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terça-feira, 8 de março de 2011

O que mais gosto no Carnaval...

... é a possibilidade de não ter que sair à rua. Assim tenho feito. Hoje de manhã avancei com mais uns capítulos do Silveira. Estou perto de acabar a história e já tenho sentido alguma saudade antecipada das personagens e do cenário. Tem dado um gozo especial escrever esta história, que esteve parada quase três anos. Os episódios destes últimos dias já foram escrito no Verão.

Não sei se vou conseguir acabar hoje, mas está para breve.

Amanhã começa a Quaresma, por isso desejo a quem festeja o Carnaval um bom e para quem não festeja um dia bom. O mesmo se aplica à Quaresma, que seja para todos um momento de crescimento espiritual para uma melhor celebração da Páscoa, da Ressurreição, da Vida.

Como sobremesa deixo-vos um vídeo do grupo Dança dos Homens com uma das música que mais gosto.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Notícias deste que vos escreve

Talvez vos tenha passado pela cabeça que o reino anda meio abandonado, só com serviços mínimos. Pois tenho andado com pouca disposição para escritas aqui. Volta e meia tenho fases destas.

Desta vez tenho razões concretas para andar um pouco afastado. Devo vos dizer que de há duas semanas para cá o tempo adquiriu uma duração diferente para mim. Tomei duas decisões que tornaram a sua passagem lenta. De uma delas só falarei quando se tornar irreversível. Até lá poderei andar para trás, coisa que começo a desejar, mas não devo fazê-lo. No entanto esta incerteza tira-me alguma tranquilidade de espírito.

A segunda decisão concretizou-se no dia da greve geral, há oito dias. Eu tinha um quisto sebáceo na omoplata esquerda. Há quatro anos infectou, mas não rebentou. No último ano cresceu e resolvi tirá-lo. Neste oito dias tive noites melhores e noites piores, pois não posso dormi para o lado esquerdo, meu preferido, nem de barriga para cima. Uma chatice. Uma pequena coisa que acabou por limitar-me ligeiramente as rotinas. Hoje estou melhor, praticamente não doeu. Entretanto um ponto infectou, mas acho que já está a passar. Enfim há coisas muito piores, mas eu não seria um típico ser humano do género masculino se não andasse de rastos...

Hoje só estou a publicar a esta hora porque passei o dia todo a escrever nas minhas ficções. E também vi um filme que falarei no post de amanhã.

sábado, 2 de outubro de 2010

Dracma perdido

Acho que não deixei transparecer aqui no blog uma certo desgosto e apreensão que vivi nas últimas semanas. Pouco antes de inaugurar o blog Silveira dei por mim sem saber onde estava uma pen drive, onde estava uma cópia dos primeiros capítulos e muito mais coisas que tenho escrito. Andei desgostoso. Procurei, por todo o lado onde a podia ter deixado, várias vezes. Convenci-me do seu desaparecimento definitivo e rezei para que não fosse parar a mãos erradas.

Ontem à hora de almoço fui comprar outra, resignado. Então não é que ao chegar a casa a minha mãe disse-me que a encontrou na máquina de lavar roupa! Pelos visto foi lá parar no bolso das calças e por lá ficou escondida estes dias todos. Esta pen drive tem uma tampa que protege a entrada e por isso a estadia estes dias todos no tambor da máquina, com tantas lavagens, não a danificou.

Foi uma alegria imensa. Lembrei-me logo da parábola da dracma perdida e de como a mulher ao encontrá-la chamou as amigas. Agora tenho duas pens e mais uma motivo para agradecer a Deus esta lição. Agradecer, pois por enquanto não sei o que é suposto aprender com ela. Uma coisa é certa, no meu desgosto cheguei a pedir informalmente (já que não sei o responso) a Santo António pelo paradeiro dela ou então pela sua destruição. Não é o objecto em si que me interessava, era o conteúdo, fruto do meu trabalho de escrita que ficava por aí, ao deus dará...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Olhem só para o que me havia de dar!

Deu-me para procurar no Google alguma referência à escola onde estive mais tempo: Escola Secundária dos Anjos.

O meu percurso escolar foi atribulado. Fiz a 1ª e a 2ª classes na escola de Caneças. A 3ª e a 4ª classes foi na Escola Municipal nº 1 em Lisboa. A preparatória foi na Escola Preparatória Luis António Verney em Marvila, por não haver lugar na Escola Preparatória Nuno Gonçalves.

