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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Então foi assim... 2010

Jantei um comer igual ao da Consoada, mas desta vez o molho tinha um pouco mais de sal. Foi melhor. Lavei a louça e estou a escrever isto ao mesmo tempo que ouço o que se passa na Fox através da do site estádio de futebol.

Então isto era suposto ser um balanço do ano. Tenho pouca vontade de pensar e lembrar-me o que se passou. A nível da política o que se passou foi amplificado pelos media, mas esta também foi usada pelos políticos.

O ano começou, a nível político, com a novela do financiamento da Madeira. O Governo ameaçou demitir-se. Depois veio o Orçamento, o PEC e o PEC II. No Verão o que se passou? Ah, a data fatal de 9 de Setembro. O Presidente demite, não demite o Governo. Veio a data final e ficámos na mesma. Pouco depois ficámos pior, vieram os mercados, os juros, a dívida pública. Veio a novela da aprovação do Orçamento e as medidas de austeridade. E o FMI, vem? Não vem? Isso fará parte do balanço do ano que daqui a pouco começa.

Que mais aconteceu? A tragédia da Madeira. A tragédia da selecção. Incêndios, mas isso não é novidade. Algumas cheias no Outono. A cimeira da NATO mais o medo dos confrontos, que não aconteceram. O Benfica foi campeão, mas provavelmente não chegará ao bi. O Mourinho é o maior. O Ronaldo foi pai e está a fazer uma época espectacular.

A nível internacional tivemos os mercados loucos por destruir países. Foram a Grécia e a Irlanda. Portugal, Espanha, Itália e agora a Bélgica estão na lista de espera. Porquê isto? Porque a Alemanha e França estão a pensar mais em si do que na União, que tanto querem governar.

Tivemos o resgate dos mineiros do Chile. A única boa notícia, verdadeiramente boa.

Não tenho muitas notícias sobre música, cinema ou literatura. A saga do Harry Potter está a chegar ao fim. Tivemos mais um cd dos Arcade Fire, o único que ouvi constantemente desde que saiu. Também houve Deolinda, Anaquim e o dvd de Avatar versão extendida.

Foi o ano do reconhecimento internacional do Facebook. Até este que vos escreve lá foi parar. Neste momento o Facebook é o terceiro país mais populoso do mundo.

A nível pessoal o que há a dizer? Abri-me mais ao mundo: Facebook, novo blog com a ficção Silveira. Meti-me neste pesadelo da condução e na compra de um carro. O meu pai está mais ou menos na mesma que há 365 dias. Nesses dias ele andava agitado, passou dias a andar de um lado para outro. Por isso, fico contente por não está pior. A minha mãe está mais cansada. E eu mais deprimido.

Devo ter esquecido coisas muito importantes. Sim, estava a esquecer-me da visita do Papa a Portugal. Foi importante a nível nacional e pessoal.

Está a fazer-se tarde se quero publicar isto antes da meia noite. Por isso, desejo a todos um excelente 2011.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Balanço do último dia do ano de 2009

O dia de hoje foi diferente porque esforcei-me para ser. Mas antes de falar disso, quero contar um pensamento que tive no autocarro a caminho do trabalho.

Vi um senhor idoso a entrar. Trazia uma canadiana. Sentou-se lá à frente. Vinha outro senhor com ele, que se sentou um pouco mais atrás. Passado um pouco o primeiro olhou para o segundo e sorriu-lhe. Foi um sorriso jovem, aquele senhor parecia ter um espírito jovem. No entanto o corpo não é jovem. Tem mazelas.

Perguntei-me se ele quando tinha a minha idade imaginaria que a sua vida o levaria por aquele caminho. Ele alguma vez julgaria que viria um dia a precisar de um canadiana? Como me imagino eu com setenta, oitenta anos? Percebi que imagino-me sentindo-me exactamente como agora. Não posso estar mais errado. Certamente o meu corpo não terá a força de agora, não andarei tão depressa, não terei as actuais capacidades mentais (isto por razões familiares preocupam-me muito). Deveria preparar-me para a inferioridade física e mental que inevitavelmente virão... se lá chegar, está claro.

O meu dia foi pautado pela passagem do tempo e, mais concretamente, pela passagem do ano. Comecei a festejar (coisa raríssima em mim) à dez da manhã. Ia controlando neste site a passagem da meia-noite pelos fusos horários e quando atingia a meia-noite nalgum sítio eu chamava atenção aos colegas e cumprimentava-os. Foi muito divertido. Ao passar pela Austrália foi de meia em meia hora. Todos acharam-me maluco, mas gostei.

