2008
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Brett Domino - versão Natal
Ontem falei do Breet Domino e como existem muitos vídeos deixei para hoje os que foram produzidos para o Natal. Aqui vão eles:
2008
2009
2010
2010 foi um bom ano e há mais uma
2008
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Leitura literal da Bíblia
No dia de Natal vi este vídeo no noticiário da RTP.
Esta justificação dada pela Testemunhas de Jeová é bastante fraca. Qualquer católico informado sabe perfeitamente que o dia 25 de Dezembro foi escolhido por causa das festas pagãs romanas que celebravam o solstício de Inverno. Não se sabe quando Jesus nasceu, mas isso não é motivo para não celebrar o Seu nascimento.
A estratégia da igreja primitiva de associar e depois substituir as festas pagãs às cristãs foi muito inteligente. Se em 25 de Dezembro se celebra a vitória do Sol sobre a noite, nada mais acertado que celebrar nesse dia o nascimento de Jesus, verdadeira luz, que veio vencer as trevas do pecado e da morte.
A espiritualidade das Testemunhas aparece-me muito pobre e tristonha. Vivem muito agarrados à letra da Bíblia e descuram o espírito. Perante este vídeo apetecia-me perguntar-lhes como é que explicam a contradição das narrações da infância de Jesus dos Evangelho de Mateus e Lucas. Em Mateus é narrada a fuga para o Egipto da Sagrada Família a fim de fugir à perseguição de Herodes. Em Lucas vemos a sagrada família a deslocar-se nos primeiros meses de vida de Jesus a Jerusalém, ao Templo. Então foram primeiro à capital para depois fugir para o Egipto? Não faz sentido.
A explicação mais sensata é que os autores usaram tradições diferentes que circulavam nos primeiros anos da igreja. Os Evangelhos foram fixados muitos anos depois de Jesus ter Ressuscitado. Naturalmente foram escritos com um propósito apologético, pedagógico e destinados a uma determinada comunidade. Na altura não havia mercado livreiro, por isso quem escrevia, fazia-o para a cidade onde estava, para a comunidade onde estava inserido.
Mateus apresenta Jesus com o Messias herdeiro do trono de David. No Evangelho da infância já aparece a noção de que Jesus foi rejeitado pelos Seus e acolhido pelos gentios. Por isso é mais importante a adoração dos Magos e a fuga para o Egipto. Em Lucas Jesus é o Messias dos pobres, da misericórdia de Deus. Assim o evangelista dá preferência ao lado da pobreza material de Jesus, ao lado feminino do seu nascimento.
Não compreender isso é despir o Evangelho de grande parte da sua grandeza e importância. Mas já há algum tempo que percebi que as Testemunhas de Jeová não são propriamente cristãs, pois não reconhecem o Filho com a mesma natureza do Pai na Santíssima Trindade. Na verdade, penso que as Testemunhas são uma forma moderna do judaísmo de há dois mil anos. São judeus disfarçados de cristãos.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Uma longa, longa mensagem de Natal
Tenho andado com pouca disposição para a escrita, tanto aqui como nos meus projectos. Isto de andar a tirar aulas de treino de condução, mais as preocupações que isso acarreta, mais o final da convalescença da operação, mais o frio e a chuva, tudo isto e inércia inata afastaram-me das palavras e das frases. A escrita não é uma actividade natural no ser humano. O desejo que comunicação, sim. O problema é que esse desejo tem andado adormecido.
Apesar de não ter escrito, tenho pensado (é capaz de ser presunção minha dizer reflectido) sobre alguns assuntos. Aviso já que não cheguei a nenhuma conclusão. O meu pensamento (raciocínio/reflexão) não chega a tanto. Tal é a minha confusão mental que nem sei por onde começar.
Começo talvez por algo que me tocou com intensidade. A instrutora de condução disse-me esta semana que eu sou demasiado exigente comigo próprio. Na altura neguei, mas bem vistas as coisas acho que tem razão. Estou a ter estas aulas por necessidade, quero rapidamente aprender e fazer tudo bem logo. Ao perceber que o meu corpo não acompanha a aprendizagem intelectual duas coisas aconteceram: uma machadada violenta no meu ego, pois estava convencido que conseguia aprender qualquer coisa, mesmo sendo difícil; por outro lado senti-me mais tranquilo, vai levar tempo, mas chegarei lá (na altura em que ela disse-me isto eu andava um pouco em baixo porque só via os erros que fazia e não a evolução).
