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terça-feira, 26 de abril de 2011

Arte inspirada no Evangelho


Conheci esta obra e este autor no Fórum Paróquias há uns anos. Deixo aqui o link e parte do texto (recomendo a leitura do texto completo):

No quadro apenas vemos Maria Madalena. Está em frente do sepulcro e acaba de voltar a cabeça para trás. Voltada para o sepulcro, chorava a morte de Jesus. Ao homem que ela pensava ser o jardineiro contou-lhe a sua mágoa, mas não o olhou verdadeiramente. Apenas quando Jesus pronuncia o seu nome, certamente com o tom de voz com que o fizera antes, ela é apanhada de surpresa e volta-se para trás. Limpa as lágrimas apressadamente com a mão direita coberta com o manto. É este o «instantâneo» do quadro. Embora fuja a tópicos comuns da apresentação de Santa Maria Madalena como a seminudez para indicar que ela era a prostituta arrependida que derramou o perfume sobre os pés de Jesus (hoje descarta-se essa ideia de tal identidade), há elementos que o indiciam: no canto inferior esquerdo há um pequeno «frasco» para perfumes e o «véu»/manto que ela veste é rico e parece ver-se as marcas de ter estado dobrado. Vale a pena prestar atenção a este manto. É acastanhado, mas recebe uma luz forte que lhe vem de «fora» do quadro. É o reflexo da luz do Ressuscitado. A perspectiva do «expectador» é a do Ressuscitado. Teologicamente isto tem grande importância: o cristão descobre Cristo ressuscitado não imediatamente ou directamente, mas por reflexo, em primeiro lugar pela experiência de outros. Depois, é uma presença que está fora do quadro, precisamente onde está o expectador... Ou seja, é possível também refazer, na fé, a experiência de Maria Madalena... Etc. Muito mais se poderia dizer deste quadro.

domingo, 13 de março de 2011

Um domingo diferente

Hoje fui de manhã ao museu do Chiado com umas amigas minhas e respectivas famílias. Por isso fui ontem à missa e mais uma vez dei por mim a pensar como é que os escuteiros aguentam o frio de inverno com aqueles calções.

Tinha ido há uns anos à primeira parte da exposição sobre o Columbano Bordalo Pinheiro com as mesmas amigas, dessa vez sem família. Estava marcado regresso ao museu por ocasião da segunda parte. Foi interessante o reencontro com uma delas que desde então não via.

Tivemos a sorte de apanhar uma visita guiada. O que não gostei foi do apertado controlo dos empregados, senti-me como se estivesse a cometar algum crime por ali estar. O visitante não tem culpa de o Estado tratar mal os seus funcionários. Enfim, era cedo e as pessoas têm o direito a estarem menos bem-dispostas de manhã.

Revi o retrato do Antero Quental, um dos meus preferidos.

Também gostei de um retrato do irmão Rafael, mas não encontrei imagem dele. E não tenho tempo para mais, a minha mãe chamou-me para jantar. Deixo aqui o último auto-retrato do Columbano que deixou incompleto.



sexta-feira, 3 de julho de 2009

Ser Português

Ouvi no noticiário das sete da manhã que a pianista Maria João Pires ia renunciar à cidadania portuguesa em detrimento da brasileira. Fico triste e envergonhado como português.

Mais uma vez Portugal mostra ser uma incubadora de bons cidadãos de outros países. Somos maus progenitores naturais e bons adoptivos.

É triste o estado da nossa cultura e educação.