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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Quando estamos em baixo, a chegada à empresa é ainda mais penosa. Ter que mentir para que não nos façam perguntas, à quais não queremos responder... é lixado.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Eu que não gosto do Carnaval...

... hoje fui mascarado para o emprego.


Querem saber qual foi a minha máscara? Foi de automobilista. Ai, pois é! Fui de carro para o emprego pela primeira vez. Correu bem. O tráfego não era muito e orientei-me razoavelmente com as duas rotundas por onde tive que passar.

Mascarei-me de condutor de domingo, como é Carnaval ninguém leva a mal.

Como talvez lá para os santos mudaremos de instalações, não devo voltar a levar o meu Tartarugus. Correndo bem, vivi bastante nervosismo hoje antes do regresso.

Enfim... palermices...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Cá estou eu no escritório... ontem saí às onze da noite. Hoje fui à missa e vim para aqui. Não sei quando sairei...

sábado, 8 de janeiro de 2011

1ª Lei de Jota

Formulei hoje esta lei universal:

1ª Lei de Jota : O cansaço acumula-se, mas o descanso não.

Estou de rastos por estar há dois dias a sair do trabalho às 22 horas e acordar às seis da manhã, pois não dispenso o meu tempo de oração.

E assim começa um fim-de-semana a trabalhar

Yes, I am...


domingo, 2 de janeiro de 2011

Anatomia de jota

Quando pensei em escrever este texto tinha como título para ele algo género: lista de medos e preocupações, mas ao escolher os elementos da lista lembrei-me da Anatomia de Grey. Vá-se lá saber porquê...

Ora então é assim: para este ano tenho algumas preocupações e medos, mais especificamente para os próximos meses, dois, dois e meio.

Amanhã começa a sério o período mais excitante e cansativo, assustador e complicado do ano a nível de trabalho. A minha empresa tem que ter o ano de 2010 encerrado financeiramente na sexta-feira. Para tal temos que ter todas as facturas de fornecedores contabilizadas na terça. Coisa impossível, já que muitas ainda não saíram para o correio. Aqui entramos nós do Controlo de Gestão, temos que fazer previsões, coisa que odeio. Porquê? As previsões podem ser de dois géneros: estimativas com base nos custos do ano até à data; com base em faxes, mails e notas de encomendas. O que me faz desgostar fazer previsões é ter que contabilizar aqueles custos. A Contabilidade e a Tesouraria costumam contabilizar nas outras alturas, mas para as previsões somos nós. Ora não temos a prática do dia-a-dia e levo muito tempo a descobrir quais as contas e como devemos dividir os custos pelos centros de custos e actividades. Enfim, é chato e trabalhoso, para além de estar sujeito a mais erros por falta de hábito. Por outro lado lá para Março terei que analizar as contas de acréscimos e regularizar as previsões. Uma chatice.

Para além destas previsões tenho que conferir as vendas e o valor de rappel (desconto financeiro que se dá aos melhores clientes como incentivo ao investimento) dados pelo departamento comercial. Esta conferência terá como consequência mais previsões. Terei que comparar os valores contabilizados das vendas com os dados do programa de facturação para ver se não houve nenhuma falha e se contabilizámos tudo nos períodos certos.

Há diversos moimentos a ser feitos nas contas de acréscimos e deferimentos na área dos salários. Não sei se serei eu a fazer isso este ano. Como já aqui disse houve a mudança da base de Oracle para Postgres e isso implica mais tempo gasto em procedimentos informáticos.

Terei que fazer conferências dos movimentos dentro do grupo de empresas, nós somos um grupo de dez com relações entre elas e tenho que verificar se o que uma registou a outra fez o correspondente do outro lado. Normalmente leva pouco tempo, mas nunca se sabe... o volume de movimentos neste mês de Dezembro duplica ou triplica e erros sempre acontecem.