Ao longo das aulas fui passando por vários estados de alma: frustração, pânico, descrença, cepticismo, resignação, esperança, alívio, nervosismo, sempre e sempre o medo de errar, de causar acidentes. Nos primeiros dias a minha condução parecia de um alcoolizado. Agora não é tanto, mas direcção continua a ser um problema. Como é que é possível numa recta eu andar aos esses? Estará o mundo alcoolizado e ninguém me disse? O estado de alma actual é resignação à minha insignificância e esperança em conseguir chegar a bom porto neste empreendimento, mesmo que me custe muitas mais aulas do que estava previsto.
Este tem sido um dos temas da minha meditação (se há sinónimos ou aparentados, porque não usar?). Tem-me levado a pensar sobre a forma como me olho e quem sou. Outro tema, está relacionado com a minha personalidade, é sobre o Natal e a alegria. Como viver o Natal? O que é o Natal? O que é para um cristão o Natal? O Advento e o tempo depois propriamente chamado de Natal? Descobri que olhando em redor o Natal que vejo e acabo por viver deprime-me. Não consigo sentir-me alegre por decreto, por marca no calendário, porque os outros estão alegres.
Uma bandeira do Natal na sociedade é a família. Olho para a minha e o que vejo? Doença, sofrimento, solidão. Onde está a alegria? O meu pai ou está alucinado querendo voltar para a casa de infância (este estado pode durar em média dois dias e duas noites, sem dormir, sempre querendo ir embora e no ponto mais activo procurado a porta para ir embora) ou está cansado e dormente não querendo sair do sítio onde está. A minha mãe oscila entre o choro, a irritação com a não colaboração do meu pai, o desgosto sempre presente por causa da solidão, das canseiras e dos achaques que também tem. Eu no meio disto oscilo entre a distância que tento manter para preservar alguma lucidez ou a entrada num turbilhão de emoções (raiva, irritação, raiva e mais raiva, impotência, solidão, muita solidão). Persegue-me o fantasma de um dia herdar a mesma doença do meu pai. Tento mentalizar-me que viverei muita solidão no futuro, como sobreviverei a isto? Se não fosse a minha pouca fé, estaria bem arranjado. Provavelmente entraria para as estatísticas do suicídio.
Voltando à meditação: neste cenário onde está a alegria? Acrescento mais uma peça: a minha personalidade melancólica. O que fazer com ela perante esta necessidade de alegria? Sim, porque Jesus disse que nos quer alegres, porque afinal não temos que temer nada. Eu sou melancólico, não há nada a fazer sem violentar a minha natureza, não é? Posso ser alegre e melancólico? Triste? Só vejo uma saída: todos os meus pressupostos estão errados. O que é então a alegria cristã? Será o estado de espírito de elevação? Tem que ser algo mais. Não pode ser um sentimento, pois há pessoas propensas a uns e outras a outros. Ser alegre deve ser uma atitude perante a realidade. Será isso? Viver melancolicamente com uma atitude positiva. Parece-me uma boa meta a atingir. Não consigo andar sempre com o coração a transbordar de bom-humor, de exaltação, nem com um sorriso rasgado desde o acordar até ao deitar, nem rir ou ser a animação de uma festa.
Há dois aspectos da alegria que em faltam e fazem falta: paz interior e entrega. Quando vivo na rotina, sem preocupações, é-me fácil ser alegre, mas isto parece-me bastante egoísta. Sim, egoísta porque vivo fechado na rotina, fechado à novidade, instalado. Lamento admitir, mas dou-me pouco. São poucas as vezes em que me abrir aos outros e entreguei-me, fiz o Bem. Este lado negro desgosta-me e podem bem dizer: “ora, muda a tua atitude”. É fácil dizer, mas muito difícil fazer. Pelo menos para mim. Quando penso nestas coisas tenho dúvidas sobre se tenho realmente fé, se sou cristão sequer. Aqui lembro-me de um diálogo no livro Harry Potter e Câmara dos Segredos. O Harry questiona-se sobre se ele não estará destinado a ser um feiticeiro mau, porque tem muitas semelhanças com o Voldemort. O Director pergunta-lhe sobre o que o Chapéu Seleccionador lhe disse no primeiro ano, quando atribuiu as casas onde os alunos iam estar. O Harry disse que pedira ao Chapéu para o pôr nos Griffindor, apesar de ele ter todas a qualidade para ir para a casa conotada com os feiticeiros maus. O Chapéu fez-lhe a vontade. O Director disse-lhe que o que faz uma pessoa não são as suas características, habilidade, virtudes, mas sim as suas decisões. Eu decido-me por ser cristão, católico, apesar de não ver em mim qualidades necessárias. Insisto. Persevero. Faço caminho.