O 7º ano foi dos mais estranhos. Não havia vaga na Escola dos Anjos e fui colocado no Externato Marquês de Pombal na Morais Soares. Só no 8º ano é que fui colocado na Escola Secundária dos Anjos. Estive lá até ao final do 11º. O 12º foi na escola Secundária da Cidade Universitária, porque não ia haver este ano na escola dos Anjos para a minha área.

Na net encontrei algumas referências à minha escola. Uma ex-aluna num blog falava dessas tempos e nos comentários descobri um grupo no HI5. Bateu-me a nostalgia bem forte. E pior é que não me lembro de quase nada desse tempo. Como é possível? Não me lembro de quase nenhum nome dos meus colegas. Perdi contacto com todos eles.

Do que consegui descobrir no HI5 poucos membros do grupo serão do meu tempo. Eu andei entre 87 e 91 na escola. Consegui chegar a estes anos após bastantes contas pelos dedos. Aos poucos tento recordar episódios desses anos. Ao contrário de muitos da minha geração, eu não idolatro os anos oitenta nem os noventa. Não idolatro a minha infância. Vivi grande parte desses tempos criando fantasias e estudando que pouco vivi.

No 8º ano tive um colega que veio do Externato, também, que devia ser autista. Só se interessava pela História da Segunda Grande Guerra e desenhava cenas das batalhas. Uma vez teve um ataque na aula de Trabalhos Manuais agarrou num martelo e todos nós fugimos da sala. Eu gostava de ir nos furos para a secretaria passar o tempo. Estranho, não? Agora vejo que não sabia conviver com os miúdos da minha idade. Preferia os adultos. Tive dificuldades em Português. Acho que cheguei a ter aulas de apoio. Chumbei a Português e a Francês. Foi o pior ano de sempre.

No 9º ano fomos ver o Auto da Barca do Inferno em marionetas no Museu de Arte Antiga. A nossa professora de Educação Visual faltava muito, à semelhança do ano anterior. Feito estúpido não fui ao gabinete de apoio para descobrir as nossas vocações. Tive um método de estudo diferente. Tomava apontamentos num caderno e depois em casa passava a limpo. Foi bom. Acho que continuei a ter apoio em Português. Acho que tive positiva. Agora não me lembro de mais nada deste ano.

No 10º ano fomos ver uma peça de teatro a Algés, fui uma peça de Gil Vicente, acho que foi o Auto da Índia. Senti alguma diferença no ritmo escolar. Tinha mais trabalhos de casa. A minha turma acho que era o 10º A e éramos de manhã. O 10º B era de tarde. Os de manhã tinha Francês como disciplina opcional. E de tarde tinham História. Este pequeno pormenor influenciou muito a nossa vida. De manhã ficámos com uma professora de Matemática exigente, os da tarde tiveram um professor ainda pior, poucos passavam de ano com ele. Eu gostei da professora, tive 15.

No 11º ano mantive a professora de Matemática e voltei a ter 15. Tive um professor de Filosofia interessante e aberto. A professora de Cálculo Financeiro era a Directora de Turma e fazia testes bastante difíceis. Na última aula, estava a selecção de futebol a ganhar o mundial em Riade, a professora despediu-se de nós dizendo que tínhamos sido uma turma boa. Lembro-me de pensar no regresso para casa como iria ser o nosso futuro, se iríamos um dia encontrar-nos. Nesse ano deixei de ir às aulas de Educação Física. Não havia condições mínimas. Só ia quem quisesse e as aulas resumiam-se a jogos de futebol.

Ao ler os comentários no HI5 senti-me mal. Muitos já têm filhos. Têm profissões interessantes. Têm uma vida. E eu? Este blog, vivo com os meus pais. Tenho Alzheimer em casa. Escrevo para a “gaveta” e muitas vezes nem isso. Fomos a geração rasca e à rasca. E eu um falhado, looser (dito em inglês é mais cool).

Ok, fiquei deprimido.

domingo, 6 de dezembro de 2009

lei do menor esforço é um motor da evolução...