Por isso a quem passar por aqui desejo Feliz Ano Novo de 2010, com tudo o que mais desejam. E que o Senhor Jesus vos (nos) proteja.

Balanço do ano - jogos

Neste ano descobri o jogo CantrII.

Já jogava o Hattrick há algum tempo. Há um outro do mesmo género chamado Xpert Eleven, onde jogo também. A dada altura estava farto destes jogos e procurei na net outra coisa. Vi vários e acabei por descobrir este. Escolhi-o porque não precisava de instalar nenhum programa e permitia exercitar a criatividade.

No Cantr temos a possibilidade de desenvolver até quinze personagens num mundo onde elas interagem com personagens controladas por outros jogadores. A máquina aqui só intervém para controlar o tempo e as acções dos animais. As nossas personagens podem ser tudo o que a nossa imaginação permitir naquele mundo onde não há nada, excepto o que as personagens constroem. Podemos ter nómadas caçadores e recolectores até líderes de cidades.

As personagens de um jogador não podem conhecer-se excepto se isso acontecer dentro do jogo, nem podem ter conhecimento de factos que nós, os jogadores, sabemos. Por exemplo se numa localidade há uma revolta, na localidade ao lado a minha personagem se estiver para se deslocar para lá e não souber da revolta terá que agir como se não soubesse e tomar as decisões em conformidade.

As regras são simples, mas dão muito por onde pegar e pensar. Uma vertente importante do jogo é o fórum. É aconselhado a todos os jogadores visitarem o fórum. Não podemos falar do que acontece no jogo, antes que passem 4 dias, mas há muito para debater e também conviver. Aprende-se bastante a jogar acompanhando o que se passa no fórum.

De vez em quando há fases no jogo em que pensei desistir. O jogo normalmente é lento, mas há picos de actividade que tornam o jogo mais interessante. E depois tudo depende do tempo e empenho do jogador.

Há um blog de um jogador brasileiro bastante empenhado e interessado no jogo. Visitem.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Balanço do ano

2009 também foi para mim um ano de auto-descoberta. Eu sabia que tinha a escrita como algo que definia-me como pessoa. Sou um homem da palavra escrita e não da falada. Explico-me muito melhor escrevendo do que falando. Engasgo-me. Acobardo-me. Também por isso ando normalmente em dessintonia com os meus colegas do trabalho. Também por isso escrevo tanto aqui.

Mas descobri que não sou só um servidor da palavra escrita. Sou um servidor da arte como expressão de criatividade. Nas minhas férias de Verão fiz as filmagens para um filme que terminei neste mês. O trabalho de edição e escolha da banda sonora foi difícil, angustiante, mas fascinante. Quando terminei descobri-me como artista. Eu vivo para concretizar sonhos. Se não tenho ferramentas, pesquiso na internet, dou a volta aos problemas. Crio. O resultado até pode nem ser nada de especial, mas estou satisfeito por ter levado aquele sonho em diante.

Estou certo que uma das causas deste crescimento foi a minha abertura ao mundo feita através deste blog. Escrever para quem não conheço, não sabendo se iria ser lido, nem as reacções que posso provocar mudaram a minha percepção. Está a ser terapêutico. O facto de estar a coberto do anonimato também ajudou.

Escrevi muito, tanto aqui no blog como nos meus projectos pessoais, embora ache que estou a prejudicar estes por causa daquele.

Balanço do ano - filmes

Este ano fica marcado pelo meu regresso ao cinema. Recentemente fui ver o Avatar. Para além disso, vi o dvd do último Harry Potter e foi o primeiro filme da série que gostei e não tenho quaisquer reservas ou reparos a fazer.

Vi em dvd o filme “Tudo o que perdemos” e gostei bastante dele, tal como aqui falei. Comprei o dvd “O Grande Silêncio” e também gosto bastante dele.

Que mais? Vi o Persepolis, que condiz bem com o livro Caderno Afegão.

E há esta época de festas natalícias em que pode-se ver alguns filmes de sucesso.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Balanço do ano – música III

Para terminar esta secção do balanço quero contar a minha história com a banda Muse. A nossa história tem algum tempo. Há mais de um ano gravei um espectáculo deles que passou na RTP2. Eu gostava de algumas músicas, mas havia ali algo no espectáculo que me fez apagar a gravação.