Na terça-feira coloquei no Facebook uma questão: porquê que se celebra o Natal? Só tive um comentário. É justo, a nível humano, se não participo no que os outros dizem ou fazem, porquê esperar uma reacção diferente comigo? Depois dei a minha resposta e ninguém mostrou qualquer reacção. O Natal celebra-se porque Jesus ressuscitou. O Natal está dependente da Páscoa. Sem a Páscoa o Natal não tem sentido. A alegria e esperança natalícias estão relacionadas com a ressurreição de Jesus. Celebramos o nascimento do nosso salvador, de quem nos está a ajudar a vencer a morte, o sofrimento e a atingir a felicidade.
Há uma atitude (chamar-se-á alegria?) a ter que sei intelectualmente, mas tenho dificuldades em tê-la em prática. Tudo depende do nosso olhar. Não há sofrimento. Sofremos porque o nosso olhar não está focado no Além. Se tivéssemos a atitude que Jesus teve no Calvário e na Cruz, de abandono e confiança, não sofreríamos. Porquê que não dou um sentido ao estado da minha família? À doença do meu pai? Porquê que não vejo as suas implicações e manias como um exercício necessário para crescer? Porquê que me deixo tocar pela raiva quando ele urina para o chão em vez de o fazer na sanita? Porquê que desespero perante o chora da minha mãe quando ele anda de janela em janela, porta em porta para ir embora?
Às vezes digo no escuro que é por amor que aguento isto tudo. É por amor que abdico de formar família, de ter uma juventude normal com amigos, saídas à noite, festas e convívio. Mas à luz do dia olho para mim e para a minha vida e vejo que não abdiquei de nada. Não abdiquei porque nada escolhi. Vivo assim porque é-me confortável viver assim. Vivo com os meus pais porque não me vejo a viver longe deles. Protegem-me e protejo-os. É por amor e comodismo. É por amor e medo de sair da rotina.
Então o que será alegria numa pessoa melancólica? Deve ser o mesmo que em alguém alegre: entrega e sentido para a vida. Nesta definição: serei alegre? Acho que não. Entrego-me pouco, pelo menos no sentido do relacionamento com as outras pessoas. (ouço algures no meu cérebro a voz da minha instrutora de condução: lá estás tu a ser demasiado exigente contigo próprio).
Sabem uma coisa? Não devia sentir-me triste por não ser como as outras pessoas. Não sou uma pessoa expansiva no contacto social. Não vejo a realidade da mesma forma. Isso vai trazer-me dissabores? Vai, mas mantendo-me como sou uma coisa é certa, estarei a cumprir o que Deus sonhou para mim. Quem sabe se estas deambulações melancólicas, depressivas não ajudarão alguém a ser mais autêntico e a voltar ao plano de Deus?
No Facebook disse: não dêem presentes, meus amigos, sejam presentes na vida dos outros e assim Jesus estará presente na vida deles. A quem leu isto até aqui um muito obrigado e recebam os meus votos de um Santo Natal. Desejo que sejas Jesus presente no local onde estás.
Boas festas
P.S. Fico sempre com a sensação que não disse tudo, mas isto já vai muito longo.
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Lágrimas em forma de palavras numa noite 25 de Dezembro
Peço desculpa pela linguagem que vou usar
Este Natal está a ficar marcado por ser o contrário do que devia ser. A nossa pequena família está a ficar desvirtuada num dos vários aspectos que caracterizam um família. Nestes dias não tem havido uma refeição passada em paz, tranquila, sem raiva, nervos ou gritos. A família está a desfazer-se.
Passo a explicar. Não posso dizer nada que o meu pai chama-me cabrão (a minha mãe fica irritadíssima e ofendida por mim), chama-me cão, já me chamou paneleiro. Ameaça-me bater, atirar-me com o que apanha à mão. No jantar de hoje foi àgua. Não chegou a atirar. Por acaso estava a concordar com ele, mas isso não deixou de irritá-lo. Ontem foi assim ao almoço e ao jantar. Hoje o mesmo.
