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segunda-feira, 7 de março de 2011

Eu que não gosto do Carnaval...

... hoje fui mascarado para o emprego.


Querem saber qual foi a minha máscara? Foi de automobilista. Ai, pois é! Fui de carro para o emprego pela primeira vez. Correu bem. O tráfego não era muito e orientei-me razoavelmente com as duas rotundas por onde tive que passar.

Mascarei-me de condutor de domingo, como é Carnaval ninguém leva a mal.

Como talvez lá para os santos mudaremos de instalações, não devo voltar a levar o meu Tartarugus. Correndo bem, vivi bastante nervosismo hoje antes do regresso.

Enfim... palermices...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O meu carro está possuído ou como os 12000 passos foram para o galheiro

Estou a gozar um resto de férias do ano passado e por isso tenho tempo para treinar a condução. Resolvi implementar um programa de aprendizagem por mim baptizado por “12000 passos”. Inspirado nos 12 passos dos dependentes em álcool, drogas ou qualquer vício, resolvi treinar a condução passo a passo, mas 12 pareceram-me poucos. Cada passo devia ser pequeno e com segurança.

Ora ter um carro tem um problema, precisa de vez em quando ir a uma bomba de gasolina. Resolvi ir lá hoje. Assim que o raio do carro se viu mais alimentado resolveu ter vontade próprio e sem eu dar por isso estava a entrar na ponde Vasco da Gama. Medo! Voltar para trás não podia. Por mais que olhasse, não encontrei nenhuma saída. Lá tive que ir até ao fim. Contrariado, mas à alerta.

Cheguei ao outro lado e rapidamente saí da autoestrada assim que pude. Fui virando sempre à direita. Alguma vez viria algum sinal a avisar a entrada para a ponte. E não é que veio sob a forma de uma rotunda? Nunca na vida pensei ficar tão contente com a aproximação de uma rotunda como hoje! Se não tivesse a conduzir, teria batido palmas e saltado. Sabem, tenho terror a rotundas, mas já me disseram, que quanto mais se quer evitar, elas aparecem.

E pronto, lá tive que pagar a portagem. Felizmente tirei a carteira do bolso a tempo e foi fácil. Conduzi com calma, sempre dentro dos limites legais. Vários veículos me ultrapassaram, mas desde a vez nas aulas em que uma bicicleta me ultrapassou, e eu ia num bmw, que nada me preocupa nesse aspecto. Mais, à ia e à vinda tive mesmo que fazer uma ultrapassagem! Ainda há que ande mais devagar!

Cheguei a casa se grandes problemas graças a algumas aulas que tive na zona de saída da ponta. A adrenalina de vez em quando ainda me fez tremer o corpo um bom bocado depois desta aventura inusitada. E a cabeça está vai não vai para doer.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Hoje ao chegar ao emprego…

… tive uma espécie de epifania. Como já aqui desabafei, eu julgava, e ainda julgo, ser um calhau. Na condução (mas começo a pensar que não devo ficar por aí). Ora, hoje descobri que continuo a ser um calhau, mas não um frio e amorfo pedaço de vulgar pedra. Não. Neste momento sou uma pedra cuspida de um vulcão. Ainda estou incandescente, mais no interior, e salpico à minha volta pequenos pedaços de lava.

Quero ser um pedaço de gelo, um cubo, um mini iceberg. Frio, aguçado nos movimentos que faço. Se sou o que sou, como vou chegar ao estado sólido da água? Físico-quimicamente é, digamos, impossível transformar o basalto em água, mas… é para isso que existe a alquimia, né?