"A lei d mnor sforç e 1 mtor essncial d evlção d lngua”
por Jorge Fiel


?A lngua n e 1 qstao fexad. Ms tms d tr norms?, ?A língua não é uma questão fechada, mas temos de ter normas?
“A sferografik Bic foi trokd pl tekld”, “A esferográfica Bic foi trocada pelo teclado”
“N tard mt a ser prcis dar auls d kligrfia aos adolscnts”, “Não tarda muito a ser preciso dar aulas de caligrafia aos adolescentes”




Dinis Manuel Alves, responsável pela licenciatura em Comunicação Social do Instituto Miguel Torga, de Coimbra


Chamaram-lhe Tecla 3? Tem toda a razão para ficar chateado. Ninguém gosta de ser tratado de atrasado mental. Se está com a sensação de que lhe está a escapar qualquer coisa, dê uma espreitadela ao seu telemóvel, que não serve apenas para receber e fazer chamadas. DEF, as iniciais de deficiente, são as letras da tecla 3.

A nossa língua está a mudar a uma velocidade vertiginosa e o novo acordo ortográfico está inocente. O culpado é o telemóvel, mais concretamente as SMS, palavra hermafrodita – a maior parte das pessoas atribui-lhe o sexo feminino (que vai buscar a mensagem), mas o masculino seria o mais correcto, pois é a abreviatura de Serviço de Mensagens Escritas.

“A lei do menor esforço é um motor essencial da evolução da língua”, reconhece Dinis Manuel Alves, filho de um guindasteiro do porto do Lobito, onde nasceu há 51 anos, e que agora é o responsável pela licenciatura em Comunicação Social do Instituto Miguel Torga, de Coimbra.

A bem dizer, não é o responsável pela licenciatura, porque as SMS e o MSN não são os únicos agentes de mudança da língua. O “correctês” dá uma ajuda: o 1º ciclo é a antiga licenciatura minguada por Bolonha, o 2º ciclo respondia por mestrado e as cadeiras dão agora pelo nome de “unidades disciplinares”.

A ideia de traduzir Torga para linguagem SMS tem origem num inocente desabafo numa aula, produzido por Dinis, que é senhor de um curriculum tão trepidante e ziguezagueante como se antevê tenham de ser todos neste frenético e perigoso séc. XXI: fez Direito, foi deputado eleito pelo PS, licenciou-se em Jornalismo e vagabundeou pela rádio (TSF), televisão (TVI) e jornais (Grande Reportagem, Jornal de Coimbra, Expresso e Tal & Qual), até deitar âncora na Universidade, doutorando-se em Comunicação Social e fixando-se como professor e investigador.

“A língua nunca é uma questão fechada. Mas temos de ter normas para nos entendermos”, diz Dinis, em jeito de preâmbulo ao desabafo de quem, como ele, não acha graça ao desleixo em curso na escrita que não é propriedade privada dos alunos - a confusão entre o s e o ç levou Vara a escrever “suspenção” e um jovem professor a dirigir-se, por escrito, ao “Concelho Científico”.

O baralhanço entre o verbo estar e ter – “eu tive em Londres” - foi a mãe do desabafo: “Quem dá assim erros devia, de castigo, traduzir para linguagem SMS um diário inteiro do Torga!”.

Duas alunas engraçaram com a ideia, puseram o dedo no ar e iniciaram a empreitada de tradução de 27.882 palavras (114.796 caracteres) do Diário XII de Torga (diarioxii.blogspot.com), que viria a ser completada por duas miúdas do 10º ano, uma das quais é a Mariana, a querida que quer ser bailarina e adaptou isto a msg de tlm (ver tradução na página ...)

Intragável, a palavra que Dinis arranjou para caracterizar o resultado final deste trabalho, não se adequa, de maneira nenhuma ao magnífico entrecosto que deitamos abaixo num restaurante que estava cheio como um ovo - sábado é dia das famílias irem almoçar fora.

O Diário XII ficou intragável em linguagem SMS por que foi escrito num tempo em que os ponteiros do relógio andavam mais devagar e as professoras não eram tratadas por stôras. Também seria intragável a visão de um Cavaco de brinco na orelha, calções à guna abaixo dos joelhos, All Stars roxas e com o nome Maria, em caracteres chineses (arranjados pelo Fernando Lima), tatuados no antebraço.

Mas, como nos avisou o Dylan, os tempos estão a mudar. 1 500 SMS por semana sabem a pouco a uma maioria de adolescentes que preferem mandar mensagens aos amigos do que estar a falar com eles de viva voz. Impregnada de oralidade, simplificada, enriquecida com smileys que sinalizam o estado de espírito, a linguagem usada no Twitter e SMS veio para ficar. O operador inglês dot.mobile traduziu para linguagem SMS as principais obras da literatura britânica.