Não há refeição que não tenha que interromper para ir fazer xixi. Leva um tempão para chegar à casa de banho. Muitas vezes tem feito para o chão ou no bidé, ou nos dois lugares e mais nas calças. Não vale a pena chamá-lo à atenção, só iria originar mais um momento de gritos e insultos.
Já começou a insultar a minha mãe. Aperta-lhe os braços, anda com o braço esquerdo todo dorido. Parte-me o coração vê-la a chorar.
Fizemos um bolo ontem de tarde. Ajudei e saiu a pior coisa que alguma vez fizemos. Usei um adoçante que não era indicado para bolos. Programei o forno para aquecer por cima e por baixo. Erro. Devia ser só por baixo. Não cresceu o que devia.
Mesmo a comida que ficou boa, não pôde ser saboreada por causa das complicações do meu pai. Não consegue, ou quer, comer achegado à mesa e invariavelmente cai comida para o chão. O sítio dele parece uma estrumeira. Como tem que sair para ir à casa de banho pisa aquilo.
Nós fazemos o que podemos, mas cuidar de uma pessoa assim tão conflituosa, teimosa e desconfiada, dá cabo do juízo de qualquer um.
Este Natal está a ficar marcado por ser o contrário do que devia ser. A nossa pequena família está a ficar desvirtuada num dos vários aspectos que caracterizam um família. Nestes dias não tem havido uma refeição passada em paz, tranquila, sem raiva, nervos ou gritos. A família está a desfazer-se.
Passo a explicar. Não posso dizer nada que o meu pai chama-me cabrão (a minha mãe fica irritadíssima e ofendida por mim), chama-me cão, já me chamou paneleiro. Ameaça-me bater, atirar-me com o que apanha à mão. No jantar de hoje foi àgua. Não chegou a atirar. Por acaso estava a concordar com ele, mas isso não deixou de irritá-lo. Ontem foi assim ao almoço e ao jantar. Hoje o mesmo.
Não há refeição que não tenha que interromper para ir fazer xixi. Leva um tempão para chegar à casa de banho. Muitas vezes tem feito para o chão ou no bidé, ou nos dois lugares e mais nas calças. Não vale a pena chamá-lo à atenção, só iria originar mais um momento de gritos e insultos.
Já começou a insultar a minha mãe. Aperta-lhe os braços, anda com o braço esquerdo todo dorido. Parte-me o coração vê-la a chorar.
Fizemos um bolo ontem de tarde. Ajudei e saiu a pior coisa que alguma vez fizemos. Usei um adoçante que não era indicado para bolos. Programei o forno para aquecer por cima e por baixo. Erro. Devia ser só por baixo. Não cresceu o que devia.
Mesmo a comida que ficou boa, não pôde ser saboreada por causa das complicações do meu pai. Não consegue, ou quer, comer achegado à mesa e invariavelmente cai comida para o chão. O sítio dele parece uma estrumeira. Como tem que sair para ir à casa de banho pisa aquilo.
Nós fazemos o que podemos, mas cuidar de uma pessoa assim tão conflituosa, teimosa e desconfiada, dá cabo do juízo de qualquer um.
Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo
“Que formosos são sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que apregoa a boa-nova, e que proclama a salvação!” Assim começa a primeira leitura de hoje. É Natal do Senhor Jesus, nosso Deus e Salvador! Que mais há para dizer?
Vivamos este dia com a convicção e alegria, fundadas na fé, que aquele dia em que o Senhor nasceu é o dia do nosso nascimento como gente salva. É aí que começou.
Olhemos para este dia com o olhar da Páscoa, da Ressurreição! Este dia tem toda esta carga simbólica por causa desse acontecimento. Por isso todos nós hoje fazemos anos, como baptizados, como membros do Corpo onde o Menino é a Cabeça.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Natal
Oh, como gostaria de ter uma avó e passar esta noite da consoada numa aldeia onde o frio vê-se na alvorada com geada. Gostaria de ter uma família grande, de me sentir constrangido na presença de alguns que só nestas ocasiões veria. Ter crianças à volta exitadíssimas com com a reunião e com a perspectiva de receberem as prendas. Gostaria de me sentir sem vontade nenhuma de ir à Missa do Galo, mas ir na mesma e talvez levar um priminho a dormir no colo no regresso.