Por causa disto e de outros pequenos pormenores estou desconfiado que o próximo fim-de-semana será passado no escritório, para na segunda-feira dia 10 os nosso patrões franceses não nos chatearem.

Nesta semana, começando já amanhã, temos que gerir ansiedades, tensões, pressões, todo um stress gigante que altera os nossos comportamentos. Há quem ande preocupado com a saúde no seio da sua família, vários familiares, várias patologias. Há quem seja demasiado obcecado com o que faz que não nos dá espaço para a descontracção. Todo o grupo de pessoas tem um líder natural, quando essa pessoa tem problemas pessoais costuma reflectir-se no grupo. Num período de grande tensão como vai ser esta semana vão surgir conflitos. A bem da verdade, já vêem da semana passada. É esta parte da lista que me fez lembrar a Anatomia de Grey ou outra qualquer série que aborda o lado pessoal das personagens num qualquer contexto profissional.

Outros medos e preocupações passam pela pressão e medo que sinto por causa do carro que comprei. Ainda não estou minimamente em condições para pegar nele, mas só depois do meio do mês é que vou voltar às aulas. Temo perder a pouca prática ou ritmo que tenho agora. O pior é que amanhã começam as obras nas instalações para onde iremos mudar (causa única para eu comprar a porcaria do carro).

Sempre que me ponho a pensar naquilo em que me vou meter só penso que não sou capaz. Certamente há pessoas assim: incapazes de conduzir um carro. Pergunto-me como é que consegui tirar a carta. Não me lembro de ter tido estes problemas em manter a direcção do carro. Terei algum problema físico? Será o medo? A contrariedade? Vê-me muitas vezes à mente a ideia de que estou a caminhar para o desastre. Se continuar a insistir em conduzir, irei ter um acidente pouco depois de pegar no meu carro. Ou pior, uns tempos depois, quando já me sentir mais confiante. Outro problema é que tenho mais medo que sair deste emprego e procurar outro. Sou um cobarde que foge de medo em medo.

Depois tenho a situação do meu pai. Tenho que ir pedir mais receitas ao neurologista. Sempre que o faço por telefone, sofro. Odeio telefonar, sobretudo para sítios e pessoas que não tenho confiança. Ir lá fazer o pedido é um desperdício de tempo, se pode ser feito por telefone e tempo é coisa que não vou ter estas duas semanas. O meu pai está cada vez mais difícil de aturar, mas vejo-me sem saídas fáceis. Pô-lo num lar, estou convencido que seria uma sentença de morte em poucos meses. Se ele se recusa a comer connosco, o mesmo aconteceria lá, mas lá não haveria ninguém que insistisse o que nós insistimos. Tenho o exemplo de uma vizinha que foi-se degradando muito depressa. Em casa não teve uma pessoa que a acompanhasse mais de perto. Falhava tomas de medicamentos, recusava-se comer. Foi para um lar e depois para outro e ao fim de poucos meses morreu. Foi a doença, mas também foi fraqueza em combatê-la. No entanto tenho que tomar uma decisão e arranjar apoio domiciliário.

Preocupa-me o dinheiro que irei gastar com o carro, principalmente se arranjarmos apoio domiciliário. O ano será mais caro e terei menos folga financeira graças aos impostos.

Preocupa-me o futuro. A solidão que um dia inexoravelmente virá e que seja o mais tarde possível. Se não estou preparado para conduzir, como poderei estar preparado para viver sozinho? E se eu herdar a doença do meu pai? Quem vai cuidar de mim? Quem vai escrever que anda preocupado com a forma como me vai cuidar?

Preocupa-me o que deixarei quando partir. Quase de certeza não deixarei descendência. Deixarei livros? Versos? Alguém os lerá? Para quê tantos sonhos, se depois cai-se no esquecimento? Cair não se cai, se nunca se deixou de ser anónimo?

Tal como na Anatomia de Grey, a personagem principal da Anatomia de Jota anda mergulhada em depressões e dúvidas existenciais, mas ao menos a Meredith tem um par...

