segunda-feira, 6 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Nem sei que título pôr
terça-feira, 26 de abril de 2011
Dois assuntos diferentes para uma destinatária específica
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Hoje ao chegar ao emprego…
Quero ser um pedaço de gelo, um cubo, um mini iceberg. Frio, aguçado nos movimentos que faço. Se sou o que sou, como vou chegar ao estado sólido da água? Físico-quimicamente é, digamos, impossível transformar o basalto em água, mas… é para isso que existe a alquimia, né?
sábado, 29 de janeiro de 2011
Olá...
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Sou um calhau
Ok, não exageremos...
Sim, sou... e isto também é verdade...
E porquê?
E agora começa a humilhação... ok, não sou assim tão mau... bem vistas as coisas até fiquei mais bem disposto. Obrigado, youtube!
Esperem aí, queria ver esta miúda a conduzir de noite , a chuver em Lisboa!!! Ah, pois é!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Uma longa, longa mensagem de Natal
sábado, 4 de dezembro de 2010
Um mistério desvendado
Hoje descobri. Em primeiro lugar explico como cheguei lá. Este fecho do mês de Neovembro tem um problema lá na empresa. Temos que fechar no dia 7, mas não tivemos direito ao dia 1 porque foi feriado. Outro factor negativo é a alteração do sistema informático lá na empresa, não ao nível da aplicação contabilistica, mas a nível da linguagem da base de dados: do Oracle para o PostGres. À primeira vista não haveria problemas, mas descobrimos que um outro programa vital para o fecho não funciona com o PostGres. Para esse programa funcionar temos que fazer uma série de operações que levam quase uma hora. enfim, atrasa tudo.
Por causa desse atraso e da minha enfermidade resolvi trazer uns ficheiros de Excel para casa. Sim, trouxe trabalho para casa. Ora eu não tenho o Microsoft Office a funcionar, não me apeteceu gastar cem euros para comprar a versão definitiva. Em alternativa uso o Open Office, mas este, na sua versão do Excel, não se compara com o produto da Microsoft. Chateia-me as limitações e funcionalidades que existem no programa da empresa e que não existem e me fazem imensa falta cá em casa.
Fui à net pesquisar alternativas. Tentei o Google Docs, mas ainda é pior. No entanto descobri o Reader do Google e... voilá, eis que encontro os blogues que sigo. Podem ver um printscreen:

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Actualização do boletim médico
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
A propósito das refeições de convívio
sábado, 16 de outubro de 2010
Saltimbanco – Cirque du Soliel
Das quatro vezes que o circo veio a Portugal, só à primeira vez é que não fui. Já conhecia pela televisão e felizmente os espectáculos que vieram têm sido pouco transmitidos.
Os números com trapézio e elásticos foram espectaculares. Aqui ficam alguns vídeos. O primeiro é do duo de trapézio, um dos mais bem conseguidos do ponto de vista da imaginação e ousadia. Durante a apresentação só perto do fim é que percebi que elas tinha cabos de segurança. Realmente tinha achado estranho quando começam a balançar os colegas no chão terem retirado o colchão. No vídeo é lá para o minuto cinco.
A forma como este número acaba foi espectacular. Infelizmente não encontrei um vídeo de melhor qualidade.
Como é habitual, as duas partes principais de palhaços contam com a participação de espectadores. Neste número há mímica, humor, está claro, e beatbox. Aqui ficam os vídeos.
Para além do espectáculo fui vendo, antes e no intervalo, as pessoas e os técnicos do circo. Quanto aos técnicos senti alguma inveja. Eles não sobem ao palco, mas fazem parte do espectáculo. Já é a segunda vez que sinto este desejo que participar numa organização daquelas, a um grupo assim. Todos têm um papel a desempenhar. Acho graça aos operadores de holofotes que antes do começo sobem lá para cima e só saem no fim.
Desde criança que sempre gostei de circo, sobretudo a parte dos malabarismos e acrobacias. Os números com animais nunca me cativaram. É por isso que gosto tanto do Cirque du Soleil. A minha mãe diz que em pequeno eu dizia que queira ser palhaço. Não me lembro desse desejo. Lembro-me sim e querer ser trapezista, mas gordinho como era, e ainda sou, com pouco gosto pelo exercício físico não passei do sonho.