Gostaria de não ter o meu pai cada vez mais incapacitado, de ter a minha mãe cada vez mais esgotada e cansada, de não me sentir tão triste e sozinho.
O que fiz pelo outros neste Natal? Só umas mensagens de sms para os meus colegas e amigos. Uns mails e uns postais electrónicos ontem.
Bem que gostaria de me sentir em comunhão com os meus colegas e amigos, mas não me sinto. A única coisa positiva que sinto é que a minha fé num futuro melhor cresceu. Olho para estes dias e vejo, desejo, que um dia eu seja feliz. Talvez isso tenha sido sentido por algum daqueles pastores que seguiram o conselho dos anjos.
Um futuro melhor.
A todos os que por acaso aqui passem, desejo um Santo Natal.
Gostaria de não ter o meu pai cada vez mais incapacitado, de ter a minha mãe cada vez mais esgotada e cansada, de não me sentir tão triste e sozinho.
O que fiz pelo outros neste Natal? Só umas mensagens de sms para os meus colegas e amigos. Uns mails e uns postais electrónicos ontem.
Bem que gostaria de me sentir em comunhão com os meus colegas e amigos, mas não me sinto. A única coisa positiva que sinto é que a minha fé num futuro melhor cresceu. Olho para estes dias e vejo, desejo, que um dia eu seja feliz. Talvez isso tenha sido sentido por algum daqueles pastores que seguiram o conselho dos anjos.
Um futuro melhor.
A todos os que por acaso aqui passem, desejo um Santo Natal.
Trans-Siberian Orchestra
Nos últimos anos, nesta altura, tenho ouvido na internet músicas desta banda. Que tal juntar o espírito natalício ao hard rock?
Comecemos por uma versão mais “soft”
Esta é versão original
Aqui fica outro exemplo de hard rock natalício
Parece-me que nunca passaram por cá (mas posso estar errado), aqui fica um vídeo de apresentação para a actual tour. O espectáculo parece ser grandioso.
Mais uma curiosidade (pergunto-me se alguém vai dar-se ao trabalho de ver isto tudo), esta banda fe´z este tema pegando numa parte muito conhecida da ópera de Mozart "A Flauta Mágica". Está gira e acho que o autor iria gostar.
Termino com outro vídeo oficial deles que se pode encontrar no seu site
Comecemos por uma versão mais “soft”
Esta é versão original
Aqui fica outro exemplo de hard rock natalício
Parece-me que nunca passaram por cá (mas posso estar errado), aqui fica um vídeo de apresentação para a actual tour. O espectáculo parece ser grandioso.
Mais uma curiosidade (pergunto-me se alguém vai dar-se ao trabalho de ver isto tudo), esta banda fe´z este tema pegando numa parte muito conhecida da ópera de Mozart "A Flauta Mágica". Está gira e acho que o autor iria gostar.
Termino com outro vídeo oficial deles que se pode encontrar no seu site
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Estandartes de Natal
Atenção! Querem ter um pai natal pendurado de alguma janela da vossa casa? E porque não fazer outra coisa mais cristã.
Surgiu uma iniciativa que quero divulgar. Pendurar um estandarte com o Menino Jesus. É muito mais apropriado do que o pai coca-cola natal.
Aqui fica o link http://www.estandartesdenatal.org/index.htm
Surgiu uma iniciativa que quero divulgar. Pendurar um estandarte com o Menino Jesus. É muito mais apropriado do que o pai coca-cola natal.
Aqui fica o link http://www.estandartesdenatal.org/index.htm
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Fecho do ano
Esta altura do ano, para muita gente, é tempo de festa e de férias. Quem pode viaja para locais mais quentes ou mais frios. Muita gente faz isso... excepto quem trabalha como eu numa multinacional, na área financeira e tem algum sentido de responsabilidade.
Até ao Natal até que pode-se viver o espírito festivo, mas daqui em diante só se pensa nos prazos, deadlines (palavra curiosa, linha da morte, linha mortal), nas tarefas que se precisa fazer e que só existem nesta altura do ano, nos inevitáveis atrasos, nas horas extra que somos obrigados a fazer, no próximo fim-de-semana que deverá ser passado a trabalhar e quem sabe parte do outro a seguir.
