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domingo, 20 de setembro de 2009

Caminhante

No sábado passado apercebi-me que sou um caminhante. Mas antes de explicar isso tenho que dar o contexto dessa descoberta.

Na quinta e sexta-feiras à noite e no sábado o dia todo estive num curso prático de SNC (Sistema de Normalização Contabilística). Não costumo andar de noite e por causa do curso tive que deitar-me muito mais tarde do que o habitual.

Apesar de trabalhar no controlo de gestão, e de ter deixado de fazer contabilidade, é importante actualizar-me. E para o mundo contabilístico-financeiro este ano e o próximo são marcos de grandes mudanças. Para quem não está dentro destas coisas, o que se passa é que a linguagem da contabilidade nacional foi alterada, entando em vigor me Janeiro. O plano de contas (POC) actual foi todo alterado e algumas regras e formas de pensar também. Esta mudança tem por objectivo harmonizar o nosso relato financeiro com o comunitário, foram transportas para o nosso normativo várias normas internacionais. As grandes empresas já tinham algum compatibilidade, agora é extendido para todas. Mas não se aflijam as pequenas empresas, pois para elas não vai ser exigido um detalhe tão grande com para uma empresa maior.

Bem... foi isto que andei a fazer nesses dias. O curso decorreu nas instalações do IPJ do parque das nações. No sábado de manhã, cheguei cedo ao parque das nações e resolvi sair na Estação do Oriente em vez de na paragem perto da Escola Superior de Enfermagem (eu conheço-a por esse nome, mas parece-me que tem outro) e caminhar até ao local do curso. Estava nevoeiro, havia pouca gente e trânsito. Gostei daquela caminhada e percebi que o habitual vendaval na minha mente estava silencioso. Foi como se estivesse em meditação. O meu corpo mexia-se sozinho, sentia o ar fresco a passar pela roupa refrescando-me, via beleza nas linhas arquitectónicas, sentia-me em paz apesar do sono dor últimos dias ter sido mais curto. Lembrei-me que costumo atingir um estado parecido quando vou a pé para o trabalho, apesar de muitas vezes ir a ouvir rádio.

Será esta a paz dos peregrinos quando vão a pé para Fátima ou outro qualquer santuário?

Por outro lado parte dessa clareza mental devia ser da responsabilidade da cafeína, já que bebi um capuccino da marca do Dia ao pequeno almoço. Tem menos café que um café normal, das vezes que bebi não tive as mesma sensações que no café normal e consegui sentir sono perto a hora de almoço no sábado. Se não fossem os conservantes e o açúcar passava a beber sempre deste capuccino.

E assim estraguei um texto que poderia ser sério, de reflexão religiosa, mas prefiro ser honesto. Talvez tenha sido da cafeína. No regresso caminhei para casa e voltei a sentir-me bem e a cafeína já há muito que devia ter deixado de fazer efeito.

Sim, devo ser um caminhante. Ultimamente são raras as vezes em que não tenho a mente numa vertigem. A caminhar é uma, a escrever e a trabalhar. O que deixa mal um dos momentos mais importantes do dia: o da oração. Será preciso dizer mais?

Sobra-me a tristeza...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Frustração tecnológica IV

Após ter escrito estes três textos, falando do meu turbilhão emocional agora sinto-me bem mais aliviado e leve. Isto pareceu mesmo uma sessão de terapia, não que alguma vez tenha feito uma, e talvez precise, mas teve em mim o efeito que acho que teria se fosse a alguma.

Os problemas não desapareceram, mas os sentimentos estão mais apaziguados. Peço desculpa a quem algum dia leia este blog, sim ainda tenho esperanças que eu seja lido (pelo menos uma amiga minha que vai estar de férias nesta semana de Natal disse-me que iria ler), por ter estado a ler os meus desabafos. Mas no fundo a comunicação não é sempre um desabafo? Filosoficamente falando?

Frustração tecnológica III

Por fim, esta frustração é a que menos me apoquenta. O Office do meu portátil tem um prazo de 60 dias. Eu já devia calcular que era assim, mas talvez por causa do entusiasmo da compra não reparei nisso.
Na verdade pretendo continuar a usar o meu pc de 1998 para o que normalmente uso, ou seja, escrever. Na altura o vendedor arranjou-me este Office e nunca precisei de renovar licença nem nada, também não tinha net, por isso não havia a possibilidade de actualizar. Enfim o que está, está, mas agora não quero usar licenças piratas ou alheias e não quero gastar mais dinheiro. A solução vai passar por quando o prazo expirar desinstalar o programa e sacar o Open Office que é de graça. O que me aflige é se não consigo converter os meus ficheiros de Word e Excel para os congéneres do Open Office.

Frustração tecnológica II

Para além da net ando obcecado com outro problema tecnológico. O meu leitor e gravador de dvd, que comprei há mais de um ano, tem funcionado bem sempre, mas nunca tinha experimentado gravar um disco. Por mais voltas que dê não encontro solução. Leio e folheio o livro de instruções e nada. Até parece que o aparelho é de outro modelo diferente do que vem no livro.

Já experimentei, usando o portátil, usar o disco dvd +rw já com um pequeno vídeo e o aparelho lê o disco, emite o vídeo e depois quando tento gravar alguma coisa para lá, não o faz. Na parte da configuração, onde se formata os discos, algumas opções estão desligada e não consigo encontrar uma forma de as ligar.

Já pensei em comprar outro disco de dvd virgem, mas de uma das marcas que vem lá referenciadas nas instruções.

Ora como já disse anteriormente, comprei o portátil mais para poder ver as gravações que faço de programas de televisão, contando que o meu gravador cumprisse a sua parte. Começo a ver este investimento todo a ficar sem propósito. É frustrante e irritante.
Por outro lado não posso ficar muito tempo na sala a fazer experiências e a investigar porque o meu pai pode começar a implicar.

Frustração tecnológica I

Neste momento estou vivendo um momento particularmente complicado do ponto de vista emocional. Devia estar aqui a anunciar que já tinha net, do tipo banda larga móvel, mas as coisas estão a correr mal.

Comprei o modem na Staples e quando abri a caixa estranhei que o cartão SIM estivesse separado do cartão maior, também estranhei os sacos estarem abertos, mas pensei que fosse talvez devido a alguma verificação que façam antes de porém à venda o produto. Tentei e tentei ligar-me e não conseguia, dava-me o estado sempre de desligado. Tive que ligar à assistência da TMN e descobri que o cartão já tinha sido usado em Julho e Agosto e que em Novembro tinha sido desligado. Repuseram-me 200 MB dos 250 que teria direito se o cartão fosse novo e consegui navegar um bocadinho. Isto foi na sexta-feira à noite. Hoje sábado o cartão está outra vez desligado.

Ainda relacionado com a net, fui hoje a uma loja da TMN para entregar o contrato de adesão, como a assistência ontem tinha dito, mas não pude porque ao contrário do que vem a dizer no interior da caixa, nos livrinhos, é necessário um comprovativo de residência. Como me aborrece ir lá outra vez, este assunto fica para ser tratado segunda-feira. Até lá estou sem net.

Para complicar-me mais os nervos estou convencido que não vou poder navegar o que queira, pois apesar de ir requerer o serviço com um tráfego de 2MB pela amostra de ontem esse limite facilmente será atingido. E no entanto vou pagar quase 30 euros.