Por fim quero falar do reverso da medalha. Ao olhar para as pessoas, senti-me sozinho. Fui sozinho, não tenho com quem ir a estas coisas. Vi poucas pessoas sem companhia enquanto o espaço ia enchendo. Vi casais, famílias com crianças. Na fila à minha frente estava uma família com pais, filho adolescente e, acho eu, avós. Dei por mim a sentir tristeza por não ter o meu pai ao meu lado, tal como aquele miúdo tinha. Não consegui lembrar-me da última vez em que estivemos assim, se calhar nunca aconteceu. Chegámos a ir ao circo no Coliseu dos Recreios, quando era criança. Um dos males da doença dele é eu já tr dificuldade em lembrar-me como ele era antes. Tenho medo de vir a esquecer definitivamente.
Quando cheguei a casa, a minha mãe estava pouco disponível para ouvir-me falar do que vira e rira. Tem um peso tal em cima, que por vezes não consegue ver para lá disso.
Enfim, dei por bem gasto o dinheiro do bilhete, mas a minha vida não mudou por causa do espectáculo...
sábado, 2 de outubro de 2010
Dracma perdido
Ontem à hora de almoço fui comprar outra, resignado. Então não é que ao chegar a casa a minha mãe disse-me que a encontrou na máquina de lavar roupa! Pelos visto foi lá parar no bolso das calças e por lá ficou escondida estes dias todos. Esta pen drive tem uma tampa que protege a entrada e por isso a estadia estes dias todos no tambor da máquina, com tantas lavagens, não a danificou.
Foi uma alegria imensa. Lembrei-me logo da parábola da dracma perdida e de como a mulher ao encontrá-la chamou as amigas. Agora tenho duas pens e mais uma motivo para agradecer a Deus esta lição. Agradecer, pois por enquanto não sei o que é suposto aprender com ela. Uma coisa é certa, no meu desgosto cheguei a pedir informalmente (já que não sei o responso) a Santo António pelo paradeiro dela ou então pela sua destruição. Não é o objecto em si que me interessava, era o conteúdo, fruto do meu trabalho de escrita que ficava por aí, ao deus dará...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Para fugir à depressão ouço música de um gajo bem mais deprimido do que eu e que transformou em arte a depressão
O meu apreço pelos Eels vem desde a minha década, a de noventa. Olhando para o vocalista dá para perceber que ele vive uma realidade diferente. Pelo que sei por altura do início da carreira a vida dele passou por várias tragédias e ele elevou a depressão a uma forma de arte. Cada um lida com a tristeza da sua forma.
Gosto bastante do tema que o lançou: novocaine for the soul. Aqui fica a versão original
Comparando com a versão ao vivo é bem mais limpinha e bem-comportada. Aqui fica uma versão ao vivo.
É curioso notar que ao longo dos anos ele tem aumentado o tamanho da barba. Agora mete impressão.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Livro para as férias
Por outro lado, a nossa casa de férias é minúscula, vou estar em maior contacto com o meu pai e sujeito às suas traquinices que costumas ficar marcadas na pele e músculo. Terá que haver uma redefinição dos espaços. Toda essa adaptação leva tempo e tem o preço de mais nervos. Não poderei andar livremente pelos campos porque a minha mãe tem medo que alguém ou anima me faça mal.
Assim sendo, férias, férias seria se eu fizesse férias da minha família. Do trabalho poucas férias preciso, é mais da família, e isso não poderei ter naturalmente. Até me custa pensar na eventualidade de um dia viver sem eles. O que vai ser de mim?
As mudemos de assunto, pois o que me levou a escrever não é nada triste. No sábado passado comprei um livro que espero levar para ler nas férias. Tive muito sorte ou foi Deus que me encaminhou até ele.