Nos fechos do mês e, sobretudo, no fecho do ano tenho pena de não trabalhar noutra área, numa área que não estivesse tão pressionada. Ou então devia trabalhar numa empresa normal, pequena que fecha o ano lá para Março...
Até ao Natal até que pode-se viver o espírito festivo, mas daqui em diante só se pensa nos prazos, deadlines (palavra curiosa, linha da morte, linha mortal), nas tarefas que se precisa fazer e que só existem nesta altura do ano, nos inevitáveis atrasos, nas horas extra que somos obrigados a fazer, no próximo fim-de-semana que deverá ser passado a trabalhar e quem sabe parte do outro a seguir.
Nos fechos do mês e, sobretudo, no fecho do ano tenho pena de não trabalhar noutra área, numa área que não estivesse tão pressionada. Ou então devia trabalhar numa empresa normal, pequena que fecha o ano lá para Março...
domingo, 28 de dezembro de 2008
Regresso pós-natalício
Estou a escrever este post/mensagem/texto directamente do meu portátil no blog. É a primeira vez.
O Natal correu bem, não tive aborrecimentos e até vi resolvido um dos meus problemas tecnológicos: consegui pôr o gravador de dvd a gravar para discos. Fiquei contente. Senti como uma prenda do Menino.
Este sentimento reforçou-se mais ao perceber que só resolvi o problema do dvd através de uma consulta que fiz à net. Ficou tudo encadeado.
Também tenho reflectido sobre o tom em que escrevi os posts do Natal. Peço desculpa pelo tom sombrio, em parte deve-se ao meu desajustamento com a sociedade e em parte deve-se às dificuldades quem andava a ter e que aqui deixei patentes.
Decididamente prefiro escrever no outro teclado. Parece-me que vou escrever poucas vezes directamente aqui como hoje.
Boas Festas!!!
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Natal... Na província neva
Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Stou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!
(Notícias Ilustrado, n.º 29, 30 de Dezembro de 1928)
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Stou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!
(Notícias Ilustrado, n.º 29, 30 de Dezembro de 1928)
Chove. É dia de Natal.
Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
Mensagem
Deixo aqui dois poemas do Fernando Pessoa que tratam o Natal.
O "Natal na província neva" é dos poucos que sei recitar.
Ao outro acho piada pela desconstrução.
Desejo a quem ler isto um Santo Natal e que nasça na sua vida a Esperança!!!!
O "Natal na província neva" é dos poucos que sei recitar.
Ao outro acho piada pela desconstrução.
Desejo a quem ler isto um Santo Natal e que nasça na sua vida a Esperança!!!!
Outra história de Natal
Há seis ou sete anos, resolvi ser eu o Menino Jesus dos meus pais. Levantei-me antes deles e fui cumprimentá-los à cama. Discretamente deixei uma nota nos chinelos de cada um e uma lupa para o meu pai, pois estava a ficar com a vista fraca.
Foi muito giro. Ficaram muitos surpreendidos.
Foi muito giro. Ficaram muitos surpreendidos.
Uma história de Natal
Era uma vez uma menina de uma família de agricultores. A vida deles era repartida no trabalho das terras e no trabalho dos homens da casa na cidade. Não havia dinheiro para mais que o essencial. De vez em quando haviam dívidas. Depois vinham os trabalhos redobrados para as pagar.
Dos cinco irmãos, só a menina e o irmão mais velho andaram na escola. Uma outra irmã passou por lá e aprendeu o suficiente para escrever e ler. Na escola da menina havia meninas como ela, filhas de lavradores, e meninas de famílias mais ricas.
Por altura do Natal uma menina mais rica contou à menina que na noite de Natal punha o sapato na lareira e no outro dia havia lá prendas. Que o Menino Jesus descera pela chaminé e deixara lá o presente. A menina ficou a pensar no assunto e nessa noite resolveu deixar na lareira os tamanquinhos, sapatos era coisa que não tinha.
Na manhã de Natal foi à cozinha ver os seus tamanquinhos e a única coisa que havia era frio que sentia nos pés antes e depois de calçá-los.
A menina é a minha mãe e isto passou-se na década de quarenta do século XX no Alto Minho.
Dos cinco irmãos, só a menina e o irmão mais velho andaram na escola. Uma outra irmã passou por lá e aprendeu o suficiente para escrever e ler. Na escola da menina havia meninas como ela, filhas de lavradores, e meninas de famílias mais ricas.