“A esferográfica Bic foi trocada pelo teclado. Não tarda muito a serem precisas aulas para ensinar caligrafia aos adolescentes”, concluiu Dinis, que ficou triste :( quando soube que, no final de um lauto almoço, tinha de empurrar o meu carro que ficara sem bateria. Só ficou feliz quando me viu pelas costas ;-).


Dinis Manuel Alves, rsponsvel pl licnciatr em Kmunikçao Scial d Institt Miguel Torga, d Cbr

xmaram-lh Tecla 3? Tem td a rzao p fkar xtead. Ninguem gst d ser trtado d atrsdo mntal. S ta c a snsçao d q lh ta a xkpar qlqr coisa, de, pf, 1 xpreitdl ao seu tel, q n serv apns p recbr e fzr xmads. DEF, as iniciais d deficnt, sao as letrs d tecla 3.
A nx lngua ta a mdar a 1 vlcidd vrtiginosa e o nv akrdo ortgrafk ta incnte. O klpdo dst rvolçao e o tel, + knkrtmnt as SMS, plavr hrmfrodt – a maior part ds pssoas atribui lh o sex fem (q vai bxcar a msg), ms o masc sria o + krect pq e a abrvtur d Srviç d Msgs Xcrits.
“A lei d - sforç e 1 mtor essncial d evlçao d lngua”, reknhec Dinis Manuel Alves, flh d 1 guindsteir d port d Lobito, ond nsceu ha 51 ans, e q agr e rspnsvel pl licnciatr em Kmunikçao Scial d Institt Miguel Torga, d Cbr.
A bem dzr, n e o rspnsvel pl licnciatr, pq as SMS e o Msn n são os unks agnts d mdanç d lngua. O “correctês” tb dá 1 ajda ao intrdzir nvs xpressoes: o 1º ciclo e a antig licnciatr mnguad pr Bolonha, o 2º ciclo rspondia pr mstrad e as kdeiras dao agr pl nom d “unidds krriklars” – dsignçao bem + xtensa e pmposa, a dmnstrar q os pdrinhs d plitikmnt krrect n acrtram a hora pl tmp d simplifikçao .

A ideia d trdzir Torga p lnguagm SMS tem n origem um incnte desbaf, prdzid numa aula pr Dinis, q e sr d 1 curriculum tao trepidnt e zigzagnte km se antevê tnham d ser tds nst frnétik e prigos séc XXI: fz Direit, foi dputad eleit pl PS, licnciou-s em Jrnalism e vagbndeou pl rádio (TSF), tv (TVI) e jrnais (Grande Reportagem, Tal & Qual, Jornal de Coimbra e Expresso), até deitr âncora n Univrsidd, doutrndo-s em Kmunikçao Social e fixnd-s km prof e invstigdor.
“A lngua nunk e 1 qstão fexad. Ms tems d ter norms p nos entendrms”, diz Dinis, em jeit d preâmbulo ao desbfo d quem, km el, n ax graç ao dsleixo em curs n xcrit q n é propriedd privd ds alns - a cnfusão entr o s e o ç lvou Vara a xcrever “suspenção” e um jvem prof a dirigir-s, por xcrito, ao “Cncelh Científico”.

O baralhanço entr o verbo estar e ter – “eu tiv em Lndrs” - foi a mãe do desabafo: “Quem dá assim errs evia, d cstigo, tradzir p lnguagem SMS um diário inteiro d Torga!”.

2 alunas engrçaram k a ideia, puseram o dd n ar e iniciaram a empritda d tradção d 27.882 palavras (114.796 caracteres) d Diário XII de Torga, q viria a sr completd por 2 miúdas d 10º ano, 1 ds quais e a Mariana, a querida q qr sr bailarina e adaptou ist a msg de tlm.

Intrgvel, a plvra q Dinis arrnjou p carctrizar o resltdo final dest trablh, n s adequa, d mneira nnhuma ao mgnífico ntrecost, akmpnhdo por 1 arrzinho de fjão mlandro, q deitámos abaixo num rstaurante q estava cheio como um ovo - sáb e dia ds famílias irem almoçar fora.

O Diário XII fikou intragável em lnguagem SMS por q foi escrit num tmp em k’os pnteiros d relógio andavam + devagar e as professoras n eram tratadas por stôras. Tb seria intragável a visão d um Cavaco d brinco na orelha, calções à guna abaixo ds joelhos, All Stars roxas e k o nome Maria, em caracteres chineses (arranjados pelo Fernando Lima), tatuados n antbraç.