P.S.: Ok, fiquei deprimido. Até que estava bem disposto, mas deu-me isto. Na quinta-feira publiquei um post que me animou, mas na sexta o dia correu mal. Talvez amanhã seja diferente.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Plano

Como disse aqui há uns dias que havia duas coisas que estavam a alterar a minha percepção do tempo. A primeira foi a operação ao quisto, que por sinal já está melhor, já não tenho os pontos (tirados ontem, os segundos). Tive complicações e isso complicou-me a vida com a segunda coisa.

Resolvi comprar um carro. Já está feito. Foi isto que fez-me alterar a forma como o tempo tem passado. Terei feito bem? Terei escolhido mal? Precipitei-me? Irei morrer ou matar alguém porque tomei esta decisão? Porque foi me meter nesta alhada?

Para piorar as coisas não disse à minha mãe que ia comprar o carro até ao dia em que dei o sinal. Até esse dia o tempo ainda pareceu mais estranho. Tive medo que ela me dissuadisse, que o medo dela me dissuadisse. Já isso acontecera antes. Mas eu tinha que comprar a porcaria do carro. Porquê? Porque a porcaria da empresa em que trabalho vai mudar de instalações e os transportes públicos da minha zona para lá levarão uma hora e meia nos dias normais e duas ou mais nos piores. Teria que apanhar duas camionetas para fazer uma distância que por carro devo levar vinte minutos a andar devagarinho. É só por causa disso. Eu até suporto os problemas das viagens de comboio com o meu pai de férias, o que me obrigou foi mesmo o emprego. A empresa não é má de todo. Se eu for ao mercado, com as minha habilitações e idade, vou ganhar pouco mais que metade do que actualmente ganho. Custa-me admitir, mas sou um vendido. Trabalho pelo dinheiro e não pelo que faço. Estará isto perto da prostituição? Não vou levar o texto para aí.

Esta decisão tem me desgostado a vários níveis. Já falei de um. Outro é que estou a aburguesar-me, no sentido do Hermann Hesse. Tenho telemóvel. Tenho internet e um portátil. O que me faltava? Um carro. E preparem-se: quero ter uma vivenda. Nem mais. Andei com a sonhar em ter um iphone por causa de um passatempo da TMN. Poderei descer ainda mais? Nos primeiros tempos até estar adaptado ao carro e ao acto de conduzir deverei ir todos os dias para o trabalho nele. Lá se vai a caminhada matinal. Está claro que vocês devem estar a dizer neste momento: ora, vai caminhar noutra hora. Pois claro, mas eu sendo um burguês não deixo de ser complicado.

Os últimos dias têm sido complicados. Descobri mais uma coisa: eu vivo a um ritmo diferente do habitual, da sociedade. Descobri isto por causa do seguro. Tive só dois dias para arranjar um seguro. Ora eu gostaria de ter mais tempo para ver as simulações, para comparar preços e coberturas. Mas o vendedor disse-me que tinha que levantar o carro hoje e só deu-me os dados do carro na quinta-feira. No início da semana cheguei a comentar com os meus colegas que as matrículas deviam estar atrasadas por causa do final do ano e do aumento do IVA em Janeiro. Esperava ter uma semana para isto, até porque nunca tinha feito um seguro. Tanta coisa para aprender e para ter em atenção. Só consegui ter o seguro garantido ontem pouco antes de ir para o médico tirar os pontos. Estive várias vezes para dizer no facebook: se o arrependimento matasse... Outra preocupações foi a condução. Não tenho prática e até quinta-feira não tinha lições agendadas. É impressão minha ou fiz tudo ao contrário?

Com tudo isto tenho andado com pouca vontade para escrever nem dar sinais de vida aqui.