Por altura do Natal uma menina mais rica contou à menina que na noite de Natal punha o sapato na lareira e no outro dia havia lá prendas. Que o Menino Jesus descera pela chaminé e deixara lá o presente. A menina ficou a pensar no assunto e nessa noite resolveu deixar na lareira os tamanquinhos, sapatos era coisa que não tinha.
Na manhã de Natal foi à cozinha ver os seus tamanquinhos e a única coisa que havia era frio que sentia nos pés antes e depois de calçá-los.
A menina é a minha mãe e isto passou-se na década de quarenta do século XX no Alto Minho.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Natal
Eu, como muita gente, não sou lá grande apreciador do Natal. Gosto muito mais da Páscoa (neste aspecto já não devo ser tão acompanhado). Por tradição familiar, o Natal nunca foi uma festa. Tive sempre os meus natais só com os meus pais, não tive a sorte de pertencer a uma família unida e com uma avó aglutinadora. Actualmente a família materna está afastada de nós por desavenças, a paterna está longe e sem qualquer tradição de comemoração em conjunto.
Por isso a festa natalícia para mim resumia-se em criança a algum presente da empresa do meu pai, uma apetitosa caixa de sortido da Cuétara e alguma peça de roupa. Não era mau, os meus pais nunca tiveram sequer isso, mas em comparação com as outras crianças eu sempre estive à parte. Agora sei disso, na altura acho que não ligava, pelo menos até à adolescência. Outro ponto de interesse dos meus natais juvenis era a programação da televisão.
Houve uma fase em que o Natal como agora se vive perdeu totalmente a sua magia. Na adolescência percebi que os meus presentes não tinham qualquer graça e ficava triste. Depois deixei de pensar nisso, aproveitava a televisão e a melhoria das refeições.
Do ponto de vista religioso ainda não consegui entrar completamente no espírito da festa. Talvez por eu ser um pouco melancólico e depressivo, que me é difícil descobrir ano após ano motivos de redobrada esperança. É bem mais fácil viver intensamente a Quaresma e a semana Santa. Já a alegria da Páscoa custa a lá chegar, mas a Primavera ajuda e a teologia também.
Se calhar é por causa de ser muito fechado, de ser muito caseiro, de ser avesso a andar de noite na rua e achar dificuldades em sair mesmo de tarde é que o Natal, o verdadeiro Natal, o da Festa da Esperança me parece inacessível. O Natal para mim só teria verdadeiro sentido, religiosamente falando, se por exemplo na noite de consoada eu deixasse a minha casa e fosse ser voluntário para uma instituição de solidariedade, se fosse distribuir refeições pelos sem-abrigo da cidade.
O Natal atira-me à cara o meu comodismo, a minha cobardia e o meu pecado.
Por isso a festa natalícia para mim resumia-se em criança a algum presente da empresa do meu pai, uma apetitosa caixa de sortido da Cuétara e alguma peça de roupa. Não era mau, os meus pais nunca tiveram sequer isso, mas em comparação com as outras crianças eu sempre estive à parte. Agora sei disso, na altura acho que não ligava, pelo menos até à adolescência. Outro ponto de interesse dos meus natais juvenis era a programação da televisão.
Houve uma fase em que o Natal como agora se vive perdeu totalmente a sua magia. Na adolescência percebi que os meus presentes não tinham qualquer graça e ficava triste. Depois deixei de pensar nisso, aproveitava a televisão e a melhoria das refeições.
Do ponto de vista religioso ainda não consegui entrar completamente no espírito da festa. Talvez por eu ser um pouco melancólico e depressivo, que me é difícil descobrir ano após ano motivos de redobrada esperança. É bem mais fácil viver intensamente a Quaresma e a semana Santa. Já a alegria da Páscoa custa a lá chegar, mas a Primavera ajuda e a teologia também.
Se calhar é por causa de ser muito fechado, de ser muito caseiro, de ser avesso a andar de noite na rua e achar dificuldades em sair mesmo de tarde é que o Natal, o verdadeiro Natal, o da Festa da Esperança me parece inacessível. O Natal para mim só teria verdadeiro sentido, religiosamente falando, se por exemplo na noite de consoada eu deixasse a minha casa e fosse ser voluntário para uma instituição de solidariedade, se fosse distribuir refeições pelos sem-abrigo da cidade.
O Natal atira-me à cara o meu comodismo, a minha cobardia e o meu pecado.
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