Mostrar mensagens com a etiqueta Humor negro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Humor negro. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 2 de março de 2011

Uma solução para a crise

Que tal sermos uma colónia efectiva da Alemanha? Para além de resolvermos os problemas da crise e ficávamos livres deste governantes que temos.
E assim era mais uma boa desculpa para eu empenhar-me na aprendizagem da língua.
Se a Alemanha não estiver disposta a isso, proponho o Reino Unido.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Hoje ao chegar ao emprego…

… tive uma espécie de epifania. Como já aqui desabafei, eu julgava, e ainda julgo, ser um calhau. Na condução (mas começo a pensar que não devo ficar por aí). Ora, hoje descobri que continuo a ser um calhau, mas não um frio e amorfo pedaço de vulgar pedra. Não. Neste momento sou uma pedra cuspida de um vulcão. Ainda estou incandescente, mais no interior, e salpico à minha volta pequenos pedaços de lava.

Quero ser um pedaço de gelo, um cubo, um mini iceberg. Frio, aguçado nos movimentos que faço. Se sou o que sou, como vou chegar ao estado sólido da água? Físico-quimicamente é, digamos, impossível transformar o basalto em água, mas… é para isso que existe a alquimia, né?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Era uma vez...

… um reino algures no tempo e no espaço governado historicamente por duas famílias. A nação confiava nelas e lá iam tendo pão e diversão.

Por altura dos acontecimentos narrados nesta história as famílias eram chefiadas por líderes de bonito aspecto e de agradável prosa. Tinham sido feitos um para o outro. O povo desconfiava que dali viria boda. Mesmo se nem todos fossem convidados, haveria festa na certa. Já tinha havido uniões no passado, por isso não seria de esperar.

O tempo foi passando e a aproximação entre o casal foi acontecendo. Houve encontros a sós, no maior respeito. Houve desentendimentos. Houve pazes. Houve namoro na presença de alguém mais velho.

Finalmente por razões de conveniência e prudência iniciaram-se preparativos para a boda. Como condição para a efectiva união das duas famílias pelos laços da durabilidade e fiabilidade, o casal teria que gerar um rebento antes da conclusão do processo.

A nação ficou expectante. Perante o olhar atento de todos iniciaram-se os encontros. Um dos elementos do casal deslocava-se aos aposentos do outro para providenciarem o tão desejado fruto da sua união. Muitos populares e coscuvilheiros rondavam o palácio e conseguiam, alguns, penetrar nos corredores até perto dos aposentos. Aí viam o visitante entrar. Aí viam o visitante sair. Nada mais conseguiam apurar.

Os dias foram passando. Os encontros sucediam-se. Chegou o tempo de começar-se a saber se ia haver procriação ou não. A nação fervilhava de boatos e adivinhações. Algumas vozes clamavam por moralidade, onde já se viu os nubentes usufruírem das delícias sem a correspondente efectivação?

Certo dia um dos elementos do casal deixou o outro a esperar. Por razões que só lhe dizem respeito esperou algum tempo, mas teve que ir embora. Ficara subentendido que voltariam à habitual fruição no dia seguinte, mas isso não aconteceu. Desentenderam-se e a nação ficou horrorizada com o desenlace. Não ia haver rebento, as duas famílias não iriam unir-se em boda.

Membros de destaque de cada família ficaram com as gargantas seca de tanto esgrimirem acusações à outra parte. Vossas Excelências nunca desejaram este fruto. Não, Vossas Excelências é que estiveram de má fé. Vossas Excelências não cederam nada. Qual quê, Vossas Excelências impuseram posições não conformes.

O debate durou tempo demais sem necessidade. Havia quem desejasse fazer o rebento no lugar de um deles, até estava disposto a secretamente aceitar posições fora do comum, para o bem da nação, mas por uma ou outra razão ficaram fora da corrida. Ou eram conhecidos por não tomarem banho ou tinham assumido pouco tempo antes publicamente que não queriam intimidades com o elemento fecundador.

O rei doente que pouco tinha conseguido fazer para ajudar à geração deste rebento, nas vésperas de uma corrida às termas para rejuvenescer-se (era esse o seu secreto ensejo) deu um murro na mesa. Agravando a sua debilitada saúde exigiu uma solução. O rebento tinha que ser gerado.

E por isso, dias depois surgiu a notícia que o casal tinha usado inseminação artificial. Iria haver rebento. E a nação, como ficou?

Bem, isso é outra história...

Moral da história: O PS e o PSD não se entenderam para gerar o orçamento, mas este nascerá de qualquer forma, nem que seja em tubo de ensaio. Houve excitação sensual entre eles, mas não houve conclusão eréctil e libidinal, porque chegou-se à conclusão que tinham os mesmo órgãos reprodutores. A reprodução terá que ser feita através de barriga de aluguer ou um deles descobre-se hermafrodita. De qualquer das formas o rebento, o orçamento, será um pequeno grande ditador e a nação algures no tempo e no espaço sofrerá, talvez com menos pão e diversão mais cara.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Estou à espera de um resumo para o Passos Coelho

... pois o PSD tem andado também com um discurso bipolar.

31 da Armada

A melhor novela

Chamei-lhe novela para não dizer tele/radio/imprensa/etcnovela, pois esta novela abrange todos os meios de comunicação social. Chama-se: Vida política Portuguesa. Pois é, a vida política nacional está transformada numa novela, tele e tudo mais. Novela mediática, na verdade.

Tenho acompanhado estes últimos episódios com interesse. Tanto interesse que tenho andado deprimido e sem assunto para escrever aqui. É uma novela absorvente.

Temos mistério: o Orçamento é aprovado ou não.
Temos romance: a relação dançante entre Sócrates e Passos Coelho.
Temos até um triângulo amoroso: Sócrates e Cavaco com os ciúmes de Passos Coelho.
Temos irreverência: PCP e BE, que encarnam os papéis de rufias simpáticos.
Temos uma personagem desparecida: CDS.
Temos cenários luxuosos e personagens da classe alta: clientelas dos partidos do arco do poder.
Temos vítimas das circunstâncias: nós, que não somos banqueiros, altos gestores públicos e boys do aparelho.
Temos um anti-herói (que é sempre chic numa novela): nós, que não sabemos eleger dirigentes de jeito, nem sabemos criá-los.
Temos a personagem dos desgraçadinho: somos nós que levamos porrada de todos os lados e não conseguimos escapar, porque o nosso herói anda deprimido enredado em crises existenciais.

As cenas dos próximos episódios fazem adivinhar mais desventuras dos desgraçadinho, deixa de comer peixe e fruta (cujo IVA passa de 13% para 23%), engorda porque os ginásios ficam ainda mais caros (o IVA passa de 6% para 23%), deixa de saber o que se passa no Benfica (pois os jornais e revistas desportivos passam de 6% para 23%). E vê aumentarem os incêndios à sua volta porque os extintores ficam mais caros (IVA de 6% para 23%). Se tiver uma intoxicação por causa do fumo terá que ter cuidado com o leite que for beber, pois todos com aditivos (chocolate ou cálcio) ficarão mais caros (IVA de 6% para 23%).

E as cenas dos próximos capítulos não param de surgir.

Com tudo isto até começo a desejar que o Orçamento seja chumbado. É só um sentimento...