Ora porquê que intitulei este texto de plano? Na noite de quinta para sexta tive um sonho interessante e revelador. Sonhei que estava no programa da Casa dos Segredos. Acho que era um dos concorrentes. Estranho. De repente apercebo-me que havia alguém sendo atacado por um espírito, estava possesso. Como podem saber pelo que tenho dito aqui não sou crente em espiritismos e possessões. Uma coisa é crer intelectualmente outra é presenciar um fenómeno que não explicamos. Ao contrário de sentir medo, lembro-me de ter pensado que não acreditava nessas coisas e aproximei-me. Agarrei a pessoa, acho que era uma mulher, mas isso é irrelevante. Agarrei-a e dizia para comigo: Jesus está comigo, Jesus está comigo. Não senti medo. Ontem, num dos dias mais complicados que tive (bem se vê a vida calminha que tenho tido) disse várias vezes esta frase. Jesus está comigo.

Esta noite que passou foi muito melhor. Dormi bem e de manhã na meia hora sagrada cheguei ao seguinte raciocínio: temos que estar preparados para imprevistos. Ter um plano, uma ideia geral sobre como as coisas devem correr, pois quando aparecem imprevistos o que temos que fazer é comprará-los com o tal plano e fazer ajustamentos. Ter um plano em que entre a possibilidade de ajustamento é melhor que não ter nenhum. Na vida da fé isso pode-se aplicar. O plano é ser misericordioso como Deus, amar como Deus. Os imprevistos são os pecados, a falta de amor e de misericórdia. Se tivermos o plano bem presente no nosso espírito, os imprevistos não nos desorientam. Não somos dominados por eles, nem vencidos. Dizer que Jesus está comigo é olhar para o plano, é receber coragem, é saber que não estou sozinho. Deus não faz as coisas por mim, mas está comigo. Com este episódio aprendi isto e a relativizar um pouco as dificuldades.

Mas se para comprar um carro vivi um turbilhão destes (e não estive a maçar-vos com detalhes) então não quero pensar se algum dia for casar... mas desconfio que não corro esse risco...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Um mistério desvendado

Havia um mistério que me atormentava aqui nas lides da blogosfera. Tenho alguns seguidores deste blog que não têm blogues próprios. O mistério era o seguinte: como é que esses seguidores recebiam as actualizações do meu blogue?

Hoje descobri. Em primeiro lugar explico como cheguei lá. Este fecho do mês de Neovembro tem um problema lá na empresa. Temos que fechar no dia 7, mas não tivemos direito ao dia 1 porque foi feriado. Outro factor negativo é a alteração do sistema informático lá na empresa, não ao nível da aplicação contabilistica, mas a nível da linguagem da base de dados: do Oracle para o PostGres. À primeira vista não haveria problemas, mas descobrimos que um outro programa vital para o fecho não funciona com o PostGres. Para esse programa funcionar temos que fazer uma série de operações que levam quase uma hora. enfim, atrasa tudo.

Por causa desse atraso e da minha enfermidade resolvi trazer uns ficheiros de Excel para casa. Sim, trouxe trabalho para casa. Ora eu não tenho o Microsoft Office a funcionar, não me apeteceu gastar cem euros para comprar a versão definitiva. Em alternativa uso o Open Office, mas este, na sua versão do Excel, não se compara com o produto da Microsoft. Chateia-me as limitações e funcionalidades que existem no programa da empresa e que não existem e me fazem imensa falta cá em casa.

Fui à net pesquisar alternativas. Tentei o Google Docs, mas ainda é pior. No entanto descobri o Reader do Google e... voilá, eis que encontro os blogues que sigo. Podem ver um printscreen:








Como podem ver estou a usar o Google Chrome porque é bem mais rápido que o Internet Explorer, mas... mais uma vez há um senão... tive que abrir o explorer para escrever esta mensagem porque não conseguia aumentar a imagem do printscreen.
P.S.: Quando tentei justificar este texto, como faço sempre, ele desapareceu. Gelei. Fui ver se tinha rascunhos gravados e lá estava. Respirei de alívio. Obrigado Sr. Gates...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Como se este blog fosse o twitter VI

Saí do trabalho às oito e meia. Trouxe-me um meu chefe directo.