O tempo passou. Neste ano saiu mais um disco, por curiosidade fui ao site e ao myspace deles. Gostei do que vi e ouvi. Eles têm uma secção para quem se registe no site onde podemos assistir aos dvds por eles editados com actuações ao vivo. Reconciliei-me com a banda e aproveitando uma promoção da Fnac comprei os três primeiros cd's da sua discografia. Naturalmente passei-os para o mp3 (acto legal, já que podemos fazer uma cópia dos cd's que compramos). Aqui a nossa relação atingiu um novo nível. Ouvi muito, principalmente quando ia para o trabalho a pé. Ouvi tanto que percebi a dada altura que isso estava a ter um efeito indesejado. Ainda não sei bem porquê, mas quando chegava ao trabalho a ouvi-los sentia-me ainda em mais dessintonia com os meus colegas do que o habitual.

Eu gosto das músicas, talvez seja porque só eu gosto e não posso partilhar este meu gosto com ninguém. Mas o mesmo acontece com os sigur rós e outros. Não sei. O que constatei é que sentia-ma afastado dos colegas. Por isso tenho ouvido menos e escolho só alguns temas.

Aqui ficam alguns vídeos.







~

Balanço do ano – música II

Falando agora de temas que me marcaram. A maioria deles está expressa ao longo do ano no blog. Vejam a publicação “Pop no feminino”, “The Gossip” ou “Metric”. Andei muito acompanhado por vozes femininas. Repito aqui alguns vídeos.







Não cheguei a escrever aqui, mas comprei a caixa com a discografia dos Beatles. É sem dúvida um marco na minha história pessoal.

A nível mundial o ano fica marcado pela morte do Micheal Jackson. Não comprei a discografia dele. Duvido que desapareça. Primeiro quero comprar a dos Pink Floyd, que ando a namorar há anos.

Por fim aqui fica, na minha opinião, a canção do ano e da qual não cheguei a falar aqui. Ouvi tantas vezes na rádio no trabalho que acabei por gostar dela.



Aqui fica outra do mesmo David Guetta.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Balanço do ano – música I

No que diz respeito a música o ano de 2009 marca uma viragem na minha forma de a consumir e adquirir. Comecei logo no início do ano ao descobrir o New Max. Foi o primeiro disco que saquei e não possuo cópia física. O mais interessante é que saquei-o legalmente. Até agora não me lembro de ter sacado nada ilegalmente.

Depois dele fiquei atento a notícias sobre música grátis na net. Também pesquisei. Assim consegui alguns singles dos Placebo, Metric, Air e projectos a solo dos membros dos Sigur Rós. Descobri site dos espectáculos dos Metallica.

A nível nacional descobri o projecto do Henrique Amaro na Optimus e tenho descoberto muita música lá, livre e grátis.

No momento que estou a escrever isto estou a ouvir música disponível na plataforma Jamendo onde há horas e horas de música que os autores disponibilizam. A dificuldade é encontrar algo que nos marque verdadeiramente. É que para mim adquirir música não é algo de usar de deitar fora. Só quero adquirir algo que valha a pena. Este site permite ouvir a música sem proceder logo ao download. Ainda não saquei nada daqui.

A forma como ouço música alterou-se com esta nova forma de adquiri-la e também por causa do mp3. Tenho ouvido muito nele, tanto no trabalho como no caminho. Por outro lado ouço também no computador. Até este ano ouvia na rádio ou através dos cd's. Tudo mudou. Agora o leitor de cd's passa muito menos música.

Balanço do ano - livros

Vou tentar deixar as minhas questões de lado e fazer o balanço do ano (vejo uma certa contradição nesta frase, pois o balanço é meu e será influenciado pelas minhas questões).

Hoje começo pelas leituras. 2009 fica marcado pela literatura fantástica, tal como outros anos, mas neste li mais intensamente livros desse género e tomei consciência que gosto bastante desse universo.

Li vários livros das Crónicas de Allaryia do Filipe Faria, li os quatro livros do Crepúsculo (que estou a reler, nestas alturas de depressão uma pessoa volta a onde foi feliz), reli o Eragon e o Eldest e li o recente Brisingr. Isto perfaz uns bons milhares de páginas, já que nenhum destes livros é “menino” para menos de duzentas.

Por outro lado cheguei à conclusão que o que ando a escrever actualmente também se insere numa certa forma de literatura de fantasia.

Só mais duas notas interessantes: recomendo o livro Caderno Afegão, recomendo. A outra nota foi para um encontro incrível que tive com o autor do livro A Especiaria, António Oliveira e Castro numa tarde de chuva em Maio na Feira do Livro. Gostei do livro e gostei da conversa que tivemos. Graças a ela tenho me aberto um pouco mais ao mundo aqui no blog. Em termos de livros e afins, acho que este encontro marcou o meu ano.