Chamei-lhe novela para não dizer tele/radio/imprensa/etcnovela, pois esta novela abrange todos os meios de comunicação social. Chama-se: Vida política Portuguesa. Pois é, a vida política nacional está transformada numa novela, tele e tudo mais. Novela mediática, na verdade.
Tenho acompanhado estes últimos episódios com interesse. Tanto interesse que tenho andado deprimido e sem assunto para escrever aqui. É uma novela absorvente.
Temos mistério: o Orçamento é aprovado ou não.
Temos romance: a relação dançante entre Sócrates e Passos Coelho.
Temos até um triângulo amoroso: Sócrates e Cavaco com os ciúmes de Passos Coelho.
Temos irreverência: PCP e BE, que encarnam os papéis de rufias simpáticos.
Temos uma personagem desparecida: CDS.
Temos cenários luxuosos e personagens da classe alta: clientelas dos partidos do arco do poder.
Temos vítimas das circunstâncias: nós, que não somos banqueiros, altos gestores públicos e boys do aparelho.
Temos um anti-herói (que é sempre chic numa novela): nós, que não sabemos eleger dirigentes de jeito, nem sabemos criá-los.
Temos a personagem dos desgraçadinho: somos nós que levamos porrada de todos os lados e não conseguimos escapar, porque o nosso herói anda deprimido enredado em crises existenciais.
As cenas dos próximos episódios fazem adivinhar mais desventuras dos desgraçadinho, deixa de comer peixe e fruta (cujo IVA passa de 13% para 23%), engorda porque os ginásios ficam ainda mais caros (o IVA passa de 6% para 23%), deixa de saber o que se passa no Benfica (pois os jornais e revistas desportivos passam de 6% para 23%). E vê aumentarem os incêndios à sua volta porque os extintores ficam mais caros (IVA de 6% para 23%). Se tiver uma intoxicação por causa do fumo terá que ter cuidado com o leite que for beber, pois todos com aditivos (chocolate ou cálcio) ficarão mais caros (IVA de 6% para 23%).
E as cenas dos próximos capítulos não param de surgir.
Com tudo isto até começo a desejar que o Orçamento seja chumbado. É só um sentimento...
Tenho acompanhado estes últimos episódios com interesse. Tanto interesse que tenho andado deprimido e sem assunto para escrever aqui. É uma novela absorvente.
Temos mistério: o Orçamento é aprovado ou não.
Temos romance: a relação dançante entre Sócrates e Passos Coelho.
Temos até um triângulo amoroso: Sócrates e Cavaco com os ciúmes de Passos Coelho.
Temos irreverência: PCP e BE, que encarnam os papéis de rufias simpáticos.
Temos uma personagem desparecida: CDS.
Temos cenários luxuosos e personagens da classe alta: clientelas dos partidos do arco do poder.
Temos vítimas das circunstâncias: nós, que não somos banqueiros, altos gestores públicos e boys do aparelho.
Temos um anti-herói (que é sempre chic numa novela): nós, que não sabemos eleger dirigentes de jeito, nem sabemos criá-los.
Temos a personagem dos desgraçadinho: somos nós que levamos porrada de todos os lados e não conseguimos escapar, porque o nosso herói anda deprimido enredado em crises existenciais.
As cenas dos próximos episódios fazem adivinhar mais desventuras dos desgraçadinho, deixa de comer peixe e fruta (cujo IVA passa de 13% para 23%), engorda porque os ginásios ficam ainda mais caros (o IVA passa de 6% para 23%), deixa de saber o que se passa no Benfica (pois os jornais e revistas desportivos passam de 6% para 23%). E vê aumentarem os incêndios à sua volta porque os extintores ficam mais caros (IVA de 6% para 23%). Se tiver uma intoxicação por causa do fumo terá que ter cuidado com o leite que for beber, pois todos com aditivos (chocolate ou cálcio) ficarão mais caros (IVA de 6% para 23%).
E as cenas dos próximos capítulos não param de surgir.
Com tudo isto até começo a desejar que o Orçamento seja chumbado. É só um sentimento...
4 comentários:
Lol :D
Parabéns, está muito bem feito!
Obrigado.
Pode emprestar-me este post, isto é, publico-o no meu blogue, com indicação do seu autor e o respectivo link ao "Reino Imperfeito", claro!
Claro que pode. :)
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