E assim termina a minha experiência de twittar este dia.

Como se este blog fosse o twitter V

Telefonema para casa a avisar que talvez esteja aqui até às oito. Telefonema para a terra do meu pai para saber se o mau tempo afectou a minha família. Não afectou.

Como se este blog fosse o twitter IV

Tirem-me daqui!

Ok estou a dramatizar, mas devo sair daqui só lá para as oito :

Como se este blog fosse o twitter III

Acabámos de comer as pizzas e de beber a coca-cola zero. Volta-se para trabalho. Quero ir para casa cedo.

Como se este blog fosse o twitter II

Hoje vamos comer pizza. Eu como mais ou menos uma vez por ano, quando tenho que trabalhar ao fim-de-semana ou à noite. :)

Como se este blog fosse o twitter

Acabei de ligar o computador no trabalho. Hoje domingo. Este fim-de-semana para mim e alguns colegas não existiu :(

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Notícias aladas

Faço uma pequena pausa no trabalho de fim de ano (que por sinal está complicado) para dar uma notícia sobre umas observações que tenho feito.

Moro na zona oriental de Lisboa, na fronteira com o concelho de Loures. Desde o início que tenho observado nalgumas épocas do ano bandos enormes de pássaros atravessando os céus da cidade. Comecei a vê-los ao final da tarde dirigindo-se para poente. Ontem e hoje de manhã vi-os, quase que passaram por cima de mim hoje, dirigindo-se para nascente, quase norte. É um espectáculo impressionante.

Curiosamente no sentido oposto, após o bando ter passado, passaram duas aves, que desconfio serem papagaios. Já os tenho visto algumas vezes. Como há muitas árvores e espaços rurais devem viver bem.

Outra suposição que faço é que o bando dos pássaros que vejo passar pernoite no Jardim das Cebolas. Porquê que suponho isso? Porque uma vez passei por lá ao final da tarde, já noite, e ouvi um chilrear enorme. Imagino que eles devam viver naquelas palmeiras.

Ou isso ou estou completamente equivocado. O costume…

Não posso escrever mais. O meu chefe já perguntou-me como vai o serviço, as conferências das contas 27. desconfio que neste fim-de-semana vou trabalhar nos dois dias.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Balanço do último dia do ano de 2009

O dia de hoje foi diferente porque esforcei-me para ser. Mas antes de falar disso, quero contar um pensamento que tive no autocarro a caminho do trabalho.

Vi um senhor idoso a entrar. Trazia uma canadiana. Sentou-se lá à frente. Vinha outro senhor com ele, que se sentou um pouco mais atrás. Passado um pouco o primeiro olhou para o segundo e sorriu-lhe. Foi um sorriso jovem, aquele senhor parecia ter um espírito jovem. No entanto o corpo não é jovem. Tem mazelas.

Perguntei-me se ele quando tinha a minha idade imaginaria que a sua vida o levaria por aquele caminho. Ele alguma vez julgaria que viria um dia a precisar de um canadiana? Como me imagino eu com setenta, oitenta anos? Percebi que imagino-me sentindo-me exactamente como agora. Não posso estar mais errado. Certamente o meu corpo não terá a força de agora, não andarei tão depressa, não terei as actuais capacidades mentais (isto por razões familiares preocupam-me muito). Deveria preparar-me para a inferioridade física e mental que inevitavelmente virão... se lá chegar, está claro.

O meu dia foi pautado pela passagem do tempo e, mais concretamente, pela passagem do ano. Comecei a festejar (coisa raríssima em mim) à dez da manhã. Ia controlando neste site a passagem da meia-noite pelos fusos horários e quando atingia a meia-noite nalgum sítio eu chamava atenção aos colegas e cumprimentava-os. Foi muito divertido. Ao passar pela Austrália foi de meia em meia hora. Todos acharam-me maluco, mas gostei.