Mas, km ns avisou o Dylan, os tmps tao a mudar. 1 500 SMS pr semana sabem a pouco a 1 maioria d adlscntes qpreferem mandar mgs aos amigos d q tar a falar c eles d viva voz. Impregnada d oralidade, simplificada, enriquecida com smileys que snalizm o estd d spírit, a lnguagm usd n Twitter e SMS veio p ficar. O oprdor ing dot.mobile tradziu p lnguagm SMS as principais obras d litratur britnica.

“A sferografik Bic foi trokd pl tekld.N tard mt a ser prcis dar auls d kligrfia aos adolscnts” knkluiu Dinis, q fiko trist :( rsignd qnd soub q, n finl d 1 laut almç, tnh d emprrar o meu carro q fikra s btria. So fiko fliz :) qnd m viu pls kstas ;)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A minha vocação

Tinha pensado escrever sobre vocações nesta semana, reflectindo o meu caso, e parece que pouco fiz até agora. Penso que para alguém analisar a sua vocação deverá pensar primeiro na sua história.

Resolvi falar só hoje sobre a minha vocação, pelo menos aquela que acho que tenho, por uma razão simbólica. Hoje em Lisboa começa a Feira do Livro e estou convencido que a minha vocação passa pela escrita.

Parece paradoxal chegar a esta conclusão sabendo que durante o tempo escolar não gostava de escrever. Só comecei a ter o gosto pela escrita quando deixei a escola. Passei vários anos desempregado e passando por tribulações psicológicas. Descobri na escrita uma forma de por cá para fora o que sentia, o que estava a passar. Comecei por escrever versos, fiz muitos poemas, que me ajudaram a relativizar muitos dos meus problemas.

O tempo foi passando, arranjei o meu primeiro emprego estável. Comecei a desejar ter um computador. E isto é muito importante. Eu não gostava de escrever à mão. Sou um pouco disléxico e troco muto os “pre” pelos “per” e dava muito erros. Experimentei escrever numa máquina, mas como me engano muito não gostava.

Finalmente há dez anos atrás comprei o meu computador e tudo mudou. Praticamente deixei de escrever poemas e passei para a prosa. Já tenho uma considerável obra na gaveta, nada que ache que valha a pena publicar… ainda.

Voltando à vocação. Durante muito tempo a escrita era um passatempo, mais nada. Comecei a encarar de outra forma depois de um dia de Santo António ter assistido a uma missa na igreja de São Domingos. O evangelho desse dia era a parábola dos talentos. Senti como nunca antes que aquele texto era dirigido especialmente a mim. Mesmo só com um talento tenho que o fazer render. Ora se só descubro em mim um certo talento para escrever é por aí que tenho que seguir. Isso não quer dizer que escreva exclusivamente sobre religião, para mais que gosto de escrever histórias, mas espero que um dia quando alguém venha a ler o que escrevo que reconheça a minha escrita como cristã ou que ajude alguém a descobrir Cristo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Frustração tecnológica IV

Após ter escrito estes três textos, falando do meu turbilhão emocional agora sinto-me bem mais aliviado e leve. Isto pareceu mesmo uma sessão de terapia, não que alguma vez tenha feito uma, e talvez precise, mas teve em mim o efeito que acho que teria se fosse a alguma.

Os problemas não desapareceram, mas os sentimentos estão mais apaziguados. Peço desculpa a quem algum dia leia este blog, sim ainda tenho esperanças que eu seja lido (pelo menos uma amiga minha que vai estar de férias nesta semana de Natal disse-me que iria ler), por ter estado a ler os meus desabafos. Mas no fundo a comunicação não é sempre um desabafo? Filosoficamente falando?

Frustração tecnológica III

Por fim, esta frustração é a que menos me apoquenta. O Office do meu portátil tem um prazo de 60 dias. Eu já devia calcular que era assim, mas talvez por causa do entusiasmo da compra não reparei nisso.
Na verdade pretendo continuar a usar o meu pc de 1998 para o que normalmente uso, ou seja, escrever. Na altura o vendedor arranjou-me este Office e nunca precisei de renovar licença nem nada, também não tinha net, por isso não havia a possibilidade de actualizar. Enfim o que está, está, mas agora não quero usar licenças piratas ou alheias e não quero gastar mais dinheiro. A solução vai passar por quando o prazo expirar desinstalar o programa e sacar o Open Office que é de graça. O que me aflige é se não consigo converter os meus ficheiros de Word e Excel para os congéneres do Open Office.