Nos últimos tempos tenho adquirido alguma curiosidade pelo padre José Tolentino Mendonça. Um eminente teólogo, que também é poeta, escritor. Queria conhecer a sua poesia e por isso tinha o nome dele arquivado na minha memória para uma ida à Fanc. Estava a sair da secção dos livros quando dei de caras com o livro A Noite Abre Meus Olhos.

Este livro é a compilação num só livro dos primeiros livros de poesia dele. Um bolo com uma cereja no topo. De uma assentada fico com uma parte considerável da sua obra e com muita poesia espiritualmente inspirada. Para além de ser em formato de bolso, o que ma dá a garantia de poder levá-lo junto com a Bíblia, cadernos para escrever e livrinhos de orações.
A minha relação com a poesia é complicada. Tenho dificuldade em lê-la, porque por norma entendo pouco o que ela diz. Desde a escola que tenho essa dificuldade. Quando me pediam para analisar um poema era um custo. Convenci-me que sou muito linear nas interpretações que faço. Actualmente acho que o mal foi o sistema de ensino, o azar que tive em ter professores que não nos ensinaram a sermos criativos e imaginativos. A disciplina de Português devia ser dividida em duas partes: uma seria a técnica da língua e a outra a descoberta do prazer de ler. Ler poemas devia ser ocasião para os alunos aprenderem a usar a língua como veículo para a liberdade.
Foi preciso eu sair da escola para aprender a gostar de ler poemas e começar a escrever, tanto em verso como em prosa. Escrevi muita rima, não me atrevo a chamar poesia àquilo, como pode ser verificado na colónia deste reino. Escrevi por muito tempo para exorcizar as minhas tristezas, para passar da adolescência para o estado adulto. Agora raramente escrevo versos.
Voltando ao livro que pretendo ler nas férias, se tiver silêncio interior para tal. Quando regressava a casa depois de comprar o livro, li o primeiro poema e achei que o devia deixar aqui para vosso proveito.
A infância de Herberto Helder
No princípio era a ilha
embora se diga
o Espírito de Deus
abraçava as águas
Nesse tempo
estendia-me na terra
para olhar as estrelas
e não pensava
que esses corpos de fogo
pudessem ser perigosos
Nesse tempo
marcava a latitude das estrelas
ordenando berlindes
sobre a erva
Não sabia que todo o poema
é um túmulo
que pode abalar
a ordem do universo agora
acredito
Eu era quase um anjo
e escrevia relatórios
precisos
acerca do silêncio
Nesse tempo
ainda era possível
encontrar Deus
pelos baldios
Isso foi antes
de aprender a álgebra
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Raiva
No filme Se7en a personagem do Brat Pitt na opinião do psicopata representava o pecado capital da Ira. Hoje estou num estado psíquico que me faz sentir próximo dele. A raiva é algo que vive em mim. Quem convive comigo deve ficar admirado com esta afirmação. De aparência e estilo de vida sou um exemplo de calma, mas cá dentro vive um furação de raiva e frustrações.
Por a raiva ser um estado quase permanente, não acredito na eficácia da catarse. Não acredito nos cuidados paliativos que vêm das pausas de descompressão, das quebras na rotina, nos divertimentos, nos momentos bem passados. Tudo isto alivia, mas não cura. Eu não quero sentir raiva, irritar-me tão facilmente como às vezes acontece. Quero viver de uma forma simples, sem medos.
Uma grande parte da sociedade sobrevaloriza o orgasmo. O prazer não anula a raiva. O momento não compensa a eternidade.
Felizmente a raiva, como tudo em mim, é cíclica. Nem sempre tem os níveis de hoje. Uma parte dela, sei de onde vem. A doença do meu pai. Hoje estou assim porque tive que alterar um pouco da minha rotina para evitar encontrar o meu pai na cozinha. Agora se lhe dirijo a palavra é motivo para todo o tipo de insultos. Não posso dizer para fazer uma pequena coisa, que começa a chamar-me nome, já não há limites. Tantos travões que tenho que ter para não o agredir, fosse um estranho e o furação rugiria bem alto. Onde está a caridade?