Por isso a quem passar por aqui desejo Feliz Ano Novo de 2010, com tudo o que mais desejam. E que o Senhor Jesus vos (nos) proteja.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Definitivamente não sou um gajo normal V

Mas se tivesse que comprar um carro, qual seria?

Inclino-me para um toyota prius.








Embora aquela coisa atrás me faça confusão, acho que é um belo e ecológico carro.


O prius é o melhor da sua categoria, pelo menos até à chegada destes.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Confirmação

Ontem ao final do dia o meu director anunciou a intenção de nos mudarmos mesmo para onde eu temia. É 98% certo que iremos. Os boatos tinham fundamento. E agora tenho andado a pesquisar percursos de transportes públicos, sempre na perspectiva de não ter que me meter num carro.

Vejo o caso mal parado... e a situação do país não está para aventuras...

Sempre posso fazer como a minha mãe... agarrar-me aos 2%...

Definitivamente não sou um gajo normal IV


E pronto estes são os meus problemas mais recentes. A perspectiva de mudança de local de trabalho para um sítio longe, onde teria que apanhar três camionetas/autocarros para lá chegar. E para não andar a saltar de autocarro em autocarro comprar um carro e conduzir.

Lembraram-me várias vezes o lado positivo da ter um carro. Tinha mais liberdade de movimentos. Podia levar os meus pais facilmente aos médicos ou ir de férias.

Mas porquê que só penso nas desvantagens? Já explanei várias. Mas há mais uma.

Actualmente, quando não chove ou ameaça imediatamente de isso acontecer, vou a pé para o trabalho. Demoro entre quarenta e cinco e cinquenta minutos a ir de casa ao trabalho. É a forma que encontrei para fazer exercício físico. São quase cinco quilómetros.

E agora esta ameaça. Não tenho motivos para ficar contente. Para mais é provável que vá para uma sala open space, acaba-se o sossego do meu cantinho actual. Para além de dada a natureza do meu serviço tenho fazer horas extra todos os meses (sem as receber em dinheiro). A que horas chegarei a casa se continuar a fazê-las? E se deixar de as fazer? Posso arranjar problemas. Eles querem o trabalho feito, os prazos cumpridos e nenhum erro cometido. Não posso, nem quero, esperar que os meus chefes me tragam a casa ou perto sempre que faça horas extra...

Tenho pensado em ponderar mesmo sair daquela empresa, se a coisa se tornar insuportável. Mais depressa pondero sair do que comprar um carro.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Definitivamente não sou um gajo normal III

No sábado de manhã ao acordar tive momentos de terror ao imaginar-me a pegar num volante. Tinha que ajustar o banco, os espelhos. Ligar o motor. Como se faz aquilo com a embraiagem? Sincronizar os dois pés. As mudanças. Não poderia começar a andar como os outros condutores. Já ouvia as buzinadelas. Já via os sinais de luzes. Como fazer as curvas? Como chagar aos cruzamentos?

No dia em que fiz o exame de condução o avaliador disse-me que eu chegava demasiado de pressa aos cruzamentos, que travava muito em cima.

Eu sou muito nervoso e tenho tendência para cometer erros quando estou mais descontraído. Isso quer dizer que nunca poderei conduzir descontraído. Há tanta coisa a ter em atenção. E os outros? Tenho que saber avaliar distâncias (não é o meu forte). É pressuposto de todos os condutores na estrada de todos têm obrigação de serem no mínimos excelentes condutores. Não há tolerância para os lentos, atrapalhados ou cautelosos.

Eu quero ter uma vida tranquila. Coisa que a maior parte do tempo não tenho, mas ao menos preferia não procurar ocasiões para me enervar, para andar tenso.

Por isso tenho dito ao longo dos anos que queria comprar um carro já com motorista.