisti.

Agora não vejo os jogos por medo que a obsessão regresse, prefiro manter-me tranquilo e saber o resultado no fim, e por superstição, pois ultimamente quando via um jogo o Benfica perdia. Não estou para sofrer, já tenho motivos aos quais não posso fugir que chegue.

Nesta linha, não me senti motivado para festejar a vitória de ontem. Vi a festa na televisão. Achei bem terem dado os troféus do campeonato no final do jogo. Achei mal os desacatos, o mau perder.

Mais uma vez notei uma característica minha, que me desgosta. Ando sempre em contra-ciclo com a humanidade que me rodeia. Andam a festejar e eu ando anestesiado. Por vezes quando chove e toda a gente desespera, ando alegre. Tenho medo de só ficar contente com as desgraças dos outros. Faz-me lembrar esta música:

http://www.youtube.com/watch?v=zdodc1Eu1nA

E não se pense que é só com o futebol, não consigo sentir-me entusiasmado com a visita do Papa. Tento imaginar que estou na cidade de Roma quando Pedro entrou lá pela primeira vez. Ou que estou numa das cidades evangelizadas por Paulo e ele chega para nos visitar. É essa a alegria que queria sentir. É esse o significado da visita desta semana.

E eu?

Anestesiado.

Entorpecido.

Apático.

Morto por dentro.

terça-feira, 16 de março de 2010

São Sete Voltas P´rá Muralha Cair

Hoje apresento-vos uma música, num vídeo, para falar de um fenómeno que está a acontecer na música nacional. É o movimento gerado pela editora Flor Caveira. Desta editora nasceram os Pontos Negros, B Fachada e mais uns quantos.

O dinamizador deste movimento chama-se Tiago Guillul. É um pregador da Igreja Baptista Portuguesa e nas horas vagas músico. É irónico ver como ele consegue fazer entrar a mensagem cristã das suas músicas nos circuitos mais alternativos. Este vídeo está no blog da rádio Radar, na página do facebook do Nuno Markl.
É um exemplo para os músicos católicos. É possível fazer música com mensagem cristã e não ser "lamechas" ou "pirosa" ou "beata". Peço desculpa pelos adjectivos fortes, mas não tenho encontrado nada que não me fizesse pensar nestas palavras.

Deixo aqui o blog do Tiago para uma visita. Ele é protestante até à medula, mas também é roqueiro e tem iniciativa. Vale a pena estar atento ao que vai fazendo.
Na net há muita gente a pedir para que esta música (que fala da conquista da cidade de Jericó por Josué, facto ignorado pela maioria das pessoas que falam dela) ser a música da selecção. Eu concordo. Vi há dias parte do vídeo da música escolhida e só pensava que ela falava da "fezada que os autores tinham que nessa noite iam ter sexo". Realmente bem escolhida. Prefiro esta.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sporting

De manhã no autocarro tenho reparado em dois miúdos na casa dos dezasseis anos que possuem duas características diferenciadoras:

- São bastante faladores. Tenho ouvido conversas sobre futebol (e lá iremos), peripécias nas férias e várias vezes vêm a fazer perguntas um ao outro a preparar algum teste (o último foi de economia, andavam às voltas com os vários tipo de salário: bruto, real etc.).
- A segunda característica diferenciadora é que são sportinguistas.

Antes de continuar quero dizer que sou um caso estranho no que diz respeito a clubes. Eu sou do Benfica. Desde pequeno. Quando joga torço por ele. No entanto, desde há alguns anos que simpatizo com o Sporting. No fundo gostaria que o meu Benfica fosse como o Sporting. Estranho? Acho que sim. No fundo eu sou do Benfica emotivamente, mas racionalmente sou do Sporting. Muita gente tem uma segunda equipa, a minha é o Sporting.

A minha simpatia pelo Sporting foi adquirida com o convívio com alguns colegas de trabalho sportinguista, especialmente um, até há pouco tempo meu chefe directo. Admiro o seu sportinguismo, a forma como o clube faz parte da sua vida e no entanto não é fanático. Nele vejo o espírito de rectidão, de honra e de justiça que identifico com o clube. Também me agrada a importância que o clube dá à formação e às outras modalidades. E por último gosto de felinos.

A minha relação com o futebol actualmente é de distância, mas houve uma época em que seguia, pela televisão, o Benfica com paixão e a liga espanhola (quando dava na TVI). A paixão pelo Benfica começou a tornar-se numa doença e desliguei-me. A liga espanhola deixou de dar em sinal aberto e desinteressei-me pelo jogo. Agora só vejo um jogo se for entre equipas muito fortes e que garantam emoção até ao fim… e mesmo assim não há garantias que veja o jogo todo. Há tanto livro, disco, estação de rádio e sites para ver, ouvir, navegar que o futebol vai lá para o fundo da lista de interesses. O meu interesse pelo jogo não vai além dos golos e das polémicas. Prefiro o Hattrick.

Voltando aos dois miúdos do autocarro. Há quinze dias, quando o Sporting perdeu com o Bayern por cinco a zero, em casa, eles debatiam com algum azedume sobre o valor do campeonato português comparando com os restantes do continente. Eles estiveram quase a zangar-se. Ontem, depois do descalabro dos sete a um na Alemanha, eles vinham no autocarro em total silêncio, cada um ouvindo o seu mp3.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Não quero ser Cristiano Ronaldo

Depois deste título carregado de marketing, passo a explicar que o que pretendo dizer é que se pudesse voltar a ter vinte e poucos anos não teria. Curiosamente apercebi-me disso durante um jogo da selecção ainda antes do Europeu deste ano.

O futebol cada vez interessa-me menos. Ou é dos jogos que vejo e que não têm qualquer interesse, ou mesmo de mim que não tenho o bicho do jogo da bola. Por isso nesse jogo em vez de estar a vibrar, comecei a imaginar-me na pele daqueles miúdos. Sim, miúdos, pois a maioria, se não todos, são mais novos do que eu.

Recordei o que era a minha vida com a idade deles. Com a idade do Ronaldo andava eu desesperado à procura de um emprego, escrevia poemas deprimentes, sonhava muito e com muito, mas era inseguro, ligeiramente menos do que agora. Não podia imaginar as feridas que iria sofrer, nem as reviravoltas que o meu mundo sofreu. Espiritualmente era quase uma pessoa diferente, um feto quase.

Não, não queria ser eu com a idade do Ronaldo, muito mais com o sucesso e brilho que ele tem. Terei alguma vez esse brilho, mesmo que seja na minha área? Não, sei. Isso é daquelas coisas, como as feridas e reviravoltas, que não se pode saber se e quando virão.

Pela primeira vez em muito tempo, depois daquele jogo quando comecei a pensar sobre aquela sensação que tive, senti-me bem comigo próprio... e estava a passar um momento difícil a nível familiar.