Mas sou humano. Sou fraco e a música serve de anestesia. Hoje tem sido esta a minha banda sonora. A raiva dos outros alivia-me e o desabafo também.
Espero que não vos contagie.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Em contra-ciclo
No final da adolescência passei por uma fase em que acompanhava os jogos do Benfica pela televisão com entusiasmo. Por azar nunca foi campeão nessa época. Cheguei a um ponto em que ficava de rastos com as derrotas. Desisti.
Outro motivo é a ética distorcida que existe no futebol. Não me agradava ver a minha equipa ganhar com falta simuladas, com jogadores violentos, com polémicas, com dúvidas sobre a honestidade dos intervenientes. Desisti.
Agora não vejo os jogos por medo que a obsessão regresse, prefiro manter-me tranquilo e saber o resultado no fim, e por superstição, pois ultimamente quando via um jogo o Benfica perdia. Não estou para sofrer, já tenho motivos aos quais não posso fugir que chegue.
Nesta linha, não me senti motivado para festejar a vitória de ontem. Vi a festa na televisão. Achei bem terem dado os troféus do campeonato no final do jogo. Achei mal os desacatos, o mau perder.
Mais uma vez notei uma característica minha, que me desgosta. Ando sempre em contra-ciclo com a humanidade que me rodeia. Andam a festejar e eu ando anestesiado. Por vezes quando chove e toda a gente desespera, ando alegre. Tenho medo de só ficar contente com as desgraças dos outros. Faz-me lembrar esta música:
http://www.youtube.com/watch?v=zdodc1Eu1nA
E não se pense que é só com o futebol, não consigo sentir-me entusiasmado com a visita do Papa. Tento imaginar que estou na cidade de Roma quando Pedro entrou lá pela primeira vez. Ou que estou numa das cidades evangelizadas por Paulo e ele chega para nos visitar. É essa a alegria que queria sentir. É esse o significado da visita desta semana.
E eu?
Anestesiado.
Entorpecido.
Apático.
Morto por dentro.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Hoje estou assim
Depois no caminho para o trabalho a oração do Passo a Rezar preparou-me o coração.
Ao sair do autocarro (pois hoje ameaçava chuva) apanhei com um quentinho sol na cara e o meu coração rejubilou.
Agradeço e louvo o Senhor, mesmo que uma parte do enlevo venha a cafeína de um Melhoral que tomei ao pequeno almoço por causa do pingo na nariz.
Deixo aqui a música que ouvi depois da oração e ao sol.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Amanheci assim

De amor em vivas ânsias inflamada
Oh! Ditosa aventura!
Saí sem ser notada,
Estando já minha casa sossegada.
Na escuridão, segura,
Pela secreta escada, disfarçada,
Oh! Ditosa aventura!
Na escuridão, velada,
Estando já minha casa sossegada.
Em noite tão ditosa,
E num segredo em que ninguém me via,
Nem eu olhava coisa alguma,
Sem outra luz nem guia
Além da que no coração me ardia.
Essa luz me guiava,
Com mais clareza que a do meio-dia
Aonde me esperava
Quem eu bem conhecia,
Em lugar onde ninguém aparecia.
Oh! noite, que me guiaste,
Oh! noite, amável mais do que a alvorada
Oh! noite, que juntaste
Amado com amada,
Amada, já no amado transformada!
Em meu peito florido
Que, inteiro, para ele só guardava,
Quedou-se adormecido,
E eu, terna o regalava,
E dos cedros o leque o refrescava.
Da ameia a brisa amena,
Quando eu os seus cabelos afagava,
Com sua mão serena
Em meu colo soprava,
E meus sentidos todos transportava.
Esquecida, quedei-me,
O rosto reclinado sobre o Amado;
Tudo cessou. Deixei-me,
Largando meu cuidado,
Por entre as açucenas olvidado.
Poema de São João da Cruz
quinta-feira, 11 de março de 2010
Olhem só para o que me havia de dar!
O meu percurso escolar foi atribulado. Fiz a 1ª e a 2ª classes na escola de Caneças. A 3ª e a 4ª classes foi na Escola Municipal nº 1 em Lisboa. A preparatória foi na Escola Preparatória Luis António Verney em Marvila, por não haver lugar na Escola Preparatória Nuno Gonçalves.
O 7º ano foi dos mais estranhos. Não havia vaga na Escola dos Anjos e fui colocado no Externato Marquês de Pombal na Morais Soares. Só no 8º ano é que fui colocado na Escola Secundária dos Anjos. Estive lá até ao final do 11º. O 12º foi na escola Secundária da Cidade Universitária, porque não ia haver este ano na escola dos Anjos para a minha área.
Na net encontrei algumas referências à minha escola. Uma ex-aluna num blog falava dessas tempos e nos comentários descobri um grupo no HI5. Bateu-me a nostalgia bem forte. E pior é que não me lembro de quase nada desse tempo. Como é possível? Não me lembro de quase nenhum nome dos meus colegas. Perdi contacto com todos eles.
Do que consegui descobrir no HI5 poucos membros do grupo serão do meu tempo. Eu andei entre 87 e 91 na escola. Consegui chegar a estes anos após bastantes contas pelos dedos. Aos poucos tento recordar episódios desses anos. Ao contrário de muitos da minha geração, eu não idolatro os anos oitenta nem os noventa. Não idolatro a minha infância. Vivi grande parte desses tempos criando fantasias e estudando que pouco vivi.
No 8º ano tive um colega que veio do Externato, também, que devia ser autista. Só se interessava pela História da Segunda Grande Guerra e desenhava cenas das batalhas. Uma vez teve um ataque na aula de Trabalhos Manuais agarrou num martelo e todos nós fugimos da sala. Eu gostava de ir nos furos para a secretaria passar o tempo. Estranho, não? Agora vejo que não sabia conviver com os miúdos da minha idade. Preferia os adultos. Tive dificuldades em Português. Acho que cheguei a ter aulas de apoio. Chumbei a Português e a Francês. Foi o pior ano de sempre.
No 9º ano fomos ver o Auto da Barca do Inferno em marionetas no Museu de Arte Antiga. A nossa professora de Educação Visual faltava muito, à semelhança do ano anterior. Feito estúpido não fui ao gabinete de apoio para descobrir as nossas vocações. Tive um método de estudo diferente. Tomava apontamentos num caderno e depois em casa passava a limpo. Foi bom. Acho que continuei a ter apoio em Português. Acho que tive positiva. Agora não me lembro de mais nada deste ano.
No 10º ano fomos ver uma peça de teatro a Algés, fui uma peça de Gil Vicente, acho que foi o Auto da Índia. Senti alguma diferença no ritmo escolar. Tinha mais trabalhos de casa. A minha turma acho que era o 10º A e éramos de manhã. O 10º B era de tarde. Os de manhã tinha Francês como disciplina opcional. E de tarde tinham História. Este pequeno pormenor influenciou muito a nossa vida. De manhã ficámos com uma professora de Matemática exigente, os da tarde tiveram um professor ainda pior, poucos passavam de ano com ele. Eu gostei da professora, tive 15.
No 11º ano mantive a professora de Matemática e voltei a ter 15. Tive um professor de Filosofia interessante e aberto. A professora de Cálculo Financeiro era a Directora de Turma e fazia testes bastante difíceis. Na última aula, estava a selecção de futebol a ganhar o mundial em Riade, a professora despediu-se de nós dizendo que tínhamos sido uma turma boa. Lembro-me de pensar no regresso para casa como iria ser o nosso futuro, se iríamos um dia encontrar-nos. Nesse ano deixei de ir às aulas de Educação Física. Não havia condições mínimas. Só ia quem quisesse e as aulas resumiam-se a jogos de futebol.
Ao ler os comentários no HI5 senti-me mal. Muitos já têm filhos. Têm profissões interessantes. Têm uma vida. E eu? Este blog, vivo com os meus pais. Tenho Alzheimer em casa. Escrevo para a “gaveta” e muitas vezes nem isso. Fomos a geração rasca e à rasca. E eu um falhado, looser (dito em inglês é mais cool).
Ok, fiquei deprimido.